<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307</id><updated>2012-02-05T14:47:27.393-08:00</updated><title type='text'>Filosofia com Arte no Ensino Médio</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>67</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-9201779378527802147</id><published>2012-02-04T16:02:00.000-08:00</published><updated>2012-02-04T16:49:14.579-08:00</updated><title type='text'>Conflitos epistemológicos em "O Nome da Rosa"...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ljLI2qjwFIQ/Ty3IUOZbJEI/AAAAAAAAAEg/PoWh55moSzQ/s1600/o-nome-da-rosa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px; height: 190px; float: left; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705436552735958082" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-ljLI2qjwFIQ/Ty3IUOZbJEI/AAAAAAAAAEg/PoWh55moSzQ/s320/o-nome-da-rosa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conflitos epistemológicos em "O Nome da Rosa"...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A trama do filme ocorre no ano de 1327, num mosteiro no norte da Itália. É baseada no livro homônimo, do escritor italiano Umberto Eco.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um monge franciscano, William de Baskerville (interpretado pelo ator Sean Connery), e um noviço, Adso von Melk (vivido por Christian Slater), aproximam-se de um lugar misterioso, frio e distante de tudo, para um conclave, que iria decidir se a igreja deveria tomar posse de suas riquezas, ou ser pobre, desapegada de bens materiais. Um bom mote, para um cenário de grandes surpresas e conflitos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante sete dias ocorrem sete assassinatos, o que desperta uma investigação cuidadosa por parte do monge e de seu pupilo. No entanto, tal atitude será combatida pelos beneditinos, que comandam o mosteiro, e atribuem as mortes às artimanhas malignas do diabo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Chega então o Grão Inquisidor, Bernardo Gui, para pôr fim a qualquer suspeita de heresia, cometida em nome das artimanhas do maligno. Este aspecto reconduz a trama para o limite de um conflito entre William e Bernardo, uma vez que este defende a ideia de que as mortes são, de fato, obras de um espírito maligno, que aterrorizava o mosteiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A trama se esclarece, quando surge em cena a discussão sobre um livro de Aristóteles, que seria considerado perigoso à doutrina católica de então. É desse modo que William começa a juntar as pedras deste intrincado quebra-cabeça. Tudo por conta do riso. Isso mesmo. Lá, nas páginas de Aristóteles, o riso configura um elemento capaz de oferecer satisfação ao espírito. O que, na interpretação dos beneditinos, constituía uma afronta ao próprio Deus, uma vez que, segundo eles, o silêncio e a prece são condições para uma proximidade com o divino. Qualquer espaço para um cômico deslize, e a alma estaria confinada ao inferno.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Neste caminho de busca por um lado e mistério por outro, surge o caminho que dá para uma enorme biblioteca. O labirinto em que se encontra uma das maiores bibliotecas da Cristandade é um símbolo interessante, na busca empreendida por William e Adso, rumo à descoberta da verdade. Neste labirinto ocorre a dramática queima dos livros. O que nos passa um cenário de destruição, e de tentativa a todo custo de manutenção do poder, por parte da ideologia dominante da igreja. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;No fim, Adso vive o drama do amor a uma bela jovem, que vive com ele uma experiência sexual passageira, mas intensa, que o marca profundamente. Ele, porém, resolve seguir viagem com o seu mestre, e continuar desbravando os caminhos do conhecimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Neste debate, pude trabalhar com os estudantes temas como: controle ideológico, conflitos de poder no processo da busca pela verdade, dogmatismo ingênuo, racionalismo, nominalismo. Sendo bastante oportuna a compreensão de que havia uma estreita relação entre a situação vivida pela filosofia na Baixa Idade Média (período em que se dá a trama do filme) e sua influência na formação cultural européia no processo de transição do modelo teocêntrico para a racionalidade renascentista, que começava a despontar nos círculos acadêmicos, de modo gradativo e consistente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vamos chamar então os professores de História, Artes, Sociologia e História da Ciência, para um debate filosófico sobre "O Nome da Rosa". Penso que será um projeto muito bom para todos que se aproximarem e participarem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até o próximo cine filosófico em sala de aula...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Jorge Leão&lt;/p&gt;&lt;p&gt;04 de fevereiro de 2012.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-9201779378527802147?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/9201779378527802147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=9201779378527802147' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/9201779378527802147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/9201779378527802147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2012/02/conflitos-epistemologicos-em-o-nome-da.html' title='Conflitos epistemológicos em &quot;O Nome da Rosa&quot;...'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ljLI2qjwFIQ/Ty3IUOZbJEI/AAAAAAAAAEg/PoWh55moSzQ/s72-c/o-nome-da-rosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-3910709256797768648</id><published>2012-02-04T04:23:00.000-08:00</published><updated>2012-02-04T05:04:24.103-08:00</updated><title type='text'>Sobre a passagem do tempo no poema "Sentimento do Mundo"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sobre a passagem do tempo no poema "Sentimento do Mundo"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo como problema filosófico constitui de fato um debate que instiga muitos filósofos ao longo da história. De modo geral, posso falar do tempo como passagem, isto é, como sucessão de acontecimentos dentro de um período, o que dá o caráter cronológico ao tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num segundo momento, trabalho com o tempo psicológico. A impressão subjetiva que um fato me causa. Por exemplo, posso dizer que a música de Mozart me causa contentamento e elevação, quando a ouço. Ou ainda, que o pôr do sol me passa leveza e paz de espírito. Isto é característico de quando nos lançamos de modo desinteressado às obras de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro elemento do tempo é o existencial, que nos remete ao sentido pleno da vida. Perguntas arquetípicas como "o que é Deus", "por que morremos", "qual o sentido da existência", "é possível a felicidade diante da dor e da morte", são aspectos que nos remetem assim ao tempo dos filósofos, isto é, daqueles que buscam incessantemente o conhecimento da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos agora, como possibilidade de uma hermenêutica do tempo, o poema de Carlos Drummond de Andrade, intitulado "Sentimento do Mundo" (do livro homônimo, do ano de 1940). O poeta inicia com os versos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tenho apenas duas mãos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e o sentimento do mundo, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;mas estou cheio de escravos,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;minhas lembranças escorrem&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e o corpo transige&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;na confluência do amor.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;As palavras "mãos"e "corpo" nos colocam o tempo cronológico, como evidência primeira da materialidade situada na história. Com a relação das "lembranças" escorrendo, e o corpo transigindo na "confluência do amor", já nos diz algo da percepção que o poeta tem de sua situação mundana, como ser que estabelece um "sentimento do mundo". O que nos confronta com o tempo psicológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda estrofe, temos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quando me levantar, o céu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;estará morto e saqueado,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;eu mesmo estarei morto;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;morto meu desejo, morto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;o pântano sem acordes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O tempo cronológico está presente em "quando me levantar", acompanhado do sentimento de que "eu mesmo estarei morto", "morto meu desejo", o que nos remete mais uma vez ao encontro do tempo psicológico. No fim, porém, a expressão "pântano sem acordes" parece nos indicar uma imagem de profunda ausência de sentido diante da dor e da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo o poema, encontro as palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os camaradas não disseram&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que havia uma guerra&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e era necessário&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;trazer fogo e alimento.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sinto-me disperso,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Anterior a fronteiras,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;humildemente vos peço&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que me perdoeis.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O poeta encontra-se no drama de uma decisão, ao fazer do tempo uma escolha: ir à guerra ou debandar da luta. Isto causa a dispersão, e a necessidade de recuperar a confiança perdida, ilustrando o aspecto psicológico deste cenário em conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última estrofe, nos fala Drummond:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quando os corpos passarem,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;eu ficarei sozinho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;desfiando a recordação&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;do sineiro, da viúva e do microcopista&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que habitavam a barraca&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e não foram encontrados&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ao amanhecer&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;esse amanhecer&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;mais noite que a noite.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez ocorre o tempo cronológico em contraponto ao psicológico, quando a passagem dos corpos diz da solidão e da memória habitada pela lembrança de um passado incerto, mas que em seu amanhecer anuncia o prelúdio de um novo começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes elementos poéticos são indicações fecundas para a relação da filosofia com a temporalidade. Isto é, a percepção subjetiva, a certeza do fim e a busca por um sentido último para a existência. Nesta transparência poética, há uma ponte que liga as mãos do poeta ao "sentimento do mundo". Limitar o tempo apenas à passagem fatídica, é o mesmo que fazer da vida um começo previsto com um fim incerto. Neste poema, a riqueza de metáforas pode confrontar a morte com a abertura do sentido existencial, e a vitalidade do corpo que insiste em "transigir na confluência do amor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jorge Leão&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em 04 de fevereiro de 2012&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-3910709256797768648?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/3910709256797768648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=3910709256797768648' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3910709256797768648'/><link rel='self' 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src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-4816602840090906054?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/4816602840090906054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=4816602840090906054' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/4816602840090906054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/4816602840090906054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2011/10/blog-post.html' title=''/><author><name>filosofia com 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baixinho no ouvido de seu filho uma música inesquecível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sinta a água de uma cachoeira em suas costas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;leia sem pressa os poemas de Drummond...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escute os pássaros chegando na alvorada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;releia várias vezes o seu livro predileto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abrace com sinceridade um grande amigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não desanime diante dos tropeços...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;permita-se uma caminhada em frente ao mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;observe como as árvores mudam suas folhas no outono...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;renove seus votos de paz com seu corpo diariamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;corra no quintal com seus filhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pinte quadros com o pincel da vida e as tintas do tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esqueça as receitas, invente novas maneiras de fazer o bolo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alegre-se pelo amadurecimento que o tempo traz aos frutos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;invente uma maneira suave de dizer eu te amo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faça de suas mãos um instrumento da paz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;volte sempre ao mesmo lugar como no primeiro instante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conte uma estória inesquecível aos ouvidos atentos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não espere que o tempo organize sua rotina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escreva um romance sem final...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faça um pacto de amor com a morte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;inspire profundamente o perfume da serena idade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se deixe levar pelas águas altaneiras da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;26 de setembro de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-4708979014011514705?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/4708979014011514705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=4708979014011514705' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/4708979014011514705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/4708979014011514705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2011/09/sem-grandes-novidades.html' title='Sem grandes novidades?'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-2411769687423514089</id><published>2011-09-21T18:06:00.000-07:00</published><updated>2011-09-21T18:26:06.297-07:00</updated><title type='text'>Conversa na praça</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Conversa na praça&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje e sempre, é hora de acordar, na caminhada que é conjunta,&lt;br /&gt;como em seus afluentes, os rios no fluxo do tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos passando pela história, deixando que registro para as futuras gerações?&lt;br /&gt;na arte, na poesia, na pintura, na música,na literatura, no cinema...&lt;br /&gt;qual será nossa contribuição, neste tempo de ruínas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom motivo para encontro de filósofos e artistas...&lt;br /&gt;vamos marcar uma conversa na praça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;21 de setembro de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-2411769687423514089?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/2411769687423514089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=2411769687423514089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/2411769687423514089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/2411769687423514089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2011/09/conversa-na-praca.html' title='Conversa na praça'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-5855598977830983881</id><published>2010-12-21T03:42:00.000-08:00</published><updated>2010-12-21T04:11:03.744-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/TRCU0s7OXkI/AAAAAAAAAEM/gvGX0Xh8UmQ/s1600/escritores-da-liberdade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553101973681495618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/TRCU0s7OXkI/AAAAAAAAAEM/gvGX0Xh8UmQ/s320/escritores-da-liberdade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Debate e dinâmica com os temas do filme "Escritores da liberdade"&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No dia 20 de dezembro de 2010, segunda-feira, na turma 404, do curso de Informática, trabalhei o tema diversidade cultural, preconceito e sistemas totalitários. Foi o último encontro com esta turma maravilhosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O filme-texto destacado foi "Escritores da liberdade" (EUA, 2007), com a brilhante atuação de Hilary Swank, no papel da brilhante professora Erin Gruwell. O filme marca uma história real, cujo fecho foi a publicação dos livros destes alunos, no ano de 1999, até então consideradas pessoas insubordinadas, violentas e incapazes de superarem os limites que a violência social e a desestrutura familiar haviam imposto sobre suas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seguindo o ritmo da revolução ética por uma profunda vontade de transformação individual e coletiva, orientado pela Professora G. (como ficou conhecida carinhosamente por seus alunos), as vidas daqueles jovens foram profundamente modificadas. Este filme é um ótimo texto para trabalharmos em sala de aula os temas: violência urbana, discriminação étnica, preconceito, papel social da escola e sistemas totalitários.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de debatermos sobre o filme (nas duas últimas aulas ele foi assistido e comentado) a turma foi dividida por numeração em cinco grupos, sendo que cada um representou uma etnia: &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;1 - Brancos; 2 - Negros; 3 - Latinos; 4 - Chineses; 5 - Judeus.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois o grupo 1 fez um questionamento sobre os temas abordados nas aulas a partir do filme para o grupo 5. Em seguida, trabalhei a música "Só se for a dois" (Cazuza), onde o grupo 2 fez uma pergunta para o grupo 3, a respeito de algum trecho da referida música, a fim de correlacioná-lo com a temática discutida. E por último, o grupo 4 dramatizou uma cena do filme, para que todos pudessem discuti-la. Ao final, os grupos avaliaram a dinâmica, retomando alguns pontos do filme e dos temas trabalhados na última unidade da disciplina de Sociologia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi excelente a possibilidade de reler este filme, por meio de uma dinâmica interativa com a turma 404.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até o próximo encontro...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jorge Leão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;21-12-2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-5855598977830983881?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/5855598977830983881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=5855598977830983881' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/5855598977830983881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/5855598977830983881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2010/12/debate-e-dinamica-com-os-temas-do-filme.html' title=''/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/TRCU0s7OXkI/AAAAAAAAAEM/gvGX0Xh8UmQ/s72-c/escritores-da-liberdade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-2190441416369678444</id><published>2010-11-13T02:42:00.000-08:00</published><updated>2010-11-13T02:59:46.049-08:00</updated><title type='text'>Roteiro para estudo com o filme "The Matrix"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/TN5sFNTUt5I/AAAAAAAAAEE/v9G3l8QhA38/s1600/The_Matrix_Poster.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 218px; FLOAT: left; HEIGHT: 301px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538983428438144914" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/TN5sFNTUt5I/AAAAAAAAAEE/v9G3l8QhA38/s320/The_Matrix_Poster.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caros colegas, seguem algumas sugestões e experiências com  o filme "The Matrix" (EUA, 1999) - roteiro de estudo em sala de aula. Esse projeto vem sendo trabalhado com o título Sócrates, Matrix e a Filosofia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;1 - O que é a Matrix?&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;2 - Temas recorrentes para análise: filosofia socrática, aparência, realidade, autoconhecimento, liberdade, amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;3 - As correlações com o Budismo (equilíbrio corpo-mente)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;4 - Análise filosófica dos personagens: Morpheus, Neo, Trinity, Oráculo, Agente Smith.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;5 - Situação problema: o que a matrix nos impede de perceber?&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;6 - Tarefa conjunta: a turma pode criar uma "matrix" e mostrar as possibilidades de dela escapar, seguindo o roteiro de estudo e as discussões apontadas em sala. Apresentar de modo criativo para a turma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como se trata de um texto vasto e polissêmico, o professor pode ainda expandir o debate, trazendo referências literárias e fílmicas, tais como: &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt;, de George Orwell, o filme "&lt;em&gt;A Vila&lt;/em&gt;" ou ainda "&lt;em&gt;Escute, Zé Ninguém&lt;/em&gt;", de Wilhelm Reich, ou alguns contos de Machado de Assis, como &lt;em&gt;Teoria do Medalhão&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Conto de Escola&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Ex catedra&lt;/em&gt; (trabalhando relativização dos valores éticos e a escola como aparelho ideológico de dominação), além da música do Pink Floyd, "&lt;em&gt;Another brick in the wall".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O conceito de sistema de controle (eficácia + ajustamento) pode ainda ajudar a compreender melhor o argumento apresentado pelos irmãos Andy e Larry Wachowscki, diretores do filme.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom trabalho!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Liberte sua mente!...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abraços cinéfilos!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jorge Leão&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-2190441416369678444?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/2190441416369678444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=2190441416369678444' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/2190441416369678444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/2190441416369678444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2010/11/roteiro-para-estudo-com-o-filme-matrix.html' title='Roteiro para estudo com o filme &quot;The Matrix&quot;'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/TN5sFNTUt5I/AAAAAAAAAEE/v9G3l8QhA38/s72-c/The_Matrix_Poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-9026299102246254219</id><published>2010-11-04T13:48:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T13:51:44.458-07:00</updated><title type='text'>Uma música com anima</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Uma música com anima &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, dia 4 de novembro de 2010, trabalhei com a turma 203 de Eletrônica, a música &lt;em&gt;Anima&lt;/em&gt;, cujo foco central foi a filosofia socrática. A partir da tese de que “o homem é a sua alma”, e do enfoque de que somos seres pensantes, seguimos com a relação com a “normose” (citei o Professor Hermógenes, e o seu entendimento do que vem a ser a “normose”), após citando a Matrix (do filme &lt;em&gt;The Matrix&lt;/em&gt;, que estou a trabalhar com eles), não permitindo tais elementos o mergulho na essência de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta a saída necessária da caverna, de que nos fala Platão, e que na música entra em destaque, quando os autores colocam: “&lt;em&gt;Alma, vai além de tudo o que o nosso mundo ousa perceber. Casa cheia de coragem, vida, tira a mancha que há no meu ser. Te quero ver, te quero ser, alma”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Ainda foi possível enfatizar o texto de Karl Jaspers, “a filosofia no mundo” (de sua obra &lt;em&gt;Introdução ao pensamento filosófico&lt;/em&gt;), como experiência fundamental para o amadurecimento espiritual do ser humano. Na música, o trecho: “&lt;em&gt;Lapidar minha procura toda, trama, lapidar o que o coração com toda inspiração achou de nomear gritando, alma”,&lt;/em&gt; é ilustrativo para o fecundo trabalho de uma necessária saída do imediatismo previsível (normose) em que a corrida pelos bens materiais nos engaiola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filosofia é, pois, um processo constante de recriação de novos mundos, assim como a arte. Traz a música este aspecto, ao nos dizer: &lt;em&gt;“Viajar nessa procura toda de me lapidar, neste momento, agora, de me recriar. De me gratificar, te busco, alma, eu sei”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia nos instiga, portanto, a descobrir o seu ensino. Sócrates afirma que o conhecimento está dentro da alma, mas que, quase sempre, precisamos de um “mentor”, o parteiro, para nos ajudar na dolorosa saída da caverna (como o Morpheus, do filme &lt;em&gt;The Matrix&lt;/em&gt;). É na casa do conhecimento pela verdade que o homem é verdadeiramente livre. O amor pela sabedoria(filosofia) é a chave para a conquista da auto-realização. É lá que se acha a morada dos filósofos. Eis como a música nos fala disso: &lt;em&gt;“Casa aberta onde mora um mestre, o mago da luz, onde se encontra o templo que inventa a cor, animará o amor”...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Para finalizar, deixo com vocês a letra da música:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anima José Renato / Milton Nascimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alma, vai além de tudo o que o nosso mundo ousa perceber Casa cheia de coragem, vida, tira a mancha que há no meu ser Te quero ver, te quero ser, alma... Lapidar minha procura toda, trama, lapidar o que o coração com toda inspiração achou de nomear gritando, alma...Recriar cada momento belo já vivido e ir mais, atravessar fronteiras do amanhecer e ao entardecer olhar com calma então...Alma, vai além de tudo o que o nosso mundo ousa perceberCasa cheia de coragem, vida, tira a mancha que há no meu serTe quero ver, te quero ser, alma...Viajar nessa procura toda de me lapidar, neste momento, agora, de me recriarDe me gratificar, te busco, alma, eu sei...Casa aberta onde mora um mestre, o mago da luz, onde se encontra o templo que inventa a cor, animará o amor... onde se esquece a paz...Alma, vai além de tudo o que o nosso mundo ousa perceber. Casa cheia de coragem, vida, todo afeto que há no meu ser. Te quero ver, te quero ser, alma...Te quero ser, alma... te quero ser, alma... te quero ser&lt;/em&gt;... Além da belíssima interpretação do grupo “Boca Livre”, do qual o Zé Renato faz parte. Alguns alunos perceberam certos detalhes interessantes da letra, com a temática da filosofia. Outra música oportuna, de profundo conteúdo filosófico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços anímicos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do IFMA – Campus Monte Castelo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-9026299102246254219?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/9026299102246254219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=9026299102246254219' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/9026299102246254219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/9026299102246254219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2010/11/uma-musica-com-anima.html' title='Uma música com anima'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-8718587301824744134</id><published>2010-11-04T13:09:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T13:16:07.702-07:00</updated><title type='text'>Comentário sobre a música DAQUILO QUE EU SEI, de Ivan Lins</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Comentário sobre a música DAQUILO QUE EU SEI, de Ivan Lins&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nesta música, encontra-se um texto bastante interessante que pode ser relacionado com os modos de conhecer, podendo ser enfatizado: o percurso da dúvida (em Descartes), os limites da elaboração cognitiva (a partir do criticismo kantiano), e os usos dos sentidos (em filósofos como Aristóteles, Locke e Hume).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música inteira é um convite para o contato direto dos alunos com o processo do conhecimento. Eis a letra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Daquilo que eu sei nem tudo me deu clareza. Nem tudo foi permitido. Nem tudo me deu certeza. Daquilo que eu sei nem tudo foi proibido. Nem tudo me foi possível. Nem tudo foi concebido. Não fechei os olhos Não tapei os ouvidos. Cheirei, toquei, provei. Ah! Eu usei todos os sentidos. Só não lavei as mãos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E é por isso que eu me sinto.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cada vez mais limpo Cada vez mais lim. . . po. Cada vez mais. . .Limpo. . . .&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, penso que é interessante trabalharmos na música os diferentes modos de conhecer a realidade, dando ênfase, sobretudo, à percepção sensível, e sobre a capacidade de extrair da experiência o máximo de vivacidade, quando ele afirma: “eu usei todos os sentidos. Não só não lavei as mãos, e é por isso que eu me sinto cada vez mais limpo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sugestiva opção para a introdução à teoria do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do IFMA – Campus Monte Castelo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-8718587301824744134?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/8718587301824744134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=8718587301824744134' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/8718587301824744134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/8718587301824744134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2010/11/comentario-sobre-musica-daquilo-que-eu.html' title='Comentário sobre a música DAQUILO QUE EU SEI, de Ivan Lins'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-5221604222999460537</id><published>2010-09-06T17:55:00.000-07:00</published><updated>2010-09-06T19:03:10.929-07:00</updated><title type='text'>Uma viagem com Kenji Mizoguchi</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/TIWOGxHvMmI/AAAAAAAAAD8/xYRYPjIlQ2c/s1600/o+intendente+sancho.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 130px; FLOAT: left; HEIGHT: 184px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513969565701190242" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/TIWOGxHvMmI/AAAAAAAAAD8/xYRYPjIlQ2c/s320/o+intendente+sancho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Uma viagem com Kenji Mizoguchi&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Intendente Sancho (Japão, 1954) é o filme que exibimos no último dia 03 de setembro, no projeto Cine Filosófico. Dirigido pelo diretor Mizoguchi, o filme traz como tema e mote arquetípico a viagem em busca da mãe. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Duas crianças, Sushio e Anju, vivem o drama da separação de suas famílias, primeiro do pai, e em seguida também a violência com são arracandos do convívio com a mãe. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O enredo destaca o papel marcante dos princípios éticos da honra, da misericórdia e da lealdade, como elementos centrais no contexto desta viagem arquetípica. Para o filho é dito pelo pai-governador: "Sem piedade, o homem é como uma besta. Mesmo se você for severo consigo mesmo, seja misericordioso com os outros. Todos os homens são criados da mesma forma. Toda pessoa tem direito a ter felicidade". Palavras que marcam para sempre a lembrança do menino Sushio. Ele recebe como lembrança o amoleto da deusa da misericórdia Kwannon. "Mantenha este princípio em homenagem a minha memória". Tais palavras ecoarão como mandamentos sagrados na história de vida daquela criança, de sua irmã e de sua mãe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As crianças, como disse a pouco, são tiradas do convívio da mãe de modo cruel, e levadas a um campo de trabalho escravo, controlado pelo Intendente Sancho. Os irmãos crescem, e a maldade parece poder penetrar o coração de Sushio, que marca com ferro em brasa o rosto de um homem velho que tentava escapar do campo. Anju lamenta tristemente o fato...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela depois escuta uma jovem cantando um lamento, e reconhece ser o canto saudoso de sua mãe exilada na ilha de Sado. Ao receber a incumbência de abandonar uma senhora doente, Sushio, conhecido na aldeia como Mutsu, lembra-se de uma cena de infância quebrando o galho de uma árvore com sua irmã. Esta recordação é suficiente para Anju perceber que seu irmão é essencialmente uma pessoa boa. Resolvem então fugir. Somente ele escapa. Sua irmã pede que ele salve a sua vida e a vida da senhora doente. Ela, por sua vez, resolve entregar-se às águas do rio, ouvindo a canção de sua mãe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sushio chega a um templo budista, indicado pela última conversa que teve com Anju antes de partir, e é recebido pelo monge Taro-samo, que também escapara das garras do Intendente Sancho. A senhora doente é acolhida. O monge, porém, descrente dos propósitos de Sushio em fazer justiça e denunciar o Intendente, diz a ele o seguinte ensinamento: "ao menos que os corações possam ser mudados, o mundo que você sonha não pode ser real. Se você deseja viver honestamente com a sua consciência, é preciso se manter perto de Buda".&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, obstinado pelo senso de justiça impregnado em sua alma pelas palavras de seu pai, Sushio parte para denunciar Sancho ao Conselheiro-Chefe, que o nomea governador da província, pois reconhece nele a honra e a fidelidade à memória de seu pai. Quando assume o governo, instaura a proibição do trabalho escravo, o que causa ódio ao dono da Mansão do Ministro do Direito. Todos os homens, mulheres e crianças estavam a partir daquele momento, livres. O povo festeja. Ele, por sua vez, entrega o cargo e vai para a ilha de Sado encontrar sua mãe. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chegando à praia, reconhece o canto lamento da mãe. Eles finalmente se reecontram. Ela não crer ser o filho que voltou. Já sem poder enxergar, somente o amuleto da deusa a faz reconhecer a presença verdadeira do filho. A mãe, sofrendo com a ausência da filha, diz a Sushio que o reecontro somente foi possível pois ele fora capaz de cumprir os ensinamentos do pai.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Belíssimo enredo, oportuno argumento para trazer à tona temas polêmicos, como princípios éticos: cumpri-los ou esquecê-los em nome das vantagens do poder? valores familiares, fidelidade à memória dos pais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Além, é claro, do tema de fundo - a busca arquetípica pela mãe - brilhantemente conduzido pela exímia direção de Kenji Mizoguchi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até mais um cine filosófico...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jorge Leão&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Terça-feira&lt;/div&gt;&lt;div&gt;06 de setembro de 2010&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-5221604222999460537?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/5221604222999460537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=5221604222999460537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/5221604222999460537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/5221604222999460537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2010/09/uma-viagem-com-kenji-mizoguchi.html' title='Uma viagem com Kenji Mizoguchi'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/TIWOGxHvMmI/AAAAAAAAAD8/xYRYPjIlQ2c/s72-c/o+intendente+sancho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-3902113988334146072</id><published>2010-09-03T06:08:00.000-07:00</published><updated>2010-09-03T06:39:11.379-07:00</updated><title type='text'>Reconciliado pela janela...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/TIDzdt0k6PI/AAAAAAAAAD0/31Ip9YTqiZ8/s1600/a+janela.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512673635743361266" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/TIDzdt0k6PI/AAAAAAAAAD0/31Ip9YTqiZ8/s320/a+janela.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Reconciliado pela janela...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A película "A Janela" (La Ventana), do diretor argentino Carlos Sorín, foi exibido no projeto Cine Filosófico, no último dia 27 de agosto de 2010.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tema da reconciliação com a imagem da mãe, dentro das imagens arquétipicas do sonho (o protagonista inicia dizendo que "teve um sonho estranho"), da casa, da porta, da face e o duplo plano de luz, contrastando com a penumbra do quarto. Belíssima plástica fotográfica para resgatar a estética da casa reconciliada pelas lembranças que se abrem pela janela do quarto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em seguida, o tempo, das profundas campinas do sentimento. Vemos o som dos relógios. Toques diferentes para o mesmo chamado. Um instante apenas, e a vida se foi. Depois de 80 anos, as recordações são parte de um momento único de rever o filho, que é aguardado ansiosamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Não quero receber o Pablo como um doente". Ele se volta para a janela. A paisagem lá fora... tudo refaz no velho escritor um livro ainda a ser escrito, o da sua última caminhada...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso, cada imagem é única. Cada gesto é sutilmente percebido como a memória a renascer das cinzas. "Hoje eu quero passear pela horta para ver como ficou depois da tempestade"...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A visita do médico. Nada a considerar quando é apenas a pressão sangüínea o único motivo da conversa. Antônio desconsidera a tensão fisiológica de seu estado. Ele quer abraçar a vida com o presente de Borges. Ele oferece ao médico um exemplar da "História Universal da Infâmia", do escritor argentino, em primeira edição, com dedicatória do próprio autor. Era o que ele tinha de mais precioso. Quando parece que chega o fim, todas as posses perdem sua validade. Tudo torna-se gratuidade. Como o tempo, que passa a ser algo tão relativo quanto a abelhinha que insiste em sair pela janela, pois encontrava-se sufocada...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antônio resolve abrir a janela. Sai a abelhinha. Saiu Antônio... Ele daria a sua última volta ao redor de sua casa, a avistar as campinas e sentir o calor do sol. Qual Dom Quixote a desbravar o seu sonho de liberdade, simbolizado quem sabe pelo cavalo avistado ao longe. Avistar o tempo, e fazer xixi sozinho, que bela imagem em contraponto. Pura relatividade...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Finalmente, o cansaço vence o corpo decrépito. Sentar-se e esperar. É o que nos resta. Mas, esperar deitado nas campinas diante do sol, é bem melhor...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em seguida, duas belas jovens vêm ao seu auxílio, mas parece que o tempo se cumprira. Ele espera então para ser agraciado pela taça de reconciliação com o filho. O brinde da casa revisitada. A reconciliação suficiente. O brinde, agora!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lá fora, Pablo pega os dois soldadinhos que ficaram anos e anos entre as cordas do velho piano. Marcas da infância. Ele também vai ao encontro de sua janela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por fim, Antônio, na cama, pergunta à namorada do filho: "Estão dançando lá embaixo?". A mãe volta, o beija docemente. O sonho, de volta à casa, os olhares, o silêncio, a penumbra... &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As lembranças do fim de volta ao instante originário da reconciliação. Uma bela metáfora sobre a vida, o tempo, a música da reconciliação. Estão mesmo dançando lá embaixo, caro Antônio...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jorge Leão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Professor de Filosofia do IFMA - Campus Monte Castelo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;03 de setembro de 2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-3902113988334146072?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/3902113988334146072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=3902113988334146072' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3902113988334146072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3902113988334146072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2010/09/reconciliado-pela-janela.html' title='Reconciliado pela janela...'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/TIDzdt0k6PI/AAAAAAAAAD0/31Ip9YTqiZ8/s72-c/a+janela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-8756806492538301515</id><published>2010-09-03T05:38:00.000-07:00</published><updated>2010-09-03T05:56:23.904-07:00</updated><title type='text'>A busca pelo óleo de Lorenzo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A busca pelo óleo de Lorenzo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme de 1992, dirigido por George Miller, O óleo de Lorenzo foi trabalhado há poucos dias na sala de Design de Produto, turma 201, quando eu estava a discorrer sobre métodos de pesquisa na ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareceu-me instigante o modo como o filme aborda a questão da indissociável relação entre pesquisa científica, interesses econômicos da indústria farmacêutica e o envolvimento dos pais da criança que padecia de uma doença rara e fulminante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate transcorreu envolvendo também as relações éticas e afetivas da pesquisa científica e o quanto a motivação pela cura é algo primordial na dura batalha pela vida. Sobretudo quando nem sempre a ciência médica aborda o tratamento com o mesmo afinco, como a família de quem está envolvido no problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale muito a reflexão sobre o tema. Atualmente, a ciência, também por isso, já repensa muitas  de suas fragilidades no que diz respeito a abordagem médico-paciente, o que tem trazido algum avanço na percepção científica e sócio-afetiva da questão clínica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do IFMA - Campus Monte Castelo&lt;br /&gt;03 de setembro de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-8756806492538301515?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/8756806492538301515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=8756806492538301515' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/8756806492538301515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/8756806492538301515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2010/09/busca-pelo-oleo-de-lorenzo.html' title='A busca pelo óleo de Lorenzo'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-8988251977624484412</id><published>2010-05-17T11:59:00.000-07:00</published><updated>2010-05-17T12:57:57.494-07:00</updated><title type='text'>O círculo trágico e o amor tangente em "Abril Despedaçado"</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472316430215372610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 93px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/S_GSzLmFX0I/AAAAAAAAADk/jRZkY2bmBs8/s320/Abril+despeda%C3%A7ado.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O círculo trágico e o amor tangente em "Abril Despedaçado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O filme do diretor Walter Salles, "Abril Despedaçado" (2001) marca a dura e cruel disputa entre duas famílias no interior nordestino, no ano de 1910, movida pela posse da terra, cujo marco central é o ódio e a vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma camisa suja de sangue no varal, secando com o vento. Quando amarelar, o desespero será retomado. O personagem Tonho, interpretado por Rodrigo Santoro, tem a incumbência fatídica de levar a cabo a vingança da família Breves, cujo desfecho recente havia sido a morte de seu irmão mais velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No chão da casa, a secura escaldante da terra. Lá fora, os bois a girarem a roda para moer a cana. Era o sustento da família que vinha da cana moída, depois transformada em rapadura para ser vendida na cidade. O pai, a mãe e os dois irmãos trabalhavam duro para arrancar da cana decepada o sustento e a sobrevivência. A roda que é roda, pois, inexoravelmente, marca a batida das voltas em torno de um mesmo eixo, para manter-se vivo, para manter-se honrado. A saga da família é sentida pelo grito incessante do pai: “Vai, meu boi... vai...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na parede da sala, os quadros estampam as mortes dos que já tiveram sua camisa avermelhada e depois amarelada. Agora é a vez de Tonho sujar de sangue a camisa do assassino de seu irmão, e com isso, manter a honra de sua família incólume. Mais uma morte, mais sangue, Tonho agora teria sua vida dividida entre antes e depois daquela morte. Ele com apenas 2o anos, seria o próximo a morrer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais acontecimentos deixam a cabeça de seu irmão mais novo, até então sem nome, rodeada de medo, até que passam dois viajantes, artistas de um circo popular, que irá se instalar na cidade. A linda jovem dá ao menino um livro, sobre uma sereia encantada. Mesmo sem saber decodificar os significantes, o menino cria um roteiro só para dar vida ao seu livro. Ele não seria mais o mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na calada da noite, Tonho leva o menino para ver o circo. Lá, o brilho dos olhos de Tonho resplandece ao ver o semblante firme e destemido da jovem artista, a mesma que entregara o livro a seu irmão. Depois disso, tudo gira em torno da descoberta do amor. Ao contrário do giro da roda dos bois. Os dois voltam para casa radiantes; o menino, pelo espetáculo presenciado, batizado agora pelo artista circense pelo nome de "Pacu", nome de peixe . Tonho, pelo fogo do amor, cuspido pela moça de encontro ao seu peito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, eles voltam para casa e a roda trágica se dirige agora para Tonho. A camisa amarelara no varal da família inimiga havia secado. Era preciso correr, ou ficar e enfrentar a chegada da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a noite traz consigo o encanto da vida que se renova sob a forma da entrega amorosa. Tonho tem sua primeira noite de amor. Pacu observa que a chuva trouxera a esperança. Ele quer recontar sua estória. Quer ver a sereia. Sai então como se estivesse em transe, recontando, refazendo a leitura de sua vida. O sorriso do menino não pode explicar o desfecho que se aproxima. Ele parece antever que a chuva remexe por dentro aqueles que se abrem para beber sua água. Ele queria virar peixe. Virar "pacu"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, para aqueles que estão possuídos pela vingança, o frescor da chuva nada pode fazer. O menino caminha mais uns passos. O seu assassino dispara. Tonho desperta, pressentindo o pior. A casa é despedaçada pela dor mais doída. A perda de um inocente. A roda trágica havia sido quebrada. Pacu, mesmo sem se dar conta, desfez a prisão que era fechada pelas portas da miséria, do abandono e do ódio incomensurável entre duas famílias inimigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tonho sai para o caminho oposto ao da cidade. A encruzilhada é partida. Ele vai encontrar-se com o mar. O filme termina com o mar, e Tonho aturdido diante de sua imensidão, em horizonte por ele redefinido. Para quem se fecha, a dor da solidão. Para quem escapa da roda dos bois, o encontro definitivo com a sereia, com a memória recontada, com o amor envolvido pela chama da entrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe ele mesmo não estaria ali a esperar por sua sereia? Questões em aberto, para um filme belo, rico em falas simples e sábias, com o teor da beleza penetrando os rincões da dor e do sinal mágico do amor transfigurado pela água a molhar a secura do chão, até então marcado pela marca do sangue e pela sina da vingança. Assim, o círculo da dor é rompido pela tangente do amor em "Abril Despedaçado". Tonho e Pacu se entrelaçam pelas águas da chuva e pela infinitude do mar. É o aberto sentido do sublime que se nos apresenta o desfecho do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos e amigas da sétima arte, essa é a leitura que fiz após a exibição do filme no Cine Filosófico, do dia 14 de maio de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Abraços cinéfilos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;17 de maio de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-8988251977624484412?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/8988251977624484412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=8988251977624484412' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/8988251977624484412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/8988251977624484412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2010/05/o-circulo-tragico-e-o-amor-tangente-em.html' title='O círculo trágico e o amor tangente em &quot;Abril Despedaçado&quot;'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/S_GSzLmFX0I/AAAAAAAAADk/jRZkY2bmBs8/s72-c/Abril+despeda%C3%A7ado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-5868816209047476469</id><published>2010-04-15T12:46:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T12:49:09.918-07:00</updated><title type='text'>Mandamento de professores e médicos...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Mandamento de professores e médicos ...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o professor jura levar conhecimento e ciência para os alunos, no dia de sua formatura, tal empreitada deveria ser comparada a de um médico, que jura, também ao receber o diploma, que irá lutar incondicionalmente pela qualidade de vida de seus pacientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, se me permitam os documentos oficiais, o ofício de um professor pode ser comparado a um de médico. Os dois vivem situações de risco em seu dia-a-dia. Alguns dão receitas. Outros preferem olhar nos olhos de seus alunos. Alguns conversam sobre sua construção de vida. Outros distanciam o olhar de seus pacientes. Alguns receitam remédios. Outros, além disso, fazem seus pacientes e alunos sorrirem. Os remédios, às vezes, não fazem o efeito esperado. Às vezes, médicos e professores passam remédios que não fazem mesmo nenhum efeito, nem a longuíssimo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a palavra final não cabe aqui a mim, que estando na condição de leigo na medicina, encontro-me na consciência inquieta de um professor de filosofia de escola pública. Penso, porém, que educação e medicina deveriam ser vistas como terapias, isto é, como serviços para elevação do ser. Como estas duas escolas estão infelizmente situadas de modo dissociado, as filas nos hospitais retratam o modo como a política do governo pensa a saúde e a educação, uma vez que os corredores das escolas públicas são muito parecidos. Gente sem luz no olhar. Uns com medo da prova, os alunos, opacos. Outros, com medo do exame médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso também que o risco de uma educação fragmentada é o mesmo da medicina que trata apenas de sintomas do corpo. As duas abordagens matam do mesmo modo. A diferença é que, no caso do professor, aparentemente o óbito é mais demorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o mandamento de um serviço é doar todos os recursos para a manutenção de seu propósito primordial, tanto na educação como na medicina o alvo é a saúde integral do ser (corpo, mente, psiquismo, espírito), necessariamente então se trata de um esforço individual e coletivo, para que a escola e as clínicas trabalhem conjuntamente. Além da política de governo, que deve efetivamente pensar a realização desta utopia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que os professores saiam da escola para mesas de cirurgia, mas para oportunizar vivências ecológicas no espaço saturado dos hospitais e clínicas. Os médicos, por sua vez, podem prestar serviços valorosos à comunidade escolar e à comunidade em que se situa a escola, como práticas de prevenção de doenças sexuais, viroses, qualidade de vida, alimentação natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, os professores levariam a cura aos que perderam a esperança da cura, a alegria da vida, e os médicos seriam educadores para aqueles que andam distraídos de sua saúde, pois acreditam erroneamente que só se adoece quando o sintoma aparece. Os espaços não são engessados fisicamente, escolas e hospitais podem acolher tanto um quanto o outro de modo orgânico. O lugar do professor é o mundo, além da escola deve chegar a espaços como hospitais. O lugar do médico é o mundo, além dos hospitais e clínicas deve visitar espaços como a escola e a comunidade em seu entorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namastê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do Instituto Federal do Maranhão&lt;br /&gt;São Luís, 02 de abril de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-5868816209047476469?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/5868816209047476469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=5868816209047476469' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/5868816209047476469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/5868816209047476469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2010/04/mandamento-de-professores-e-medicos.html' title='Mandamento de professores e médicos...'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-4144789483858629024</id><published>2009-10-01T08:57:00.000-07:00</published><updated>2009-10-01T09:09:46.333-07:00</updated><title type='text'>Tempos Modernos...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SsTUGeQ-0aI/AAAAAAAAADc/v8vxk-dSCzI/s1600-h/tempos+modernos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387664261910548898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 121px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SsTUGeQ-0aI/AAAAAAAAADc/v8vxk-dSCzI/s320/tempos+modernos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Tempos Modernos...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O filme de Chaplin mostra o relógio logo de início. Carneiros andando amontoados, como indo para o abatedouro. Muitos homens entrando na fábrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reprodução em série de um interesse que não nasce na consciência daquele que produz. Por isso o trabalho é alienado, e o tempo é medido pela contagem da reprodução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritmo da existência é condicionado pelo da máquina que domina. A crítica de Chaplin nos remete assim ao modelo de fabricação consolidado com a Revolução Industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível também relacionar o tempo da produção com a alienação da consciência do trabalhador, que se vê submetido ao completo abandono de si mesmo, como mero reprodutor de um sistema de reprodução mecânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transformação da natureza escraviza em vez de libertar o ser humano, posto que compreende a própria natureza sob o olhar de quem detém o controle matemático sobre o objeto. A máquina, como expressão da tecnologia aplicada no âmbito da produção, revela o encantamento do homo faber pelo domínio e, ao mesmo tempo, o mantém preso à sua própria criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As longas jornadas de trabalho, o enlouquecido ritmo da máquina, que enfraquece o tempo primordial da vida pelo encantamento da técnica e de seu progressivo uso na exploração do homem pela máquina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os passos dados desde a saída de casa até a chegada na fábrica servem para ilustrar que o condicionamento ao mecanismo de dominação sobrevive pela necessidade da sobrevivência e pelo vínculo da sedução ilusória, internalizada pelo trabalhador, em garantir alguma espécie de patrimônio particular ou familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes são sintomas do homem que adoece modernamente e que nos podem fornecer alguns elementos capazes de oferecer um debate substancial dentro dos pilares do modo de produção capitalista, a saber: produção, distribuição e consumo de mercadorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é produzido? Como é distribuído? A que público se destina o produto final da produção em massa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar o enfoque sociológico destes novos tempos, e suas implicações políticas, econômicas e culturais, pode traduzir nova compreensão sobre o processo de produção na sociedade capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta seria, portanto, uma pista possível, dentre outras, para a leitura deste clássico de Chaplin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do Instituto Federal do Maranhão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em: 30 de setembro de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-4144789483858629024?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/4144789483858629024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=4144789483858629024' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/4144789483858629024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/4144789483858629024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2009/10/tempos-modernos.html' title='Tempos Modernos...'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SsTUGeQ-0aI/AAAAAAAAADc/v8vxk-dSCzI/s72-c/tempos+modernos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-657463423403015332</id><published>2009-07-01T05:46:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T05:51:39.022-07:00</updated><title type='text'>Formar, informar, deformar...</title><content type='html'>Uma reflexão sobre a formação de nossos professores de filosofia.&lt;br /&gt;Abraços fraternos,&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Formar, informar, deformar...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito educacional, a filosofia encontra o desafio de formar o ser humano em sua integral perspectiva. No entanto, a realidade pedagógica em que nos situamos, traz desafios que impedem a concreta efetivação deste processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, no aspecto de nossos cursos regulares de filosofia, de um modo geral, o aspecto informativo (as diversas doutrinas, sistemas e teorias da história da filosofia) se sobrepõe ao elemento formador, enquanto processo de diálogo permanente com os problemas levantados e sua amplitude contextual, sobretudo às vivências e inferências do leitor, aprendiz, educando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da retomada dos assuntos apresentados no período em que nos “formamos” ao encontro com os alunos em sala de aula, novas lacunas se abrem, não apenas pela deficiência de informações ao longo de nossa frágil formação, mas na completa ausência de ligação entre os dados históricos e o cenário concreto da escola em que se encontram os professores de filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência filosófica implica em possibilidades que nos remetem à questão: por que ensinar filosofia? A relação, desse modo, é de um profundo significado político, existencial e estético. Ora, se a informação não possibilita uma reformulação de nosso código lingüístico academicista, então toda a estratégia de se inserir a filosofia como disciplina curricular encontra-se esvaziada.É assim que nos colocamos diante da informação que recebemos e da que iremos transmitir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto professores, não podemos confundir as instâncias do saber, mediado pelo pensamento vivo na experiência do ensino, com as estruturas massificadas do repasse burocrático de uma informação destituída de sentido, o que seria apenas perder de vista a unidade entre saber e ressignificar a história da filosofia por meio de sua inserção na realidade da sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomando o conceito de práxis, a mediação do pensamento com a realidade cotidiana e vivencial torna-se elemento fundamental do ensino, enquanto formação básica do professor. A tarefa está, pois, em redimensionar o ensino tendo como eixo orientador a crítica auto-avaliativa da ação pedagógica, posto que “a reflexão crítica adquire sentido ao transformar-se em práxis” (GHEDIN, 2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, retomamos aspectos considerados básicos para a formação do professor de filosofia, a saber: o que ensinar em filosofia? Isto é, qual é a especificidade do conhecimento filosófico? Em que sentido esse conhecimento contribui para a formação humana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro elemento que deve figurar com clareza a perspectiva pedagógica do professor de filosofia é sobre por que ensinar filosofia? O que nos motiva como professores ao processo de ensino? Neste âmbito, reconhecemos tocar uma questão polêmica, e, ao mesmo tempo, crucial, haja vista a ausência de elementos claros sobre as razões de a filosofia estar ou não assumindo uma condição de disciplina no currículo do ensino médio brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A academia ainda encontra-se, muitas vezes, fechada em sua proposta curricular, inclusive quando se oferta cursos de licenciatura em que a produção de debates sobre o tema encontra-se sufocado pela postura enciclopedista, delimitada, como se sabe, ao âmbito da história da filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direcionado ao trabalho do professor na escola, um curso de formação de professores de filosofia deve necessariamente saber qual a realidade do ensino médio brasileiro. A completa distância e por conseqüência o afastamento da escola levam o estudante de filosofia a não saber, de fato, para quem ele vai falar. Assim, os mais terríveis absurdos metodológicos são realizados em sala de aula, por conta de um completo desconhecimento sobre a teoria da aprendizagem, o processo de conhecimento e a psicologia da adolescência, que deveriam constar em nossos cursos de licenciatura em filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, como ensinar a filosofia para o público do ensino médio, se não houve o preparo teórico, a fim de estabelecer critérios epistemológicos, éticos e didáticos para o desempenho da relação do professor em sala de aula? O desafio é presente no aspecto de que, caso não ocorra o cuidado específico com a mediação da palavra e do processo de ensino, o professor de filosofia trará para a escola a deformação da problemática do ensino filosófico, pois fatalmente cairá no hermetismo conceitual ou no ativismo das habilidades e competências, destituído de fundamentação e do trabalho dos conteúdos filosóficos necessários para o ensino médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o que cabe à formação de um professor de filosofia? Esta pergunta diz respeito ao problema central que se impõe a todos nós, ou seja, qual é, na verdade, o papel da filosofia na sociedade contemporânea? Investigar o cerne desta questão constitui descortinar o papel social do professor, enquanto elemento político de fundamental importância para a construção de um espaço de produção de conhecimento, que deve ser a escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate entre os grupos de professores na academia sobre o ensino e a sua conseqüente reflexão e autocrítica promove o fortalecimento da prática reflexiva em filosofia. Por isso, é necessário priorizar o entendimento de uma formação em processo de construção permanente, em que a história da filosofia, o programa a ser pensado, a concepção de avaliação, os aspectos metodológicos, traduzam, mediante uma práxis transformadora, o papel de nosso agir enquanto professores de filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que filosofia? Que formação? Apenas informação, sem formação problematizadora, poderá nos conduzir a uma deformação de nossos estudantes, futuros professores e dos alunos que receberão os impactos desta “filosofia”, formando, informando ou deformando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- GHEDIN, Evandro. &lt;em&gt;Ensino de Filosofia no Ensino Médio&lt;/em&gt;. SP: Cortez, 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- VASQUEZ, Adolfo S. &lt;em&gt;Filosofia da práxis&lt;/em&gt;. RJ: Paz e Terra, 1991.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-657463423403015332?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/657463423403015332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=657463423403015332' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/657463423403015332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/657463423403015332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2009/07/formar-informar-deformar.html' title='Formar, informar, deformar...'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-3799055863227629798</id><published>2009-07-01T05:38:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T05:41:02.399-07:00</updated><title type='text'>Sobre as razões da filosofia</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sobre as razões da filosofia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo da filosofia em geral pressupõe uma fundamentação de base epistemológia (sobre os fundamentos do conhecimento e seus modos de apreensão e suas relações com a ciencia), antropológica (pois implica em uma concepção de homem) e política (na medida em que o espaço público é construído pela consciencia e liberdade de seres co-responsáveis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste aspecto, temos assim elementos definidores de uma relação formadora da filosofia, ligando-se aos aspectos educativos, enquanto formação integral do ser humano.Vale ressaltar que a educação não se delimita a um sistema de códigos ou informações a serem transmitidas, muito menos a um domínio da análise intelectual sobre uma parte delimitada da experiência humana no mundo, como faz a ciência.A idéia de uma instrução pedagógica tem sido dominante, quando se associa a compreensão de uma escola que se delimita ao ensino de uma ciência específica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, não se pode confundir educação com instrução (para isso, uma excelente referência é "A Educação do Homem Integral", do filósofo e educador brasileiro Huberto Rohden). Assim, a educação deve nos dizer muito mais do que uma simples adequação a uma sistema de códigos, normas de conduta, notas, ou de qualquer processo de "formação" (melhor dizer, informação) que venhamos a ter ou adquirir ao longo da existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro referencial é ver a concepção de educação em Platão, uma vez que para este pensador a filosofia, enquanto conhecimento que conduz a alma ao mundo inteligível - a Idéia do Bem), deve constituir o pressuposto teórico do agir político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo a marcha histórica, encontraremos a hipertrofia da intelecção, em detrimento da formação ética e da sensibilidade estética. Deve-se, portanto, pensar atualmente sobre as razões da filosofia, a fim de restituir o aspecto de uma formação integral para a educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços fraternos a todos,&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-3799055863227629798?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/3799055863227629798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=3799055863227629798' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3799055863227629798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3799055863227629798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2009/07/sobre-as-razoes-da-filosofia.html' title='Sobre as razões da filosofia'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-4090673345506955390</id><published>2009-06-14T15:04:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T15:07:31.638-07:00</updated><title type='text'>O estar sendo na travessia</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Um breve ensaio sobre dois textos "travessos", de dois grandes autores que abrem outros afluentes no percurso de nossa travessia humana, "demasiada humana",&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;abraços quixotescos, na abertura de mais veredas...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge Leão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O estar sendo na travessia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;                                                                          Jorge Antônio Soares Leão&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho que se descortina em “Assim Falou Zaratustra” (1883) coloca o destino humano diante de coisas perigosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicia-se a jornada do “além-do-homem”, aquele que se dirige para a afirmação da vida, na fecundidade de sua vontade, que é o poder de criar e re-criar a si mesma a todo instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem é um estar-sendo, no espaço de uma trajetória em que a arte da vida é tecida pelo fecundo trabalho da vontade. Não há objetividade duradoura que dê conta da poesia do Zaratustra, por isso ele acena a vontade de afirmar a vida como o traço distintivo de sua escalada em relação ao código moral do discurso metafísico e do caráter doutrinário da religião cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, no Prólogo, Nietzsche considera que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O homem é uma corda estendida entre o animal e o além-do-homem – uma corda sobre um abismo.&lt;br /&gt;É o perigo de transpô-lo, o perigo de estar a caminho, o perigo de olhar para trás, o perigo de tremer e parar.&lt;br /&gt;O que há de grande, no homem, é ser ponte, e não meta: o que pode amar-se, no homem, é ser uma transição e um ocaso.” (p. 31)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa (1908-1967), a saga do jagunço Riobaldo expõe também um percurso afirmativo, que é a descoberta do sertão enquanto travessia. O destino de Riobaldo é um estado de vir a ser no caminho que se impõe ao drama localizado do homem sertanejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Riobaldo, o sertão está em todo lugar, pois o “sertão é travessia”. Esta descoberta, assim como em Nietzsche, não é algo conceitual, do ponto de vista de uma ordem metafísica do real, uma vez que a poética do sertão constitui um estar sendo sem limites ou definições, apenas o horizonte e o mistério das veredas que surgem como caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma passagem que ilustra este percurso existencial é quando Guimarães Rosa expõe o pensamento do sertanejo sobre a realidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia” ( GS:V, p. 80).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A travessia é, com isso, destituída de estabilidade. Não há uma ordem “a priori” no viver do sertanejo, pois a vida não se encaixa em nenhuma definição, em nenhum fundamento absoluto, pois, para Riobaldo, “viver é um descuido prosseguido” (Idem, p. 86). Isto é, no drama fecundo do viver, nasce a trilha das veredas que se vivenciam a cada instante, a cada novo confronto, a cada nova partilha de amizade e de amor com seu companheiro Reinaldo, depois revelado como Diadorim. (Cf. GS:V, p. 172)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Nietzsche, encontra-se novamente o drama da vida em termos de uma não garantia objetiva, o que nem a filosofia enquanto metafísica, nem a religião e mesmo a ciência conseguiram delimitar. Em “A Gaia Ciência” (Livro III, § 121, p. 186), Nietzsche considera acerca da vida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A vida não é argumento – Armamos para nós um mundo, em que podemos viver – ao admitirmos corpos, linhas, superfícies, causas e efeitos, movimento e repouso, forma e conteúdo: sem esses artigos de fé ninguém toleraria agora viver! Mas com isso ainda não são nada de demonstrado. A vida não é argumento; entre as condições da vida poderia estar o erro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspecto percebido também em Riobaldo, quando este nos diz que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) a vida não é entendível”... (Idem, p. 156).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, a trajetória de Riobaldo assemelha-se ao abandonar-se espontâneo da criança do Zaratustra, ou da terceira transformação passada pelo além-do-homem em seu afirmar-se enquanto vontade de poder (Cf. AFZ, Das três metamorfoses, pp. 43-45). Com efeito, na inocência da criança, descobre-se um rio de possibilidades, como na travessia de Riobaldo e seu amigo Reinaldo, na imensidão do São Francisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o Zaratustra vê na criança a descoberta de um sagrado “sim” ao espírito que “quer a sua vontade” (AFZ, p. 45), Riobaldo relembra da travessia como vida que se irrompe nas águas do São Francisco e se faz descobrir pelo medo e pela confiança do amigo também em travessia. “Viver é muito perigoso”, é a afirmação de Riobaldo em diversas passagens de “Grande Sertão: Veredas”. Como se mistério desvendado na tessitura poética da passagem, do estar sendo em travessia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta travessia, deslocada do ritmo acumulativo de uma percepção fragmentada, não há espaços para contagens, pois a memória é um passar momentâneo repleto de significados. Por isso, para Riobaldo “um rio é sempre sem antigüidade” (GS:V, p. 162), uma vez que o presente que se apresenta é o sertão enquanto passo descontínuo, ilustrado pela própria estrutura da obra organizada singularmente por Guimarães Rosa, sem divisões, apenas o relato ardente de uma memória recheada de solidão, medo, conflitos, amor e fecundidade poético-filosófica, vivificada pela relação com a vida desconexa, sem entendimento, no sertão apenas, que sonda a própria vida em suas veredas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas passagens bem ilustram o sertão para Riobaldo, quando lemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esta vida é de cabeça-para-baixo, ninguém pode medir suas perdas e colheitas” (GS:V, p. 161), e ainda quando é afirmado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sertão é isto, o senhor sabe: tudo incerto, tudo certo” (Idem, p. 172).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a travessia, em seu destino trágico para Nietzsche, e em seu estar sendo Riobaldo, em Guimarães Rosa, perfaz a relação de uma dança, que nem mesmo o próprio homem é capaz de abarcar, uma vez que ele está só no percurso, e necessita ardentemente da alegria e do êxtase da descoberta da criança, em Zaratustra, e de seu amor por Diadorim, em Riobaldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este traço de incertezas, longe de amortizar a queda, abre novos labirintos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fui eu? Fui e não fui. Não fui! – porque não sou, não quero ser. Deus esteja!” (Ibidem, p. 232).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois a vida é algo incerto, “como a vida é cheia de passagens emendadas” (Idem, p. 235).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda, refazendo o traço espontâneo da criança nietzschiana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que eu queria era ser menino, mas agora, naquela hora, se eu pudesse” (Idem, p. 260).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, aproximando-se da passagem de Riobaldo pelo sertão, surge a fala poética de Zaratustra, apresentando-nos a suprema vontade, a sua virtude por excelência, a suprema esperança do filósofo peregrino, diante de mil possibilidades no curso da existência criadora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mil caminhos existem, que ainda não foram palmilhados, mil saúdes e ocultas ilhas da vida. Ainda não esgotados nem descobertos continuam o homem e a terra dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quedai-vos vigilantes e à escuta, ó solitários! Chegam ventos, do futuro, com misterioso bater de asas; e trazem boa nova aos ouvidos finos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em verdade, um lugar de cura ainda deverá tornar-se a terra! E já a envolve um novo cheiro, um cheiro salutífero – e uma nova esperança.” (AFZ, p. 91)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o supremo risco da vida é o não conformar-se com o medo da travessia, é mergulhar e atravessar o rio, aceitando os perigos e ousando vencer os desafios. É como estar em processo de cura, afirmando a condição de plenitude da vida, embora experimentando o drama da dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Livro V, de “AGaia Ciência”, complemento datado de 1886, Nietzsche traz como subtítulo: “Nós, os Sem-Medo”, afirmando no parágrafo 380:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É preciso ser muito leve para levar sua vontade de conhecimento até uma tal distância e como que para além de seu tempo, para se criar olhos para a supervisão de milênios e ainda por cima céu puro nesses olhos! (...) O homem de um tal além, que quer discernir as mais altas medidas de valor de seu tempo, precisa, para isso, primeiramente “superar” em si mesmo esse tempo” (AGC, p. 296).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riobaldo, ao segredar a sua travessia ao leitor, o homem de saber apurado e fina instrução acadêmica, ilustra muito bem a leveza pretendida por Nietzsche na passagem anterior, uma vez que a travessia é uma narrativa de si mesmo sobre o sertão, dentro e fora de Riobaldo, não um código de receitas prefixado na ordem determinista do sol escaldante do sertão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é feita na travessia, por isso é como se Riobaldo estivesse em um drama sem horizontes determinados, em que a jagunçada inimiga pode estar dentro de seu próprio bando, ou guerreando com o diabo, que se apresenta como inimigo de Deus, mas que pode nem existir de fato, o que somente é revelado no término da obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, nos diz Riobaldo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vida, e guerra, é o que é: esses tontos movimentos, só o contrário do que assim não seja. Mas, para mim, o que vale é o que está por baixo ou por cima – o que parece longe e está perto, ou o que está perto e parece longe. Conto ao senhor é o que eu sei e o senhor não sabe; mas principal quero contar é o que eu não sei se sei,  e que pode ser que o senhor saiba”. (GS:V, p. 245).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes mundos possíveis, inúmeras veredas se descortinam aos nossos olhos.  O amor, a guerra, a fecundidade da vida. Riobaldo atravessando o rio São Francisco, o filósofo do sertão. Zaratustra, por sua vez, em busca dos ares rarefeitos nas montanhas, abandona a planície, depois a ela retorna, para anunciar a suprema alegria da vontade afirmativa da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o laço que transforma. renova e revigora os personagens de Nietzsche e Guimarães Rosa é a vida em travessia. Nada é maior que o supremo risco desta passagem, pois é “preciso mais coragem para pôr fim à vida do que para dar começo a um novo verso: sabem-no todos os médicos e poetas”.  (AFZ, p. 213).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOGRAFIA CONSULTADA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORDEIRO, Robson Costa. &lt;em&gt;O Sertão de Riobaldo: uma leitura a partir de Nietzsche&lt;/em&gt;, in: Revista Trágica – 1º semestre de 2008, nº 1 pp. 97-105.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NIETZSCHE, F. &lt;em&gt;Assim Falou Zaratustra&lt;/em&gt;. Um livro para todos e para ninguém. 8. ed. Tradução de Mário da Silva. RJ: Bertrand Brasil, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______. Coleção &lt;em&gt;Os Pensadores&lt;/em&gt;. SP: Nova Cultural, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROSA, Guimarães. &lt;em&gt;Grande Sertão: Veredas&lt;/em&gt;. 19. ed. RJ: Nova Fronteira, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Professor de Filosofia do Instituto Federal do Maranhão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-4090673345506955390?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/4090673345506955390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=4090673345506955390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/4090673345506955390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/4090673345506955390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2009/06/o-estar-sendo-na-travessia.html' title='O estar sendo na travessia'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-6599692101523107166</id><published>2009-03-30T07:40:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T07:42:21.967-07:00</updated><title type='text'>Os fundamentos filosóficos e as implicações sociológicas do conceito de saúde</title><content type='html'>Amigos e amigas da sabedoria,&lt;br /&gt;uma breve reflexão sobre a relação necessária entre filosofia e sociologia e alimentação, saúde, qualidade de vida, longevidade...&lt;br /&gt;abraços fraternos,&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os fundamentos filosóficos e as implicações sociológicas do conceito de saúde&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, precisamos afirmar que este conceito deve ser ligado ao campo holístico, pois não podemos admitir uma medicina que não pense uma antropologia filosófica, de fundo pitagórico, integral, admitindo a tríade corpo, mente e espírito. Infelizmente, grande parte dos médicos, ou melhor, dos técnicos em medicina (ser médico é outra coisa, pois implica no conhecimento de uma visão holística de ser humano, tal como propugnava Pitágoras e sua escola), desconhece a visão integrativa, o que impede de que hoje tenhamos uma abordagem natural da cura e das próprias doenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O propósito de compreender a saúde em sua relação direta com a cura pode parecer uma atividade pequena, quando se trata de encher o corpo de remédios que não vão a causa do problema, e pode parecer perda de tempo, para um sistema de doença que pensa cada vez mais em moldes paliativos. Por isso, é tão necessário hoje entender o corpo em sua relação de equilíbrio com a mente e com a dimensão espiritual, não como doutrina religiosa, mas como caminho de iniciação, o que parece um absurdo para quem vem de uma formação acadêmica com base no tratamento analítico quantitativo, como faz a medicina tradicional, de caráter alopático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia, enquanto espaço de busca radical por um sentido para o pensar e o agir humanos, situa esta discussão no âmbito do processo de redimensionar o indivíduo, em sua relação com o mundo e com os outros, a dimensão ética da alteridade. Não se pode, desse modo, hoje admitir um ministério da saúde desvinculado do ministério da educação, o que me parece um dos graves equívocos dos sistemas de "saúde" e de "educação" que, tradicionalmente, os indivíduos estão sujeitos ao longo da vida em nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos sociológicos, a saúde precisa ser abordada a partir de uma política de ação planejada por meio de uma compreensão preventiva, uma vez que os gastos públicos a nível mundial hoje retratam a falência da medicina sintomática, aplaudindo o sistema privado dos “planos de doença”, quando de sua "retomada" do poder de gerenciar os problemas enfrentados a nível social, quando o tema é "saúde publica". Isto claramente nos remete ao cerne da questão. Sabe-se que construir hospitais não toca na causa do problema, assim como construir presídios não elimina a ausência da verdadeira educação e a marginalização social imposta a grande parcela da população, excluída das condições necessárias para o desenvolvimento social de uma dignidade humana. Soa como cinismo público você admitir que o efeito de uma causa é combatido por um efeito maior que o efeito anterior; ora, se a causa não for atingida, outros efeitos mais bombásticos virão, certamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim ocorre com a saúde, se a freqüência de nossos batimentos cardíacos não diz respeito à alimentação que temos e ao nível de vida irracional que levamos nas cidades poluídas que vivemos, pode-se prever a quantidade de dinheiro que o erário público irá depositar na conta dos grandes empresários ligados a indústria dos remédios. Por isso trata-se de um tema médico, pois de caráter antropológico, filosófico, sociológico e ecológico. Ter saúde não é apenas aparentar um corpo saudável, mas ter uma mente equilibrada e um propósito solidário de irmandade afetiva com a natureza e com os demais seres vivos. Ser saudável implica em admitir a unidade e o equilíbrio da natureza no corpo, para assim garantir que o espaço público seja também transparente e solidário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a maior dificuldade não seja hoje em administrar a saúde, mas de compreender a necessidade de mudança de hábitos, o que é uma experiência anterior e mais profunda. Precisamos primeiro saber nos alimentar, para depois filosofar. Esse é o resultado prático para aquele que abre a porta do mistério e se vê inundado pela luz azul da harmonia e da saúde. Precisamos de médicos que atuem de modo preventivo, como sábios ouvintes da voz sempre terna da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORGE LEÃO&lt;br /&gt;Em 24 de março de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-6599692101523107166?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/6599692101523107166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=6599692101523107166' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/6599692101523107166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/6599692101523107166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2009/03/os-fundamentos-filosoficos-e-as.html' title='Os fundamentos filosóficos e as implicações sociológicas do conceito de saúde'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-7428013838240296064</id><published>2009-03-03T17:36:00.000-08:00</published><updated>2009-03-03T17:46:29.411-08:00</updated><title type='text'>O Enigma de Kaspar Hauser</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/Sa3dJg7EpiI/AAAAAAAAADM/ijquPjVDWyc/s1600-h/dvd_10665.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309142691265947170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/Sa3dJg7EpiI/AAAAAAAAADM/ijquPjVDWyc/s400/dvd_10665.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;O Enigma de Kaspar Hauser&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O instigante filme “O Enigma de Kaspar Hauser” (ano de 1974), do cineasta alemão Werner Herzog, vencedor do Grande Prêmio do Júri, no festival de Cannes, em 1975, levanta para nós um tema filosófico polêmico, a saber: há uma racionalidade própria à natureza humana, ou ainda, é possível admitir uma natureza humana? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O drama do personagem, interpretado por Bruno S., que não era ator profissional, mas que trabalhou com muito esforço com o diretor alemão, é iniciado, mostrando-o sozinho, sentado, isolado, emitindo sons como de um animal, envolvendo um pano velho em um cavalo de brinquedo. Ele se encontra preso por um corrente, bebe água e come um pedaço de pão. É quando chega um homem vestido de preto, põe um banquinho à sua frente, entregando-lhe um papel e um lápis, forçando-o a escrever. Kaspar Hauser tenta segurar o lápis e escrever algo sozinho. Diante disso, levanta-se outra questão: já há no ser humano uma predisposição para a linguagem, em termos de uma ação consciente? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, ele é carregado pelo homem, que o leva para o alto de um monte, pois o nosso personagem não sabe sequer andar. Com muita dificuldade, ele dá os primeiros passos. Aqui, fica explícito o entendimento de que o ambiente determina tanto aspectos físicos, quanto psico-sociais ao ser humano. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Algumas fotografias expõem de modo simples e belo os campos, os telhados, o relógio, a vila, imagens que refletem a mente obscura de um ser isolado, e que agora precisa urgentemente descobrir o mundo. O homem de preto vai-se, e Kaspar Hauser permanece imóvel no meio da praça com uma carta na mão, sendo observado pelos moradores, até que alguém pergunta a ele aonde quer ir, e se pode ajudá-lo, entregando a carta que segura a seu destinatário. O capitão da cavalaria, a quem foi destinada a carta, lê a história daquele rapaz com aspecto de uma criatura abandonada, isolado do convívio social. Não é possível extrair nada dele, como num interrogatório policial. Ele não fala e nem reage às perguntas. O único sinal é o seu nome, que é assinado no papel dado a ele. Resolvem, por isso, isolá-lo em uma cela, dizendo que devem enquadrá-lo nas normas legais, ainda que não parecesse ser ele um vândalo, dizem os guardas, que depois o levam para a casa de um dos moradores da vila.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Lá, o nosso enigmático personagem tem contato com uma família muito caridosa, que ensina a ele os hábitos sociais básicos, como sentar-se a mesa, pronunciar as palavras e frases, aprender a relacionar-se com o mundo a sua volta, ao tentar memorizar um poema ensinado pela filha do guarda da prisão e dono da casa, ou ao brincar com um passarinho, dando-lhe alimento. Ele ainda é capaz de se emocionar com uma criança nos braços, dizendo: “Mãe, sou desprezado por todos”, depois de ser motivo de zombaria para um grupo de bêbados arruaceiros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os oportunistas que o vigiam levam-no para o circo, a fim de tirar proveito de interesse público, como a grande atração. De lá ele passa a morar na casa do Sr. Daumer, um sujeito que assistia ao espetáculo circense, e que lhe dá todas as condições para que, enfim, seja despertada nele a potencialidade de socialização. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir o piano, já na casa do Sr. Daumer, ele diz: “Soa forte no meu peito a música. Estou muito velho? Por que tudo é tão difícil para mim? Por que não posso tocar piano como respiro?”... O Sr. Daumer responde a ele que, passados dois anos de convívio, ele já aprendera muita coisa, mas que ainda deve aprender tudo, pois nunca estivera entre os homens antes. Ao que Kaspar Hauser responde: “Para mim os homens são como os lobos”. Aqui, percebemos que, ao ter o domínio da linguagem, o personagem começa a colocar uma dúvida sobre a sua suposta “pureza”, como se essa denotasse uma impossibilidade de análise mais depurada da realidade. O que parece aqui ser ponto para reflexão é: a dita “civilização moderna” não delimita o poder de criticidade do homem, quando de seu processo de socialização?...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A própria existência de Deus é levada por dois teólogos a Kaspar Hauser, com o objetivo de doutriná-lo. “Já tinha alguma idéia de Deus?”, pergunta um dos teólogos. Ele apenas responde: “No cativeiro eu não pensava em nada, e não consigo imaginar que Deus do nada criou tudo, como vocês me disseram”. Um dos teólogos retruca imediatamente: “Deve admitir o mistério da fé sem procurar entender”. Mas, sabiamente, responde Kaspar Hauser: “Primeiro, preciso aprender a ler e a escrever melhor para compreender o resto”...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vê-se que são questões polêmicas, agora situadas no contexto de uma possível resposta crítica a ser dada pelo personagem, como se o mesmo tivesse agora que lutar contra um sistema de códigos lingüísticos, ideológicos, estéticos, lógicos, teológicos, morais, prontos para extrair de sua mente uma resposta pronta e acabada. Duas cenas são marcantes para ilustrar esse embate: a primeira, em que Kaspar Hauser pergunta à governanta do Sr. Daumer: “para que servem as mulheres, e por que só lhe permitem cozinhar e fazer crochê?”, ao que ela desconversa e pede que isso seja perguntado ao Sr. Daumer; a segunda, quando um professor de lógica lança uma situação problema de caráter lógico dedutivo, dizendo que só há um modo de respondê-la, e depois da demonstração do professor, Kaspar Hauser apresenta outra possibilidade de resposta, o que, obviamente, não é aceito pelo ortodoxo professor. Pessoas como Kaspar Hauser são nessas horas consideradas loucas e inoportunas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Com isso, o convívio social torna-se uma tortura para o nosso personagem. Numa recepção nobre, na casa de um conde inglês, ele se sente mal e sai, depois de expressar no piano o que sentia em sua alma através da valsa em Fá Maior, de Mozart. Em seguida, ele sai correndo da igreja, dizendo que a canção dos fiéis soa em seus ouvidos como um grito horrível. Fica aqui explícita a idéia de que não há enquadramento possível para Kaspar Hauser, capaz de satisfazer a sua busca interior. É quando ele é agredido em sua casa, com duas pauladas na cabeça. Ele parecia incomodar algumas pessoas. A sua indiferença aos padrões. O seu jeito “anti-social”. Mas faltava uma coisa a ser dita por ele. É quando ele tem uma visão profética. “Eu vi o mar. Eu vi uma montanha, e muita gente. Estavam todos subindo a montanha, como uma procissão. Havia muita neblina. Eu não conseguiria enxergar claramente. E lá em cima, estava a morte”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Depois de recuperar-se, ocorre outro atentado, agora para conduzi-lo de vez à morte. Nos momentos derradeiros, já no leito de morte, Kaspar Hauser conta a sua última história. “Vejo uma caravana que vem pelo deserto atravessando a areia, guiada por um velho cego. A caravana parou, alguns acreditam que eles se perderam, pois se depararam com as montanhas. Eles não conseguem seguir a bússola. Então o guia cego pega um punhado de areia e a come, como se fosse uma comida. ‘Meus filhos’, diz o cego, vocês estão errados, isto diante de nós não são montanhas, e sim , apenas sua imaginação. Prosseguiremos para o norte’. E então, sem discutirem, eles prosseguiram adiante e chegaram na cidade. E lá a história continua. Mas a história nesta cidade, eu não sei. Eu agradeço por terem ouvida minha história. Estou cansado agora”...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Kaspar Hauser morre, e é logo autopsiado. Os médicos legistas examinam o seu cérebro e percebem uma deformidade, o seu lado esquerdo é menor. Isso dará um lindo processo investigativo. O escrivão, que relata o drama de Kaspar Hauser desde o seu início, afirma: “Finalmente temos a melhor explicação que podíamos achar sobre este estranho personagem”. Uma fala que nada mais representa do que a tentativa de justificar a ineficaz condução social dada pelos anos de não adaptação de Kaspar Hauser a um sistema ideológico alicerçado na burocracia das normas prescritas, segundo modelos fixos de padronização sócio-cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observa-se desse modo que é mais cômodo colocar a culpa da não sociabilidade do personagem a algum fator fisiológico, do que mergulhar fundo na questão antropológica da vida social e seus desdobramentos nem sempre logicamente demonstráveis e cientificamente comprováveis. Não estaria o filme de Herzog levantando outra possibilidade de responder à polêmica acerca de uma natureza pura do homem ou de uma racionalidade inata, que também necessitaria, para ser melhor compreendida, de afetividade, imaginação, criatividade e amor? Fica para nós a reflexão, em tons de polêmica e controvérsias...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do Instituto Federal do Maranhão, e membro do Movimento Familiar Cristão&lt;br /&gt;Em: 03 de março de 2009 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-7428013838240296064?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/7428013838240296064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=7428013838240296064' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/7428013838240296064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/7428013838240296064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2009/03/o-enigma-de-kaspar-hauser.html' title='O Enigma de Kaspar Hauser'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/Sa3dJg7EpiI/AAAAAAAAADM/ijquPjVDWyc/s72-c/dvd_10665.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-6720978544714159807</id><published>2009-03-01T12:54:00.000-08:00</published><updated>2009-03-01T12:57:14.184-08:00</updated><title type='text'>A liberdade</title><content type='html'>Amigos e amigas da sabedoria,&lt;br /&gt;aí vai um texto sobre esse tema instigante para a filosofia, e é trabalhado no tópico Introdução ao estudo da Ética,&lt;br /&gt;abraços quixotescos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gaiolas estão agora vazias. Todos os pássaros que nela estavam se foram... Agora estão gozando de ventos, fortes ou fracos, voando por sobre as cabeças daqueles que um dia os escravizaram. ..Seria um sonho, essa tal liberdade? Confundir-se- ia com a libertação de algo ou de alguém? Exigiria um abrir drástico de tantas e tantas gaiolas que insistem em permanecerem fechadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas e perguntas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas em vão...Qual o sentido de tais desejos, se deles não pudéssemos extrair algo de real e participante em nosso tato? Tato, por vezes, tão insensível... Insensibilidade e o seu avesso, talvez sejam estes os grilhões que nos aprisionam ou queiram carnalmente nos humanizar... Sensibilidade dos santos, que viram ser possível o sonho de suas mais remotas esperanças, liberdade em sentido vital, por isso, lançaram-se tão misteriosamente aos braços do Divino Senhor... Sensibilidade aos apelos das calçadas... Liberdade da escuta e do serviço... Se somos realmente livres, como nos limitarmos às imposições dos dogmas da escravidão social?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas e perguntas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gaiolas estão agora vazias... Restam a água e um pouco de alpiste; e o essencial, ao nosso mesquinho odor de liberdade, o pássaro? Não está mais ali, fechado, resumido, limitado... Venceu a frieza do túmulo, levantou-se. .. afastou a pedra do sepulcro, voou simplesmente! E agora?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estaria em paz vendo todos os pássaros voando... Todas as crianças brincando, sorrindo e correndo... Todas as mesas fartas de pão e de amor... Vendo cada poema de caridade sendo levado aos altares abençoados todos pelo desejo visceral do Pai de todas as liberdades. Enquanto não chega esse tempo, sinto-me cada vez mais prisioneiro de todas as liberdades, manifestando o irrequieto ardor de ir à busca do concreto das respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respostas concretas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade vivida a cada passo, a cada pulsação, a cada respirar... Liberdade que canta o canto de Francisco de Assis... Liberdade que não se cansa de abrir as portas das gaiolas, deixando-as ulteriormente repletas de teias de aranha... Liberdade que nasce na terra e continua no céu... Respostas concretas... Liberdade viva... Assim, creio que minhas dúvidas e perguntas não sejam em vão ou se tornem vãs, esquecidas pela escravidão do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Em: 31 de janeiro de 1997.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-6720978544714159807?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/6720978544714159807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=6720978544714159807' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/6720978544714159807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/6720978544714159807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2009/03/liberdade.html' title='A liberdade'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-9111816277080470290</id><published>2009-02-19T11:13:00.000-08:00</published><updated>2009-02-19T11:16:35.844-08:00</updated><title type='text'>Sobre os riscos dos "fast-foods"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Para reflexão dos amigos da sabedoria...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre os riscos dos “fast-foods”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Não há tempo para perder, preciso comer um lanche rápido, um “fast-food”, estou com pressa”... Essa declaração aparentemente banal retrata o ritmo de muita gente nas grandes cidades. Enquanto isso, o corpo adoece silenciosamente, e mais tarde aparecem as ditas “doenças crônicas”, que a medicina declara que não há cura, mas só tratamento.. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indubitavelmente, existe hoje uma indústria da doença, que anda de mãos dadas com a indústria farmacêutica dos remédios. Os mesmos remédios, atolados de química, que não vão à causa dos problemas, mas apenas retardam a proliferação dos sintomas já existentes no corpo. Se houvesse um real inteiro de grande parte dos médicos com a saúde, e tudo que essa palavra implica, não haveria tanta morte e dor por um lado, e tanta gente enriquecendo com a fábrica das doenças por outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, como se sabe, grande parte das doenças consideradas “incuráveis” pela moderna medicina nascem de desequilíbrios na alimentação e na vida urbana pobre de experiências de paz, espiritualidade e beleza.Um exemplo claro disso são os ditos “fast-foods”, como aqueles que se encontram no McDonald´s e Bobs da vida, com alto teor de gorduras, corantes e substâncias químicas as mais nocivas. "O risco - dizem os mais céticos - pode até vir, mas só daqui a alguns anos; então por que se preocupar agora, o bom mesmo é desfrutar de um bom hamburger, com batatas fritas e uma Coca-Cola bem gelada"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com esse descrédito, a nossa péssima conduta alimentar, com o passar dos anos, se encarrega de depositar no sangue o acúmulo de impurezas e toxinas que nós mesmos jogamos cotidianamente em todo o organismo. A grande interrogação que é gerada com tudo isso é: se sabemos dos malefícios de uma alimentação desequilibrada, por que não mudamos nossos hábitos alimentares? ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas recentes comprovam o aumento acelerado de câncer no estômago e intestinos, órgãos que são agredidos todos os dias com a nossa pressa e gula. O pior é que a indústria do alimento enlatado vende uma propaganda sedutora do prazer por um paladar irresistível, contrariando a facilidade de encontrar nas frutas e nos legumes um prazer que não se delimita apenas a boca, mas é capaz de prevenir e curar inúmeras doenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito do que padecemos hoje é fruto dessa falsa imagem de que precisamos comer carne e encher o estômago para saciar a fome. Os nutricionistas hoje recomendam refeições de três em três horas, em quantidades menores, alternando as grandes refeições (preferencialmente na parte da manhã) com o uso de frutas. Medidas como essas mudam a abordagem do conceito de saúde e de doença, pois o corpo passa a responder rapidamente ao tratamento que damos a ele, seja de cuidado ou de descaso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o que se compreende por saúde aqui é a percepção que nós temos de nossa alimentação, e que deve ser acompanhada de um equilíbrio espiritual e mental. A alimentação natural, ou pelo menos o mais próximo possível disso, não é algo desconectado, mas integrado, pois quem sabe o porquê de uma alimentação natural, pode certamente ser instrumento de um mundo mais belo, mais pacífico, mais justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já sabemos, o impacto da matança de animais no planeta é ecológico, pois desmata milhares de quilômetros de floresta para criar bois que vão ser massacrados no matadouro para satisfazer um prazer mesquinho que não dura às vezes dez minutos, como é o caso de um hambúrger que precisa ao equivalente de seis metros de mata fechada para produzir o efeito final de sua produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma violência que nós não precisamos ser cúmplices. O planeta agradece, nosso estômago também.As pequenas mudanças causam impactos planetários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos começar hoje mesmo a grande revolução por um mundo melhor. Está em nossas mãos e em nossa mente a escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços fraternos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge LeãoProfessor de Filosofia do Instituto Federal do Maranhão e membro do Movimento Familiar Cristão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em: 18 de fevereiro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-9111816277080470290?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/9111816277080470290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=9111816277080470290' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/9111816277080470290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/9111816277080470290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2009/02/sobre-os-riscos-dos-fast-foods.html' title='Sobre os riscos dos &quot;fast-foods&quot;'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-3956670564593260807</id><published>2009-02-09T16:56:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T17:03:30.237-08:00</updated><title type='text'>Um comentário sobre o espetacular "Nuovo Cinema Paradiso"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SZDSHm7K1YI/AAAAAAAAACs/Vnp7ARXuOWw/s1600-h/cinema-paradiso05t.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300967789564712322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 159px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SZDSHm7K1YI/AAAAAAAAACs/Vnp7ARXuOWw/s400/cinema-paradiso05t.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Um comentário sobre o espetacular "Nuovo Cinema Paradiso"&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Filme italiano, lançado no ano de 1988, “Nuovo Cinema Paradiso” recebeu o Oscar de melhor filme estrangeiro e o Globo de Ouro em 1990, assim como o Grande Prêmio do Júri, no Festival de Cannes, em 1989. Com enredo e direção de Giuseppe Tornatore, o filme retrata a trajetória de Salvatore di Vitto, na pequena cidade de Giancaldo, na Sicília, nos anos que antecederam a chegada da televisão, depois da Segunda Guerra Mundial.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na cidade, a única diversão é o cinema, lá as pessoas se encontram, constroem romances, se emocionam com as histórias inesquecíveis dos filmes passados pelo projetista Alfredo (interpretado pelo ator Philippe Noiret), que conhece o menino Salvatore, conhecido por todos pelo apelido carinhoso de Totó (interpretado pelo talentoso Salvatore Cascio). O menino é apaixonado por cinema, e não deixa Alfredo sossegado até que este transmite a Totó o manejo da arte de projetar filmes. Ocorre, porém, um grave incêndio na sala de projeção, sendo que Alfredo é salvo pelo menino; no entanto, com o acidente, fica cego e nunca mais poderá ver os filmes, levando por isso Totó a assumir o cargo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quando adolescente, Totó apaixona-se por Elena (interpretada por Agnese Nano), o seu grande e eterno amor. A trama amorosa dura toda a sua vida, quando Salvatore retorna à terra natal depois de trinta anos, como um cineasta bem sucedido, para o enterro de seu grande amigo Alfredo. A sua volta é recheada de uma profunda nostalgia pelo passado, num tempo em que a cidade vivia seus momentos de alegria em função do Cinema Paradiso, que agora não era mais que ruínas e escombros. Rever o velho projetor, carinhosamente guardado em seu quarto por sua velha mãe, conversar com ela sobre coisas nunca ditas, voltar ao velho cinema abandonado, e lá encontrar as marcas de suas lembranças, desde o tempo de infância. Lembrar-se de seu grande amor, ao ver uma menina andando de vespa pelas ruas da cidade. Era como se Salvatore pudesse ver o rosto de Elena como há trinta anos. A semelhança era tamanha que Salvatore seguiu a menina por alguns dias, e descobriu seu endereço, confirmando sua suspeita, de que era mesma a filha de Elena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro com o passado trouxe em Salvatore a possibilidade de reviver uma grande paixão, o que ocorre de fato, mesmo que de modo passageiro. Elena (agora interpretada pela atriz Brigitte Fossey) tem o rosto envelhecido, mas o olhar penetrante de uma jovem adolescente esperando pelo grande momento de sua vida. A beira da praia era o lugar preferido de Salvatore, quando buscava a solidão. O encontro só podia mesmo ser lá. Elena o encontrou. A vida os aproximou de modo jamais previsto, embora que silenciosamente aguardado pelos dois. Era a possibilidade de viver o grande amor de suas vidas, ainda que efêmero. O amor de apenas uma noite, tão fugaz como a própria noite. O encontro aguardado durante tanto tempo, que deveria ter ocorrido há trinta anos, se não fosse a súbita mudança de planos na família de Elena em mudar-se de Giancaldo, e a opinião de Alfredo, que disse a Elena que tanto esforço talvez não valesse muito aos dois. O encontro na escuridão de uma noite que nunca mais voltaria enfim aconteceu...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para Salvatore, algo tão maravilhoso deveria durar para sempre, mas Elena recusa-se a viver esse amor, falando de sua vida atual e de tudo o que a vida trouxe aos dois, depois de tantos anos. Salvatore deve retornar a Roma, cidade onde vive e que pôde construir uma carreira de fama e sucesso. Era preciso esquecer tudo mais uma vez, assim como Alfredo lhe dissera um dia, quando de sua partida da pequena Giancaldo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Salvatore leva consigo o último presente deixado pelo velho amigo Alfredo e projeta em sua sala de cinema. Eram as cenas de beijo, cortadas pela censura do padre conservador da pequena cidade de Giancaldo. Todos os beijos censurados, agora livremente expostos graças à generosidade de Alfredo, que consegue ainda falar ao coração de Salvatore, por meio de cenas tão ansiosamente aguardadas pelos espectadores do Cinema Paradiso, e que somente ele, depois de longos anos, tem a oportunidade de vê-las.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A última cena é particularmente marcante, de uma beleza plástica indescritível, que emociona de modo a nos deixar embalar mais uma vez pela belíssima melodia de Andrea e Ennio Morricone, música que eternizou a trilha sonora do filme. A cena nos aproxima daqueles sinais de um tempo que retorna pelas imagens de um cinema repleto de pureza, sentimento e beleza. Era a época áurea do cinema italiano, e também de clássicos do cinema norte-americano, que marcaram definitivamente a memória do pequeno Totó, agora um cineasta famoso, sentado atonitamente diante de lembranças marcadas pelo vislumbramento de uma vida impossível de ser revivida, apenas recordada, mas, ainda assim, profundamente sentida. Cinema Paradiso é por tudo isso um filme para ser visto e revisto várias vezes, como os filmes do passado, passados na memória presente de Salvatore de Vitto e agora em nossas próprias recordações, revividas por meio da maravilhosa arte do cinema, que permitiu a tantos amores que se encontrassem e que também se fossem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do Instituto Federal do Maranhão e membro do Movimento Familiar Cristão &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-3956670564593260807?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/3956670564593260807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=3956670564593260807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3956670564593260807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3956670564593260807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2009/02/um-comentario-sobre-o-espetacular-nuovo.html' title='Um comentário sobre o espetacular &quot;Nuovo Cinema Paradiso&quot;'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SZDSHm7K1YI/AAAAAAAAACs/Vnp7ARXuOWw/s72-c/cinema-paradiso05t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-7186337224907213975</id><published>2009-01-19T05:49:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T06:08:43.195-08:00</updated><title type='text'>Sobre o filme "A Vida é Bela"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SXSHKIgqKAI/AAAAAAAAACU/56LtDrrH-DM/s1600-h/vida-e-bela-poster01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293004070220081154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SXSHKIgqKAI/AAAAAAAAACU/56LtDrrH-DM/s400/vida-e-bela-poster01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt; A Vida é Bela!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A seguir a síntese do filme "A Vida é Bela", vencedor de 3 Oscars, (emocionante,  comovente, humano, belo!) trabalhado no CEFET-MA em novembro de 2008, com os estudantes das turmas de Desing (2 ano) e de Eletrotécnica (1 ano), na disciplina de filosofia, tendo como fundamentação teórica o tema: valores, liberdade e Ética. O debate em sala possibilitou questões interessantes sobre os personagens, que no contexto do filme foram envolvidos num cenário de extrema ausência de liberdade e de perda da dignidade humana, os campos de concentração nazista durante a Segunda Grande Guerra. Contudo, a relação de amor entre Guido, sua amada Dora e seu filho Giosué é o ponto-chave do enredo. O amor é o que alimenta o sonho do pai em dar ao filho um presente (por ironia, um tanque de guerra), que certamente virá, se Giosué acreditar que é verdade. O sonho da liberdade, tantas vezes limitado por condições inóspitas, ressurge aqui como presença fecunda de um amor sem limites. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como culminância das atividades, os jovens filósofos produziram textos dissertativos procurando envolver o tema estudado com o filme apresentado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="Ficha_Técnica"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Ficha Técnica:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título Original: La Vita è Bella&lt;br /&gt;Gênero: Comédia Dramática&lt;br /&gt;Tempo de Duração: 116 minutos&lt;br /&gt;Ano de Lançamento (Itália): 1997&lt;br /&gt;Direção: Roberto Benigni&lt;br /&gt;Roteiro: Vincenzo Cerami e Roberto Benigni&lt;br /&gt;Produção: Gianluigi Braschi e Elda Ferri&lt;br /&gt;Música: Nicola Piovani&lt;br /&gt;Direção de Fotografia: Torino Delli Colli&lt;br /&gt;Desenho de Produção: Danilo Donati&lt;br /&gt;Direção de Arte: Danilo Donati&lt;br /&gt;Figurino: Danilo Donati&lt;br /&gt;Edição: Simona Paggi&lt;br /&gt;&lt;a name="Elenco"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://www.adorocinema.com/personalidades/atores/roberto-benigni/roberto-benigni.asp"&gt;Roberto Benigni&lt;/a&gt; (Guido Orefice), Nicoletta Braschi (Dora), Giorgio Cantarini (Giosué Orefice), Giustino Durano (Tio de Guido), Sergio Bini Bustric (Ferruccio Papini), Marisa Paredes (Mãe de Dora), Horst Buchholz (Dr. Lessing), Amerigo Fontani (Rodolfo), Pietro De Silva (Bartolomeo), Francesco Guzzo (Vittorino).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="Sinopse"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Sinopse:&lt;/strong&gt; Na Itália dos anos 40, Guido (Roberto Benigni) é levado para um campo de concentração nazista e tem que usar sua imaginação para fazer seu pequeno filho acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços fraternos a todos os amigos e amigas da sabedoria,&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-7186337224907213975?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/7186337224907213975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=7186337224907213975' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/7186337224907213975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/7186337224907213975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2009/01/sobre-o-filme-vida-bela.html' title='Sobre o filme &quot;A Vida é Bela&quot;'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SXSHKIgqKAI/AAAAAAAAACU/56LtDrrH-DM/s72-c/vida-e-bela-poster01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-290007804507109042</id><published>2009-01-09T03:58:00.000-08:00</published><updated>2009-01-09T04:02:07.106-08:00</updated><title type='text'>Para os jovens do corpo e da alma</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Um texto para os que se fazem jovens sempre, a lembrar da beleza da eterna juventude enquanto corpo e alma somos e estamos...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;abraços fraternos,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Jorge Leão&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Para os jovens do corpo e da alma&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Ficamos aturdidos quando o tempo nos impõe seus limites. Mesmo sem compreender o porquê dos acontecimentos, reconhecemos que somos mortais. Resta-nos então a espera da poeira que baixa, quando a casa festivamente aguarda a chegada de mais um aniversário.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo modo, o sorriso deixado pelo amigo que se foi. As lembranças guardadas no baú da saudade. Estes são, de fato, os fatos que se transformam em versos de amor, e abrandam o sentimento de incompletude deixado pela inexorável passagem do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer de nosso corpo, que se perde como as folhas secas do outono? O sereno cuidado dos braços maternos, segredo incontido dos tempos de infância, acaba por desnudar a alma da mais pura beleza da vida. É quando descobrimos que ganhamos e perdemos muitas coisas na vida...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;O mistério de um abraço apertado, o doce segredo da primeira paixão, o chocolate escondido atrás da poltrona da sala, os pés sujos de lama, os cabelos molhados depois de um inesquecível banho de chuva, a ansiedade para amanhecer no dia de Natal e abrir os presentes, a vela acesa na sala quando a energia da casa faltava, o cheiro da terra depois da noite chuvosa. Esses são momentos de fecundidade, que traduzem nosso pertencimento ao perene estado de ser jovem.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Ser jovem... Um jovem de vinte e poucos anos, ou mesmo um com os seus cinqüenta, ou quando a juventude aflora em sua magnitude aos oitenta. Não importa o período, o número, a extensão, a medida. O que vale mesmo é a saudade. Por isso, é bom lembrar vivamente o passado presente e esquecer o futuro. O passado não presente precisa ser mesmo passado, e esquecido, pois desprovido de vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Os tempos gramaticais pouco contam aqui, quando o que nos mantém vivos é a umidade da terra, prenhe de sinais fecundos, aptos para mais uma primavera chegando. Muitos jovens do corpo envelhecem antes do tempo, pois não têm tempo de ter saudade. São os tempos modernos, dizem os especialistas.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Embora reconhecendo a velocidade do ritmo urbano que nos consome, é possível ainda ouvir alguns sons divinos, é quando sobrevivem no fundo da terra os segredos inesgotáveis dos que se fazem jovens da alma. Talvez o encantamento divinal mais plausível seja o som da eterna juventude que bombeia nossos corações, levando para o corpo a vitalidade cristalina de uma voz milenar, a nos dizer: “viva intensamente cada momento de cada dia”...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Talvez resida aí o segredo do envelhecimento natural. E a irresistível vontade de buscar a fonte de água pura, nas montanhas preciosas da liberdade pelo amor. Quando perguntaram a um mestre iluminado como fazer para alcançar a sabedoria, ele respondeu: “respire profundamente e sentirás a energia da vida, assim terás a sabedoria como companheira”.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o grande mistério da felicidade reside nas coisas mais simples, mais singelas, lavadas com a água da verdade e com o perfume da sinceridade. Pior caminho é esquecer de caminhar. Pior veneno é não amar. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Melhor então é respirar com consciência e ouvir a incansável sinfonia da natureza. Já podemos cantar o hino da felicidade, pois o segredo da eterna juventude reside dentro de nós mesmos. Qualquer busca será em vão, se esquecermos de viajarmos para dentro de nós mesmos. Nesta viagem embarcam os jovens do corpo e da alma, eternos habitantes do reino das graças de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;09 de janeiro de 2009 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-290007804507109042?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/290007804507109042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=290007804507109042' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/290007804507109042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/290007804507109042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2009/01/para-os-jovens-do-corpo-e-da-alma.html' title='Para os jovens do corpo e da alma'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-3825344078480026665</id><published>2009-01-08T03:30:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T03:34:11.506-08:00</updated><title type='text'>Roteiro para avaliação por meio de Seminário</title><content type='html'>Apresento aqui um breve roteiro para trabalhar com avaliação por meio de um Seminário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roteiro para atividade com Seminário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DOS CONTEÚDOS&lt;br /&gt;(o professor deve expor a fundamentação teórica nas aulas expositivas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - PROBLEMATIZAÇÃO&lt;br /&gt;(aqui o professor poderá trazer questões relativas a uma possível aplicação dos conteúdos com questões contemporâneas, ou ainda trazendo um texto, um filme, ou uma dinâmica de grupo para ilustrar o que foi fundamentado, e isso para qualquer disciplina)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - DIVISÃO DA TURMA&lt;br /&gt;(poderá ser feita conforme o número de alunos por sala, o correto é não passar de seis alunos por equipe)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - O ROTEIRO DA APRESENTAÇÃO&lt;br /&gt;(o professor deve frisar a importância do grupo trabalhar os problemas em conjunto, evitando com isso a fragmentação em partes, cada aluno "decorando" a sua, e perdendo de vista o todo, e as demais equipes, inclusive; isso dependerá muito de como o professor fundamentou o conteúdo, pois se sua visão também for fragmentada, a tendência será os alunos reproduzirem esse modelo reducionista)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - A AVALIAÇÃO DO SEMINÁRIO&lt;br /&gt;( o professor deve propor que as equipes, depois de suas apresentações, socializem na escola os resultados dos trabalhos por meio de uma exposição no pátio, indicando possíveis soluções para os problemas levantados no estudo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, penso que esses são pontos fundamentais para o desenvolvimento de um bom seminário,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abraços,&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-3825344078480026665?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/3825344078480026665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=3825344078480026665' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3825344078480026665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3825344078480026665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2009/01/roteiro-para-avaliao-por-meio-de.html' title='Roteiro para avaliação por meio de Seminário'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-4650581007414444980</id><published>2008-12-15T09:28:00.000-08:00</published><updated>2008-12-15T09:30:48.818-08:00</updated><title type='text'>Sobre a importância da mudança</title><content type='html'>Amigos queridos, uma reflexão sobre a necessidade da mudança,&lt;br /&gt;abraços em todos,&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A importância da mudança&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecer que o processo de mudança é necessário e nos diz respeito, talvez seja um dos itens mais problemáticos para nós, seres humanos.Primeiro, não é fácil mudar hábitos e posturas arraigados ao longo de décadas de maus hábitos e pensamentos doentios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo ocorre com a necessidade de reconhecer que nós mesmos cavamos grande parte de nossa ruína, sobretudo quando nos referimos à qualidade de vida.Devemos, por isso, assumir a consciência de que a mudança nos diz respeito, não podemos adiá-la. Assim, é responsabilidade do indivíduo assumir suas fraudes existenciais e ir em busca da renovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente nos diz que o tempo é condicionado pela consciência. Esquecer o passado deverá ser a primeira iniciativa consistente para desarmar a falta de disposição para assumir verdadeiramente a necessidade da mudança. Não importa os erros que cometemos, eles já foram cometidos. O que importa é viver novas experiências, e renovadas, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à alimentação, por exemplo, que é um item básico para a saúde do corpo e da mente, a família deveria iniciar o propósito de bons hábitos alimentares desde a infância, quando a criança ainda não está contaminada pelas guloseimas das lanchonetes. Do mesmo modo a escola, que também deveria promover campanhas de conscientizaçã o e qualidade nutricional. O esforço para tudo de grandioso que existe na vida é conjunto. A equipe multidisciplinar é a chave para combater os ataques que o sistema da má alimentação promove cotidianamente. É necessário uma corrente integrada para a salvação de nossa vitalidade.Quando iniciar? A resposta única possível é: agora mesmo! O que está em jogo é a nossa permanência de maneira digna e saudável no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra grande aliada é a prática da meditação, integrada a uma correta respiração, e, claro, a alimentação à base de frutas, legumes e hortaliças, são fatores essenciais para limpar a mente, e assim renovar a satisfação pela vida, que é uma graça divina.Esta unidade e equilíbrio devem ser buscados a todo o momento, enquanto houver vida. No instante em que cada um tomar a sua decisão pela mudança, inevitavelmente um outro modelo de mundo será implantado. Então, o que estamos esperando para iniciar a mudança? É a nossa única salvação. Aceitemos isso, creiamos nisso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços quixotescos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em: 15 / 12 / 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-4650581007414444980?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/4650581007414444980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=4650581007414444980' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/4650581007414444980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/4650581007414444980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/12/blog-post.html' title='Sobre a importância da mudança'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-788243059217019958</id><published>2008-11-23T13:12:00.000-08:00</published><updated>2008-11-23T13:19:36.643-08:00</updated><title type='text'>A filosofia da boa alimentação na escola pitagórica</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Um texto sobre a alimentação e o pensamento filosófico de Pitágoras, abraços,&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Jorge Leão&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A filosofia da boa alimentação na escola pitagórica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em sua peregrinação terrestre, os seres humanos encontram-se diante do fato do sofrimento, da dor e da morte. Sabemos que problemas são inevitáveis, mas o princípio de tudo está na consciência da unidade cósmica com a Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o cerne do pensamento integral proposto por Pitágoras, na fundação de sua escola, no século VI a.C. Para ele, o processo de auto-cura acontece por meio do retorno ao estado primordial de equilíbrio com as forças naturais. Para isso, é necessário realizar inicialmente atividades simples. Aprender a respirar, cultivar uma alimentação saudável e meditação diariamente. Essas ações constituem movimento integrativo com o Cosmos, por isso, segundo Pitágoras, antes de estudar coisas mais complexas, será necessário que os aprendentes da sabedoria (que, mais tarde, seriam conhecidos como "filósofos") realizem em si mesmos o ponto de equilíbrio entre corpo, mente e espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, pensar e alimentar-se é algo único, uma vez que o corpo, a mente e o espírito constituem um todo orgânico. A saúde é algo que envolve as três dimensões, não sendo possível pensá-la de forma justaposta, ou dualista, como se a cada hora do dia fosse reservada uma ocupação dissociada das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escola pitagórica todos os ensinamentos devem constituir-se em um conjunto integrado de conhecimentos, ainda que, no início, seja difícil aceitar a idéia de que devamos mudar hábitos arraigados ao longo de anos e anos de desequilíbrio, maus hábitos, vícios e doenças.A prática da meditação compreende, com isso, mais um elemento fundamental para o bom cultivo dos alimentos e do pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente depois dessa compreensão, os discípulos estariam aptos a ingressar num segundo estágio, que corresponderia ao conhecimento intelectual da matemática e da música. Quando aprendemos a cultivar o corpo, como morada da sabedoria divina, torna-se mais assimilável o conteúdo de idéias que exigem grande poder de concentração e capacidade de abstração. Sem o cuidado inicial do corpo, jamais será possível mergulhar verdadeiramente na unidade da sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pitágoras pensou um lugar que fosse possível cultivar a terra. Para isso, a água fluindo era um elemento fundamental. No terreno onde foi construída sua escola havia um rio, para que todos pudessem banhar e beber da água corrente. A saúde, na escola pitagórica, começava nas primeiras horas do dia, antes mesmo do sol despontar no horizonte. A horta deveria ser cuidada por todas, pois eles comiam o que plantavam. A sua alimentação era à base de hortaliças, frutas e cereais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de três anos de iniciação, seguindo uma disciplina cotidiana, os discípulos responderiam se era de sua vontade permanecer e tornar-se um "pitagórico", ou regressar ao mundo de onde viera. Caso a resposta fosse positiva, o caminho da sabedoria seria aberto, para nunca mais ser abandonado. Agora, o terceiro passo estava iniciado, quando os estudos filosóficos começariam a ser ministrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência iluminada de Pitágoras inspirou muitos mosteiros ao longo da história. A combinação perfeita entre alimentação, respiração e meditação corresponde ao ponto de equilíbrio de práticas milenares da Yoga. Não é por acaso que o próprio Platão será influenciado por muitas idéias cultivadas na escola pitagórica, levando ao Ocidente concepções da sabedoria milenar dos povos orientais, e permitindo aos amantes da sabedoria uma cosmovisão mais profunda e holística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, pode-se reafirmar que a sabedoria é um caminho de aprendizado que visa o homem em sua totalidade. Toda a realização humana neste planeta depende desta cosmovisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do CEFET-MA e membro do Movimento Familiar Cristão, em São Luís - MA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-788243059217019958?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/788243059217019958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=788243059217019958' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/788243059217019958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/788243059217019958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/11/filosofia-da-boa-alimentao-na-escola.html' title='A filosofia da boa alimentação na escola pitagórica'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-6331160683753527174</id><published>2008-11-04T06:13:00.000-08:00</published><updated>2008-11-04T06:18:25.461-08:00</updated><title type='text'>O Amor é Cego?</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SRBYuD6TQzI/AAAAAAAAACM/IZ-gyjtvtTI/s1600-h/luzes-da-cidade06t.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264805512743174962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 141px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SRBYuD6TQzI/AAAAAAAAACM/IZ-gyjtvtTI/s400/luzes-da-cidade06t.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Caros amigos da filosofia e da arte, mais um comentário sobre uma outra obra fantástica de Charles Chaplin, "Luzes da Cidade", do ano de 1931. Belo filme, apresentando o amor por um ângulo de pureza e simplicidade, obra rara de ser apreciada hoje em dia. Abraços quixotescos, Jorge Leão...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;O Amor é cego?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O filme “Luzes da Cidade” (1931), escrito e dirigido por Charles Chaplin, apresenta a temática do amor sob o prisma da vida de um Vagabundo, que, espontaneamente, encanta-se por uma vendedora de flores, que é cega, interpretada pela atriz Virginia Cherril.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A sátira aos convencionalismos sociais, tão típica na obra de Chaplin, é uma constante no filme. Logo na primeira cena, um monumento em praça pública é inaugurado, para exaltar a Paz e a Prosperidade. Todavia, a fala dos burocratas é confusa, de compreensão impossível. Ao aparecer as imagens das grandes estátuas, surge, para espanto de todos, o Vagabundo, dormindo no alto. A cena segue em ritmo de comédia e com protestos de todos, devido ao jeito irresponsável com que o Vagabundo ironiza o monumento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Depois de ser ridicularizado pelos garotos que vendem jornal e se deparar com uma estátua de um corpo feminino nu, o Vagabundo sai de mansinho, quando vê que sai do subsolo um homenzarrão. Em seguida, o filme encaminha uma de suas cenas mais belas. O encontro entre o Vagabundo e a jovem vendedora de flores é marcante. Inicialmente, ele não sabe que ela é cega, só percebendo mais tarde, quando ela pergunta se ele tinha recolhido a flor caída no chão. Ao colocar a flor no bolso de seu paletó, ela pensa que ele é um homem rico que entra no carro e sai. Ao perceber o engano, o Vagabundo sai cautelosamente...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O outro encontro interessante no filme é entre o Vagabundo e um homem rico, embriagado, que, desiludido do casamento terminado, tenta se matar várias, sendo impedido pelo personagem de Chaplin. Sua palavra é enfática, para impedir o suicídio do bêbado: “Amanhã, os pássaros cantarão”, e ainda: “Seja corajoso, enfrente a vida!”. Eles vão para a casa do homem desiludido. Lá, o mordomo comunica que as bagagens de sua patroa foram levadas. Mais uma vez, o homem começa a beber e oferece álcool ao Vagabundo, os dois então se embebedam, numa cena muito engraçada. Eles saem para uma festa, para esquecer a triste desilusão...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Cedo pela manhã, voltam para casa. O homem rico diz para o Vagabundo que ele pode ficar com o seu carro. Entretanto, o mordomo não permite sua entrada na mansão. A menina cega passa com suas flores, e o homem rico solicita a presença do amigo em sua casa. “Compremos algumas flores”, sugere o Vagabundo ao amigo desiludido. Ao entregá-las ao mordomo, o Vagabundo sai com a menina cega para um passeio de carro, levando-a até sua casa. Ele beija a mão da menina e pergunta se pode visitá-la outras vezes. Ela diz que sim. Ao entrar em casa, a menina sente que está apaixonada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ao despertar, o homem rico acorda sóbrio, e estranha as flores em seu colo. Ele não quer ver ninguém. O Vagabundo entra, mas logo é expulso de casa pelo mordomo. Ele sai no carro e rouba o charuto de um transeunte. Voltando, o seu amigo não o reconhece mais; ele fica só com o seu charuto, andando solitário pelas ruas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na mesma tarde, o Vagabundo encontra-se novamente com o homem rico, que, outra vez bêbado, o chama de amigo, dizendo que vai dar uma festa em sua homenagem. No outro dia, depois de muita festa na mansão, o Vagabundo está deitado junto com o homem rico em sua cama. Este pergunta a seu mordomo quem é aquele indivíduo, e manda tirá-lo de sua casa. O Vagabundo quer, pelo menos, um pão para comer, mas é expulso...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na rua, o Vagabundo não encontra a menina vendendo flores. Resolve ir a casa dela. Ela está com febre. Ele se entristece, e resolve trabalhar como limpador de ruas, para ajudá-la. O aluguel da casa está atrasado, a menina e sua avó recebem ordem de despejo. O Vagabundo descobre no jornal que há um médico que realiza uma cirurgia para curar a visão. Ao pegar um livro para ler à sua amada, o Vagabundo encontra a carta de despejo. Resolve então ajudar a pagar toda a dívida. Porém, é despedido de seu emprego. Tenta a vida como lutador, mas perde a luta. Volta então a perambular pelas ruas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Lá, encontra o homem rico, bêbado outra vez, que o abraça, e o reconhece como amigo. Chegando a casa, o Vagabundo consegue a quantia necessária, ao pedi-la ao homem rico. Contudo, a casa está sendo assaltada. A polícia é chamada, os ladrões fogem. O Vagabundo, por sua aparência, é confundido com um ladrão. Ele ainda tenta convencer o policial que não foi ele quem roubou o dono da casa, mas não tem êxito e foge apressadamente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar à casa da menina, entrega-lhe o dinheiro, para pagar o aluguel e realizar a cirurgia. Ela se emociona com o gesto de nobreza do Vagabundo. “Como poderei agradecer-lhe?”. Ele apenas beija a mão da menina e vai embora. Ela senta e chora. Depois, o Vagabundo é reconhecido pela polícia e levado preso. Parece que sua sorte é mesmo amarga...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quando chega o Outono, a menina está curada e tem agora a sua própria loja de flores, junto com a sua avó. O Vagabundo é solto, mas as suas roupas estão velhas. Ele é maltratado pelos garotos que vendem jornal na rua. Uma flor no chão é observada por ele. A esperança parece renascer. A loja de flores está em sua frente. Ele reconhece a dona da loja, é o seu amor...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ele sorri para ela, que lhe oferece uma flor e uma moeda. Apenas a flor é aceita. A moeda é levada à mão do Vagabundo. Ela reconhece aquela mão. Os olhos do coração dela se abrem, reconhecendo que o seu amor voltou e está em sua frente. Ele pergunta se ela pode enxergar. “Sim, agora eu posso ver”. O amor dela vai além dos olhos físicos. O Vagabundo sorri para ela com a flor e as mãos dadas às da sua amada. O filme termina com uma pureza e beleza incomensuráveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O Vagabundo de Chaplin nos conduz à visão que desanuvia a miopia de nosso egoísmo e a estreiteza de nossa vaidade. O seu guia é o amor, desinteressado e incondicional. O mesmo amor, que enxerga longe e profundo, mesmo na escuridão de nossas tormentas. A nossa visão é, então, restituída. A visão do espírito. O amor não é cego, nós é que às vezes fechamos os olhos a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do CEFET-MA e membro do Movimento Familiar Cristão, em São Luís – MA.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-6331160683753527174?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/6331160683753527174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=6331160683753527174' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/6331160683753527174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/6331160683753527174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/11/o-amor-cego.html' title='O Amor é Cego?'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SRBYuD6TQzI/AAAAAAAAACM/IZ-gyjtvtTI/s72-c/luzes-da-cidade06t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-277545231658918623</id><published>2008-10-29T04:33:00.000-07:00</published><updated>2008-10-29T04:49:33.029-07:00</updated><title type='text'>Comentários dos estudantes sobre a obra "Apologia de Sócrates"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SQhM1KAB_yI/AAAAAAAAACE/zZxmQhPuwzA/s1600-h/Image4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262540640683687714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SQhM1KAB_yI/AAAAAAAAACE/zZxmQhPuwzA/s400/Image4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos da filosofia e da arte, compartilho alguns textos do último trabalho realizado pelos jovens filósofos, com a obra "Apologia de Sócrates", na turma 104, do curso Eletrotécnica. Mário e Willame, estudantes atuantes nas aulas, colaboraram muito neste trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços quixotescos...&lt;br /&gt;Jorge Leão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;APOLOGIA DE SÓCRATES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto &lt;strong&gt;Apologia de Sócrates&lt;/strong&gt; escrito por Platão, trata da autodefesa de Sócrates, dos seus últimos momentos vivo, antes de sua condenação, mostra o seu último diálogo feito aos cidadãos atenienses e a todo o mundo. O mais impressionante é que ele tentava mostrar a verdade e revelar a sabedoria presente nos lugares mais improváveis, atacando seus acusadores que se julgavam “sábios”, mas que na verdade não eram e os que eram chamados de “ignorantes” eram, na verdade, os mais sábios de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto fala bastante de várias emoções, virtudes, sobre as quais gira toda a defesa de Sócrates:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VERDADE = Talvez a principal idéia do texto, Sócrates prefere morrer contando a verdade a viver sabendo que os cidadãos atenienses continuavam vivendo num mundo de mentiras. Foi um dos mais fortes argumentos que ele usou contra seus acusadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SABEDORIA = Foi principal argumento usado por Sócrates em sua defesa. E se realmente tivessem feito justiça, Sócrates seria absolvido somente com o seu diálogo com Meleto sobre sabedoria, em que Sócrates tentava se defender das acusações feitas sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIÁLOGO = A vida toda de Sócrates girou em torno do diálogo. E seus últimos momentos de vida não poderiam ser diferentes, o livro “Apologia de Sócrates” escrito por Platão, conta o seu último diálogo com os cidadãos atenienses, em que ele pede para que os cidadãos não se preocupem com as suas próprias coisas, mas que possam buscar a sabedoria, a verdade e a honestidade: “Voltava-me, [...], procurando persuadir cada um de vós a não se preocupar demasiadamente com as suas próprias coisas, antes que de si mesmo, para se tornar quanto mais honesto e sábio possível; a não cuidar dos negócios da cidade antes que da própria cidade, e preocupar-se, desse modo, com outras coisas.” (&lt;strong&gt;Apologia de Sócrates&lt;/strong&gt;, Platão, p. 82).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HIPOCRISIA = A hipocrisia sempre andou junto com a mentira, e Sócrates em seus últimos diálogos sempre exortou os cidadãos atenienses a distinguirem a verdadeira sabedoria da “sabedoria” hipócrita. Em sua defesa também procurou antes de tudo denunciar aqueles que se diziam “sábios”, mas que na verdade eram hipócritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problemas apareceram nos mais diversos lugares e nas mais diversas formas. No texto, estes problemas podem ser divididos em três partes:&lt;br /&gt;&lt;p&gt;1) Fatos que eram problemas para Sócrates;&lt;br /&gt;2) Fatos que eram problemas para os acusadores de Sócrates;&lt;br /&gt;3) Fatos que eram problemas para o povo ateniense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PROBLEMAS PARA SÓCRATES:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sócrates encontrou um conjunto de problemas na sua tentativa de absolvição, entre eles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HIPOCRISIA DOS ACUSADORES = Primeiro, a mentira dos acusadores em fazer acusações sem fundamento, levou à condenação de Sócrates. Segundo, a hipocrisia dos acusadores em persistir dizendo que eram os mais sábios que existiam, levou o povo a acreditar neles, o que também influenciou na condenação de Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A RELUTÂNCIA DO POVO EM ACREDITAR = Com a hipocrisia dos acusadores, o povo acabou acreditando que Sócrates era quem estava errado e por isso consentiu na sua condenação. Mas para Sócrates isso era insignificante, o mais importante era que com isso alguns cidadãos deixaram de acreditar nele e fizeram, em alguns casos, coisas totalmente contrárias ao que Sócrates exortava-os a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O USO EXCESSIVO DA IRONIA = O método de Sócrates para ensinar seus discípulos era a ironia, para que eles procurassem e descobrissem tudo por si mesmos. Ele acabou usando o mesmo método em sua defesa, porém o que deveria ajudar acabou atrapalhando de certa forma já que o povo não sabia ou não conseguia distinguir quando Sócrates usava a ironia e quando não a usava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O USO EXCESSIVO DA INTERROGAÇÃO = Também era um método de Sócrates para ensinar seus discípulos. Apesar de ter ajudado Sócrates a “desmascarar” Meleto, também atrapalhou, quando Sócrates usava a interrogação contra Meleto, o povo às vezes não sabia em quem acreditar naquele jogo de perguntas sobre perguntas sem chegar, em alguns casos, a uma resposta definitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PROBLEMAS PARA OS ACUSADORES DE SÓCRATES:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;SÓCRATES = Nitidamente Sócrates era um problema para os seus acusadores, pois Sócrates pregava a verdade e a sabedoria em toda a Atenas, principalmente naquela época, e ao fazer uma profunda pesquisa sobre a sabedoria das pessoas, constatou que os que ele pensava ser os sábios do povo, na verdade, não o eram. E começou a falar contra estes que se julgavam “sábios” e isto atacou muito Meleto, Anito e Lícon [seus acusadores], que procuraram logo condená-lo por suas “mentiras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SABEDORIA PARA BUSCAR A VERDADE = Sócrates exortava os cidadãos a buscarem a verdade, porém, buscá-la com sabedoria, para não cair em armadilhas de hipócritas; o povo seguindo Sócrates e ouvindo seus diálogos, começou a despertar para a realidade e isso era prejudicial para os acusadores, que logo trataram de calar a voz daquele que incitava o povo, Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS DIÁLOGOS DE SÓCRATES COM OS CIDADÃOS ATENIENSES = Era nos diálogos que Sócrates tentava chamar o povo para a realidade e a única forma de acabar com este “terrível perigo” para os acusadores era calando o “líder”, Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CONDENAÇÃO = A própria condenação de Sócrates foi um problema para seus acusadores, já que, após a sua morte, o povo não “melhorou”, continuando a seguir o que Sócrates falava, rapidamente percebeu a injustiça que tinham praticado e para “consertar” o erro, puniu os acusadores de Sócrates: Meleto foi condenado à morte; Anito foi exilado em Heracléia, onde foi apedrejado pelo povo e Lícon suicidou-se de desespero, relegado por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PROBLEMAS PARA O POVO ATENIENSE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O USO EXCESSIVO DA INTERROGAÇÃO = A interrogação foi, talvez, um dos maiores problemas para o povo. Enquanto uma pergunta mostrava que Sócrates era quem estava errado, outra mostrava totalmente o contrário e Meleto era quem “se ferrava”. Outro problema relacionado à constante interrogação era o fato de que algumas perguntas não eram respondidas por inteiro deixando, assim, um vazio que prejudicava no julgamento do povo que ficava perdido em saber quem estava certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O USO EXCESSIVO DA IRONIA = A ironia também foi um dos problemas, já que a ironia, às vezes, atrapalha no entendimento de um diálogo. Quem ironiza muito, pode cair na armadilha de não ser entendido como gostaria por seus interlocutores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS SERMÕES DE SÓCRATES = Os sermões de Sócrates eram cansativos para os cidadãos, mesmo que fossem verdadeiros, eram como cargas pesadíssimas que alguns não conseguiam carregar ou não estavam dispostos para tal feito, pois os sermões colocavam em xeque a posição dos cidadãos em relação ao mundo. Sócrates mesmo afirmou: “Ah! Eu teria verdadeiramente um amor excessivo à vida se fosse irrefletido a ponto de não ser capaz de pensar nisto: vós que sois meus concidadãos acabastes por não achar meios de suportar meus sermões; estes se tornaram para vós um fardo bastante pesado e detestável para que procureis hoje se livrar-vos dele [...].” (&lt;strong&gt;Apologia de Sócrates&lt;/strong&gt;, Platão, p. 83).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A EXECUÇÃO DE SÓCRATES = Foi um dos piores problemas para o povo, talvez o pior, porque todos os outros acima citados levaram a este e o pior é que não tinha como desfazer o mal causado por este. A condenação e execução de Sócrates foi uma grande injustiça e ao se darem conta do engano, os atenienses procuraram corrigir o erro com a condenação dos acusadores de Sócrates, mas que mesmo assim o sentimento de culpa, com certeza, foi pior do que qualquer outra coisa que poderia ter acontecido aos atenienses. A vingança destacada por Sócrates não é proveniente do deus, mas sim dos próprios cidadãos, deste sentimento de culpa: “Digo-vos, de fato, ó cidadãos que me condenastes, que logo depois de minha morte vos virá uma vingança muito mais severa, por Zeus, do que aquela pela qual tendes me sacrificado. Fizestes isso acreditando livrar-vos ao aborrecimento de terdes de dar conta da vossa vida, mas eu vos asseguro que tudo sairá ao contrário.” (&lt;strong&gt;Apologia de Sócrates&lt;/strong&gt;, Platão, p. 87).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VERDADE E SABEDORIA: DEFESA E CONDENAÇÃO DE SÓCRATES&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em Apologia de Sócrates, Platão mostra os últimos momentos de Sócrates vivo, mostra a sua autodefesa, porém sem esquecer da admirável serenidade do filósofo preocupado somente com a verdade e com o destino dos seus acusadores, demonstrando a esplêndida sabedoria de Sócrates durante todo o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates demonstrava mais atenção ao destino de seus acusadores, à busca da sabedoria e da verdade do que à sua própria defesa. Ele dizia que tinha recebido uma ordem de um deus para cumprir a missão de revelar ao mundo a verdade e mostrar quem realmente era sábio e quem somente o julgava ser. Seus acusadores, porém, queriam atrapalhar seu caminho e por isso seriam seriamente castigados pelo deus, daí a grande preocupação de Sócrates para com seus acusadores, mais até do que com seu próprio destino: “[...] Contudo, por que será que alguns gostam de passar muito tempo em minha companhia? [...] é porque tomam gosto em ouvir, analisar aqueles que acreditam ser sábios e não o são; não é de fato coisa desagradável. E, como disse, foi um deus que me ordenou fazê-lo, com oráculos, com sonhos, e com outros meios, pelos quais algumas vezes a divina vontade ordena a um homem que faça o que quer que seja.” (&lt;strong&gt;Apologia de Sócrates&lt;/strong&gt;, Platão, p. 77).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para reforçar o que foi citado acima, Sócrates fala em seus diálogos com o povo ateniense, que sem ter feito injustiça alguma, está tranqüilo e por isso não teme a pena que Meleto poderá aplicar. E mais, Sócrates prefere viver falando, fazendo seus discursos “chatos” do que ver o povo ateniense sendo enganado, ver os atenienses de braços cruzados: “[...] Estando, portanto, convencido de não ter feito injustiça a ninguém, estou bem longe de fazê-la a mim mesmo e dizer, em meu dano, que mereço um mal; e me propor a tal sorte. Que devo temer? É possível que eu não tenha de sofrer a pena que me assinala Meleto e que eu digo ignorar ser um bem ou um mal? [...] Bela vida, em verdade, seria a minha, nesta idade, viver fora da pátria, passando de cidade a outra, expulso em degredo. Sei que, por onde for os jovens ouvirão os meus discursos.” (&lt;strong&gt;Apologia de Sócrates&lt;/strong&gt;, Platão, p. 83).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atitude de Sócrates foi um tanto corajosa e também um tanto ridícula e fantasiosa, se tomarmos como referência nossos dias atuais, quero dizer, Sócrates foi bastante corajoso em doar sua vida em prol do bem-estar dos cidadãos atenienses, sim, ele morreu denunciando os problemas que rondavam os atenienses, não conseguiu convencer a todos, porém, uma grande maioria despertou para a realidade do mundo e alguns até lutaram, culminando na morte dos acusadores do poeta do ser. Pena que essa “luta” durou pouco, hoje quem é que se lembra ou mesmo sabe da ousadia de Sócrates? No mundo de hoje, cego pelo capitalismo, morrer por alguém é loucura, não chega nem a ser coragem. Será que valeu a pena Sócrates morrer? Quantos Sócrates estão morrendo e sendo calados pelo mundo afora?&lt;br /&gt;Quantos ainda precisarão morrer para o mundo se dar conta do que está acontecendo à sua volta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MÁRIO ANDERSON VIEIRA ROLIM, Estudante da TURMA 104 – do Curso de ELETROTÉCNICA, do CEFET-MA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O mundo precisa de Filosofia?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tanto o mundo precisa de filosofia quanto a filosofia precisa do mundo. O mundo sem filosofia seria um mundo que não questionaria suas decisões, não tomaria atitudes mais corretas freqüentemente, não conseguiria muitas vezes argumentar sobre algo, convencendo pelas idéias e não por pressão, não conseguiria exercer verdadeiramente sua cidadania, entre muitas outras coisas. O mundo com a filosofia anda melhor, pois existirá a partir de agora pessoas que vão saber realmente quem são, por que são assim, farão novas descobertas a partir de questionamento, farão decisões melhores, poderão conscientemente argumentar sobre algo ou alguém, entre muitos outros feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia também precisa do mundo, pois sem o mundo a filosofia não teria o que questionar e pôr à prova. Quando o mundo “entra na história”, começa a existir a relação entre sujeito e objeto (sujeito que vai buscar e objeto que vai ser estudado, buscado), algo primordial e essencial na filosofia. Assim o sujeito vai ter o que questionar, e tendo o que questionar, surge a filosofia para ajudá-lo no seu questionamento, na sua busca. Assim, sempre há um ciclo entre mundo e filosofia, dois arquétipos que estão sempre interligados (um sempre precisa do outro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WILAME MOREIRA COSTA JÚNIOR, Estudante da TURMA 104, do Curso de ELETROTÉCNICA, do CEFET-MA.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-277545231658918623?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/277545231658918623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=277545231658918623' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/277545231658918623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/277545231658918623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/10/comentrios-dos-estudantes-sobre-obra.html' title='Comentários dos estudantes sobre a obra &quot;Apologia de Sócrates&quot;'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SQhM1KAB_yI/AAAAAAAAACE/zZxmQhPuwzA/s72-c/Image4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-7893640889224879630</id><published>2008-10-27T13:53:00.000-07:00</published><updated>2008-10-27T13:57:33.028-07:00</updated><title type='text'>Uma reflexão sobre o sentido da vida</title><content type='html'>Caros amigos e amigas da filosofia e da arte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma reflexão sobre o significado da vida, que pode ser lida junto com um texto fantástico, "A Última Grande Lição", do jornalista norte-americano Micht Albom, que narra a história do Morie Schwartz, um ser humano excepcional, que é o personagem principal deste livro singular. Vale a pena levar aos jovens filósofos o texto, porquanto o debate sobre o sentido da vida é sempre muito edificante...&lt;br /&gt;Abraços quixotescos!&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Viver a vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Quem pode adentrar nos recônditos da alma humana? Qual lógica duradoura é capaz de confortar o espírito diante da perda inexplicável dos amigos que se vão? Reconhecemos o valor da existência naquilo que sentimos. Traduzimos a expressão do sentimento pelo valor da palavra que se expressa em pensamento. Somos poetas e filósofos na jornada da existência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta expressão contínua, vamos à busca de um sentido humano para o drama da vida, mediante a tarefa do pensar, ao longo do caminho que se lança à nossa frente. Cavamos o poço da semente que nos eleva ao plantio da verdade, em busca do sentido que emana diante da empatia pela alegria a sublimar o vácuo da solidão,  sendo neste instante a oportunidade de ascender a planos mais elevados de entendimento, vendo no fundo do poço a semente germinar como broto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de fato o porquê da morte nunca é, no fundo, sabido, ainda mais quando ela chega abruptamente, a nos tirar da cabeça toda lógica ou explicação. Nossos tratados de ciência não perdem sua validade teórica, mas se mostram limitados diante das perdas que enfrentamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a fragilidade da vida ecoa na eternidade de um instante fugaz. Sentimo-nos como títeres nas mãos de uma força maior, a ditar o ritmo dos acontecimentos. Não podendo definir com exatidão as causas desses eventos e seus frios desdobramentos, o certo é que a fatalidade dos determinismos nos lança para o nível da impotente insignificância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desastres, catástrofes naturais, doenças de origem inespecífica, perdas repentinas, enfim, o dia-a-dia de fatos que fogem, indelevelmente, ao nosso controle. Como reagir? O que pensar? O que fazer? Há razões para tanta ausência de razões?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhamos, assim, a ermo, no caminho dos mistérios que nos acompanham no percurso fugaz da existência. Entretanto, precisamos acordar e despertar para o dia da vida que chega, vivendo a vida, no presente de sua presença, como sagrada devoção ao drama existencial que a mesma nos impõe. A cada dia que nasce, o sol chega e manifesta seu poder e sua simples majestade. As nuvens lacônicas que atravessam seu caminho, nas manhãs chuvosas de janeiro, tentam perpetrar o entristecimento e o desânimo da alma, ainda repleta de pulsação poética. Mas nada nos mata tanto quanto a ausência de um sentido para continuar existindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, acordo a cada manhã para recompor o oxigênio nas células da alma. Para ver o que de novo aconteceu nos silenciosos afazeres da madrugada. Acordo novamente para aproximar-me do que de mais valioso restou dos homens, depois que os mesmos regressaram feridos dos campos de batalhas de suas guerras sem explicação. E, agora, me aproximo dos poetas do ser como um oportuno caçador de preciosidades e de tesouros adormecidos. Eis que chego ao mundo dos fazedores de sonhos como  a coruja dos olhos encantados, que sondam os mistérios da vida onde estamos todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aponto, na correnteza do rio da vida, para as montanhas de cumes gelados, enfeitiçadas pela alegria do silêncio de seus cumes, regidos que são pelas pedras dos vales, a conduzir os peregrinos de nossa jornada para a escalada valiosa que os leva ao sublime estado de viver a vida, em meio aos contrastes, mistérios, dúvidas, tristezas e incompreensões enfrentadas ao longo da íngreme escalada ao Himalaia de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vocabulário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Títeres&lt;/em&gt;: bonecos manipuláveis.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lacônico&lt;/em&gt;: breve, conciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do CEFET-MA e membro do Movimento Familiar Cristão, em São Luís – MA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 11-01-06&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-7893640889224879630?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/7893640889224879630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=7893640889224879630' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/7893640889224879630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/7893640889224879630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/10/uma-reflexo-sobre-o-sentido-da-vida.html' title='Uma reflexão sobre o sentido da vida'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-79379444665762879</id><published>2008-10-27T07:40:00.000-07:00</published><updated>2008-10-27T08:16:13.610-07:00</updated><title type='text'>Condições para o exercício do debate filosófico</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Caros amigos e amigas da filosofia e da arte, um texto sobre&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;as...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Condições para o exercício do debate filosófico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que haja, de fato, um debate filosófico, é necessário que tenhamos, inicialmente, uma condição fundamental, a saber, a existência de seres pensantes. Se não ocorrer a possibilidade mínima de estabelecer relações de sentido entre as coisas (aqui, o sentido da palavra "pensar", para os gregos), ocorre que se tornar inviável qualquer possibilidade de exercitar o debate em filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro elemento, decorrente do primeiro, é a capacidade de argumentação sobre um determinado tema ou idéia proposta. Argumentar é apresentar razões que demonstrem a validade de uma idéia. Isso proporciona ao debate aquilo que é próprio de uma fundamentação teórica. Assim, quem argumenta apresenta fundamentos. Não "atira" aleatoriamente um discurso, simplesmente com intenção de convencimento ou persuasão. Assim, é próprio de seres pensantes a capacidade de argumentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se argumenta, o debate é exposto por princípios racionais que são publicizados, isto é, colocados em um espaço comum aos participantes. Na Grécia, esse espaço é a "ágora", a praça. Na praça, as idéias explanadas são intercambiadas, pois os ouvintes tomam ciência do que está sendo exposto. Por isso, o terceiro elemento imprescindível para a existência do debate filosófico é o intercâmbio de idéias por meio da exposição das argumentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, que já sabemos o que os outros pensam, é necessário aprofundar nossa atenção sobre a extensão daquilo que eles pensam. Por isso, outro aspecto fundamental é a análise das propostas apresentadas. Os participantes precisam agora de tempo para aprofundar o que foi sugerido e argumentado. O debate em filosofia não é algo apressado. Não é algo que exige respostas imediatas. Assim, este é o momento em que cada ouvinte toma para si mesmo a responsabilidade de refletir mais detidamente sobre os temas sugeridos no início do debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de analisar as propostas, volta-se à plenária para a apresentação das soluções possíveis, ou os encaminhamentos que a assembléia irá dispor para oferecer a todos a garantia de que o debate é um patrimônio da vida política. Daí, para a filosofia, ser tão necessário que cada problema encontre no debate a oportunidade de relacionar diferentes pontos de vista, a partir de um mesmo princípio, o de que somos seres pensantes dentro de uma comunidade política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentados os elementos constituintes do debate, segundo um entendimento filosófico, resta-nos agora exercer o direito de debater nossas idéias, e não temer as contradições, que são próprias da vida política. Por isso, quem não estiver aberto para a dinâmica do debate, inventará estratégias falsas para manter-se na política. E é próprio do pensamento político a capacidade de conviver com as diferentes abordagens, modos variados de argumentação, críticas sobre os temas sugeridos, novos encaminhamentos e tempo para amadurecer a condição de seres responsáveis pela comunidade política. Ao contrário, é próprio dos oportunistas de plantão a fuga do debate filosófico na assembléia, nas ruas, na família, nas escolas, nos encontros e desencontros da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do CEFET-MA e membro do Movimento Familiar Cristão, em São Luís _ MA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-79379444665762879?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/79379444665762879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=79379444665762879' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/79379444665762879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/79379444665762879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/10/condies-para-o-exerccio-do-debate.html' title='Condições para o exercício do debate filosófico'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-2763091701670248738</id><published>2008-10-27T07:14:00.000-07:00</published><updated>2008-10-27T07:31:29.892-07:00</updated><title type='text'>Sugestões de trabalho para o texto "Apologia de Sócrates"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sugestões de trabalho para o texto "Apologia de Sócrates"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amigos e amigas da filosofia e da arte,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segue um roteiro de temas para trabalharmos o texto "Apologia de Sócrates", de Platão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Os bens da cidade e o cuidado da alma;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - O julgamento de Sócrates e a idéia de justiça;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - A reação dos acusadores e dos discípulos de Sócrates diante do julgamento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - A concepção da vida e da morte segundo Sócrates;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - O papel da filosofia e de seus representantes (os filósofos);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - Elaborar uma conclusão relacionando as questões acima com o contexto de nossa sociedade (pontos de aproximação e de distanciamento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sugestão de temas pode ser transformada em um debate interessante em sala, em que os alunos, depois de terem lido o texto, e problematizado questões essenciais com o professor, poderão agora escrever o seu próprio texto, relacionando-o, por exemplo, com os filmes: "Sociedade dos Poetas Mortos", "Sorriso de Monalisa", ou ainda "O Clube do Imperador".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São filmes, em que a figura do professor (a) é enfaticamente desenvolvida a partir de um trabalho de esforço intelectual e ético para levar aos jovens estudantes a liberdade de pensar por si mesmos, elemento essencial na pedagogia socrática. Esse tema pode gerar um debate e ser exposto entre os alunos, depois da exposição dos filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ano, em junho, trabalhei o filme "Sociedade dos Poetas Mortos" (um de meus filmes preferidos), nas turmas de 1 e 2 ano, e o debate foi bastante interessante; depois os alunos escreveram um texto dissertativo, apontado aspectos de aproximação com o pensamento de Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem , queridos e queridas, amantes da filosofia e da arte,&lt;br /&gt;são esses os pontos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até o próximo encontro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-2763091701670248738?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/2763091701670248738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=2763091701670248738' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/2763091701670248738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/2763091701670248738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/10/sugestes-de-trabalho-para-o-texto.html' title='Sugestões de trabalho para o texto &quot;Apologia de Sócrates&quot;'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-3232981678368828245</id><published>2008-10-10T14:17:00.000-07:00</published><updated>2008-10-10T14:20:17.879-07:00</updated><title type='text'>Uma lição de filosofia...</title><content type='html'>Caros amigos e amigas da sabedoria e da arte... mando-lhes um texto sobre um intrigante conto de Machado de Assis, "Ex Catedra", visto aqui em contraponto com a concepção de ensino do filósofo francês Michel de Montaigne,&lt;br /&gt;abraços, amigos, no coração de vocês...&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma lição de filosofia...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O conto “Ex Cátedra”, de Machado de Assis (1839 – 1908), retrata a relação entre Caetaninha e seu padrinho Fulgêncio, um homem viciado em leitura. Ele lia em excesso, “lia de manhã, de tarde e de noite (...) lia antes de ler e depois de ler, lia toda casta de livros, mas especialmente direito (em que era graduado), matemáticas e filosofia; ultimamente dava-se também às ciências naturais” (ASSIS, 2002, p. 139). Contudo, Fulgêncio já dava os primeiros sinais de demência; não sabia mais nem o seu nome. Ele “vivia do escrito, do impresso, do doutrinal, do abstrato, dos princípios e das fórmulas. Com o tempo chegou, não já à superstição, mas à alucinação da teoria” (Idem, p. 140).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Seguindo a rotina de uma casa abastada e pacata, Caetaninha e Fulgêncio recebem a visita do jovem Raimundo, sobrinho de Fulgêncio. O pai do garoto havia falecido. Ele passa então a morar na casa de seu tio… O tempo passa e Fulgêncio arquiteta um plano para casar os dois. Mas, antes era necessário que eles tivessem uma base científica sobre as coisas do amor, pois, para Fulgêncio “um homem e uma mulher, desde que conhecessem as razões físicas e metafísicas desse sentimento, estariam mais aptos a recebê-lo e nutri-lo com eficácia, do que outro homem e outra mulher que nada soubessem do fenômeno” (Ibidem, p. 142). Assim, o velho professor vai à estante de sua biblioteca e prepara um programa de estudos capaz de amadurecer as duas crianças. São livros e livros sobre os mais variados temas, tais como “astronomia, geologia, fisiologia, anatomia, jurisprudência, política, lingüística”(Idem, p. 143). Era necessário transformar toda aquela enciclopédia em um assunto corriqueiro, de tom familiar. Começou desse modo pelas estrelas. A explicação fascinou os ouvidos atentos de Caetaninha e Raimundo, e todos os dias eles queriam saber algo mais sobre o céu e as estrelas. A astronomia os fascinou...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os dias se passaram na chácara, mas os interesses dos dois iam mudando, à medida que eles se aproximavam um do outro com interesses extra-pedagógicos. Raimundo ensinara Caetaninha a galopar. Com isso, doravante, os passeios a cavalo eram constantes. O encanto amoroso foi dominando os seus corações. Trocaram flores, como sinal evidente desse encantamento. Entretanto, continuaram as lições, embora os dois nada entendessem sobre “uma idéia geral do universo, e uma definição da vida” (Idem, p. 145). A confusão aumentou quando Fulgêncio começou uma demonstração, “profundamente cartesiana”, sobre a existência do homem. Perguntando a eles se sabiam se existiam e por quê, o riso foi a reação imediata de Caetaninha, mas, ficando séria em seguida, admitiu que não sabia, sendo acompanhada sua resposta com a de Raimundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A atenção às lições de Fulgêncio foi perdida, apesar de todo o seu esforço catedrático, metódico e sistemático para transmitir o seu ensino. Parecia inútil tanto labor, pois “enquanto o velho falhava, reto, lógico, vagaroso, curtido de fórmulas, com os olhos fixos em parte nenhuma, os dois alunos faziam trinta mil esforços para escutá-lo, mas vinham trinta mil incidentes distraí-los” (Idem, p. 145). Os olhos de Caetaninha estavam voltados para um casal de andorinhas, pousado no muro da chácara. Depois, em devaneio, imagina Raimundo consigo no muro. Até um diálogo entre dois besouros apaixonados alimenta o sonho amoroso na mente da menina...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As lições sobre a existência do homem exigiam, porém, mais atenção dos alunos. O assunto era de ordem de metafísica, versando sobre uma lição das mais árduas para a filosofia. O próximo tema a ser estudado seria a organização das sociedades, seguindo para a definição e classificação das paixões, e por fim, passaria o velho professor a discorrer sobre o amor, pois, segundo ele, já era tempo...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fulgêncio fecha a porta e entra. O casal, enfim, sozinho na varanda. De repente, ouve-se um trovão de beijos, segundo o relato de algumas lagartas da chácara. Não se sabe ao certo se foram eles os autores, pois um velho gafanhoto alegou que “ouvira muitos beijos em lugares onde nem Raimundo nem Caetaninha pusera os pés” (Idem, p. 148). Talvez dois beijos, três ou quatro, não um trovão de beijos...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Terminada a leitura, perguntamos: que elementos de análise nos restam a partir do conto “Ex Cátedra”? Entendemos que é possível observar no conto machadiano um elemento característico do professor Fulgêncio: suas análises metafísicas, científicas, literárias e políticas versavam sobre um plano projetado exclusivamente por ele, sem a devida relação com a história de vida de seus alunos. O descrédito e a desatenção foram logo percebidos, quando o amor encontrou o coração de Caetaninha e Raimundo. Parece que, segundo o relato, o amor é algo mais vivo que as lições metafísicas sobre a existência do homem. Assim, precisaremos agora apontar alguns elementos para reflexão sobre o ensino de nossas disciplinas escolares.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A filosofia, por exemplo, ao ser transmitida de modo enciclopédico, pode ser motivo de cansaço e descontentamento por parte dos alunos, apesar do esforço de muitos professores, e de sua complexa e sistemática exposição argumentativa, fato esse muito comum no ensino da filosofia atualmente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O filósofo francês Michel de Montaigne expõe sua preocupação sobre o ensino de filosofia, enfatizando que o professor precisa levar a criança a “provar as coisas, e as escolher e discernir por si próprio, indicando-lhe o caminho certo ou lho permitido escolher” (MONTAIGNE, 2003, p. 13). Por isso, antes de forçá-la a memorizar dados sem significados, é necessário dar vida às lições. Montaigne condena o sistema de ensino oferecido às crianças, pois ele apenas transmite algo construído por outros. Ele observa, como Sêneca, que esses ouvintes “nunca se dirigem por si próprios”. Desse modo, “não se trata de aprender os preceitos dos filósofos e sim de lhes entender o espírito” (Idem, p. 13). E ainda Montaigne afirma que “os elementos tirados de outrem, ele os terá de transformar e se misturar para com eles fazer obra própria, isto é, forjar sua inteligência” (Ibidem). Trata-se desse modo de dar liberdade de pensar às crianças.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O processo de ensino pretendido por Montaigne assim incide em tornar a criança autora de sua elaboração, livre e capaz de pensar por si mesma. Ele assinala, por isso, que “certamente tornaremos a criança servil e tímida se não lhe dermos a oportunidade de fazer algo por si” (Idem).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O método de ensino implementado pelo professor Fulgêncio segue a orientação oposta àquela sugerida por Montaigne, uma vez que inviabiliza o processo de autonomia de seus ouvintes. Os alunos, portanto, não seriam obrigados a decorar fórmulas prontas, mas a exercer sua liberdade de pensamento e de expressão, podendo, inclusive, relacionar a filosofia a todos os assuntos de sua vida “como formadora de inteligência e dos costumes”. Precisamos agora saber se o ensino de filosofia pretendido por nós, professores de filosofia, seguirá os passos das lições do professor Fulgêncio ou das linhas apontadas por Montaigne.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do CEFET-MA e membro do Movimento Familiar Cristão, em São Luís – MA.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOGRAFIA CONSULTADA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;ASSIS, Machado de. &lt;strong&gt;Contos&lt;/strong&gt;. São Paulo, FTD, 2002.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;MONTAIGNE, Michel de. &lt;strong&gt;Da educação das crianças (12).&lt;/strong&gt; SÁTIRO, Angélica e WUENSCH, Ana Miriam. In: Pensando Melhor – Iniciação ao filosofar. Manual do Professor, São Paulo: Saraiva, 2003, pp. 13-14&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-3232981678368828245?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/3232981678368828245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=3232981678368828245' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3232981678368828245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3232981678368828245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/10/uma-lio-de-filosofia.html' title='Uma lição de filosofia...'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-5819459414572502152</id><published>2008-10-09T05:05:00.000-07:00</published><updated>2008-10-09T05:11:00.786-07:00</updated><title type='text'>A anti-filosofia no conto "Teoria do Medalhão"</title><content type='html'>Um comentário sobre o "medalhão" machadiano,&lt;br /&gt;abraços,&lt;br /&gt;jorge leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A ANTI-FILOSOFIA NA “TEORIA DO MEDALHÃO”, DE MACHADO DE ASSIS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O conto “Teoria do medalhão - Diálogo” envolve ironia e um receituário anti-filosófico perfeitos. É um roteiro de como ser bem sucedido na vida, sem a necessidade da reflexão crítica. O pai de Janjão, o jovem que está prestes a alcançar a maioridade, aponta inúmeras pistas de desconsiderar por inteiro a fala do filósofo Sócrates (470 - 399 a. C.) de que “uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida”. O contrário aqui é a lei. Quanto menor o esforço para pensar, maior o êxito do "medalhão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho Janjão é nada mais que um projeto frustrado do pai. Este faz de tudo para dar ao filho a notoriedade que tanto almejou. Por isso, recomenda ao jovem a profissão de “medalhão”, a fim de ser notado e ovacionado por todos, saindo de uma vida de anonimato. Assim, “(...) qualquer que seja a profissão de tua escolha, o meu desejo é que te faças grande e ilustre, ou pelo menos notável, que te levantes acima da obscuridade comum”. (ASSIS, 2002, p. 52). Ser “medalhão” é aprender, pois, um ofício. Ele deve ser ensinado, para livrar o filho de uma vida de insucessos e opacidade social. A sua recomendação é que Janjão domine o modo de ser de um “medalhão”. Por isso, “(...) como é de boa economia guardar um pão para a velhice, assim também é de boa prática social acautelar um ofício para a hipótese de que os outros falhem, ou não indenizem suficientemente o esforço da nossa ambição. É isto o que te aconselho hoje, dia da tua maioridade”. (Idem, p. 53) Para o bom êxito da profissão, é necessária uma condição precípua, não cultivar idéias próprias. Mais uma vez a ironia machadiana introduz um conceito anti-filosófico básico, isto é, o de “heteronomia”, que implica na incapacidade de pensar por si mesmo as leis que determinam o curso da existência, individual ou coletiva. Um indivíduo heterônomo, desse modo, apenas reproduz o que já foi dito. Ele é uma peça de manipulação no sistema social dominante. Este item é destacado como valor principal pelo pai de Janjão. Ouçamo-lo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Venhamos ao principal. Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas idéias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente” . (Idem, p. 54). Para defender-se da autonomia, isto é, da possibilidade de cultivar idéias próprias, o "medalhão" deve evitar a todo o custo a solidão, uma vez que “(...) a solidão é oficina de idéias, e o espírito deixado a si mesmo, embora no meio da multidão, pode adquirir uma tal ou qual atividade”. (Idem, p. 55).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conseqüência de sua inabilidade no cultivo de idéias próprias, o "medalhão" não deverá compreender a origem dos problemas, pois isto promove a reflexão crítica, que é danosa para os interesses imediatistas do mesmo. Mais uma vez, nos deparamos com uma estratégia eficaz para a anti-filosofia, visto que neste cenário o conhecimento processual da filosofia, que implica em sondar as raízes dos problemas, suas causas primeiras, é inutilizado pela praticidade do ofício em voga. Filosofia para o "medalhão" é a mais pura perda de tempo que o homem foi capaz de inventar.&lt;br /&gt;É possível aqui aproximar o sentido das palavras deste professor ao seu efeito contrário, pretendido pelo filósofo alemão Karl Jaspers (1883 - 1969), quando do papel da filosofia no mundo, que perturba a paz de um mundo recheado de fórmulas prontas e acabadas. Com efeito, para Jaspers, a filosofia está cercada de inimigos, típicos da estratégia a ser dominada com a “teoria do medalhão”. Assim, Karl Jaspers assinala: “(...) a filosofia se vê rodeada de inimigos, a maioria dos quais não tem consciência dessa condição. A autocomplacência burguesa, os convencionalismos, o hábito de considerar o bem-estar material como razão suficiente de vida, o hábito de só apreciar a ciência em função de sua utilidade técnica, o ilimitado desejo de poder, a bonomia dos políticos, o fanatismo das ideologias, a aspiração a um nome literário – tudo isso proclama a antifilosofia” (JASPERS, 1993, p. 77). As palavras aqui colocadas confirmam a pretensão de tornar Janjão um “medalhão”, ou, na terminologia de Jaspers, um “antifilósofo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfaticamente, assinala ainda o pai do futuro “medalhão” que: “(...) com o tempo, irás sabendo a que leis, casos e fenômenos responde toda essa terminologia; porque o método de interrogar os próprios mestres e oficiais de ciência, nos seus livros, estudos e memórias, além de tedioso e cansativo traz consigo o perigo de inocular idéias novas, e é radicalmente falso” (ASSIS, 2002, p. 58).&lt;br /&gt;O próprio Dom Quixote de La Mancha, maior personagem de Miguel de Cervantes (1547 - 1616), é citado para tirar qualquer dúvida sobre quem irá prosperar no sistema de eficácias do “medalhão”. A ênfase é acentuada ao limite da aplicação de uma técnica, não de uma elaboração filosófica sobre os porquês remotos das coisas que constituem a realidade. Por isso, a recomendação é direta: “Longe de inventar um Tratado científico da criação dos carneiros, compra um carneiro e dá-o aos amigos sob a forma de um jantar, cuja notícia não pode ser indiferente aos seus concidadãos” (Idem, p. 59).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para que esta teoria seja realmente eficaz, deve tornar-se pública. O “medalhão” deve aprender a manejar as estratégias que o conduzirão aos píncaros do prestígio e do reconhecimento social. Ele deve fazer de tudo para agradar. Deve ser bem visto, amoldando-se aos meandros da festa de máscaras que anima o salão da cordialidade e da simpatia. Tornar-se homem público, sem recear vestir a roupa da superficialidade, uma vez que “(...) a publicidade é uma dona loureira e senhoril, que tu deves resquestar à força de pequenos mimos, confeitos, almofadinhas, coisas miúdas, que antes exprimem a consciência do afeto do que o atrevimento e a ambição” (Idem, p. 59). Outra passagem ilustrativa do fenômeno publicitário presente na “teoria do medalhão” é expressa quando o pai de Janjão afirma: “Qualquer que seja a teoria das artes, é fora de dúvida que o sentimento da família, a amizade pessoal e a estima pública instigam à reprodução das feições de um homem amado ou benemérito” (Idem, p. 60).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda mais uma vez a ironia. Agora o seu alvo é a metafísica. O discurso do “medalhão”, ironicamente, deve preferir a metafísica. Fica claro aqui o uso de uma fina ironia, traço tão peculiar à obra machadiana. A metafísica aqui mencionada não é a ciência que visa inquirir sobre a essência das coisas, mas, ao contrário, um meio eficaz de camuflar o sentido oculto da realidade, pelo uso de uma retórica bem elaborada e articulada. A inversão conceitual é proposital na “teoria do medalhão”, para que o sentido da metafísica seja um despropósito teórico a ser seguido por Janjão. Ouçamos a recomendação: “Quanto à matéria dos discursos, tens à escolha: - ou os negócios miúdos, ou a metafísica política, mas prefere a metafísica. Os negócios miúdos, força é confessá-lo, não desdizem daquela chateza de bom-tom, própria de um medalhão acabado; mas, se puderes, adota a metafísica: - é mais fácil e mais atraente”. (Idem, p. 62).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda, quando assinala que: “Um discurso de metafísica política apaixona naturalmente os partidos e o público, chama os apartes e as respostas. E depois não obriga a pensar e descobrir. Nesse ramo dos conhecimentos humanos tudo está acabado, formulado, rotulado, encaixotado; é só prover os alforjes da memória. Em todo caso, não transcendas nunca os limites de uma invejável vulgaridade” (Ibidem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar a lição, o falso diálogo, como é percebido desde o início, o pai de Janjão, responde ao filho que a filosofia não é necessária para o “medalhão”, confirmando o que já estava implícito durante todo o texto. Nada de filosofia, ao menos enquanto processo de pensamento. Um pouco de “filosofia da história”, quem sabe, para reproduzir conceitos pensados por filósofos do passado. Isto sim é permitido, pois não exige busca intelectual, apenas reprodução de achados alheios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ – Nenhuma filosofia? - Entendamo-nos: no papel e na língua alguma, na realidade nada. “Filosofia da história”, por exemplo, é uma locução que deves empregar com freqüência, mas proíbo-te que chegues a outras conclusões que não sejam as já achadas por outros. Foge a tudo que possa cheirar a reflexão, originalidade, etc. , etc.” (Idem, p. 63).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lição acabou. Janjão ultrapassou a maioridade. Deve ter como princípio não ter idéias próprias e usar os valores morais da publicidade e do prestígio para eficazmente lograr êxito no mundo. “ – Meia-noite. - Meia-noite? Entra nos teus vinte e dois anos, meu peralta; estás definitivamente maior. Vamos dormir, que é tarde. Rumina bem o que te disse, meu filho. Guardadas as proporções, a conversa dessa noite vale o Príncipe de Machiavelli. Vamos dormir” (Idem, p. 64).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma lição: saber manejar as circunstâncias para o alvo almejado, uma esperada leitura do pai de Janjão sobre Maquiavel...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ASSIS, Machado de. Contos. São Paulo: FTD, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- JASPERS, Karl. Introdução ao pensamento filosófico, p. 138. In: ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando - Introdução à Filosofia. 2. ed. revista e atualizada. São Paulo: Moderna, 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do CEFET-MA e membro do Movimento Familiar Cristão, em São Luís – MA Em: 05 – 10 - 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-5819459414572502152?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/5819459414572502152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=5819459414572502152' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/5819459414572502152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/5819459414572502152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/10/anti-filosofia-no-conto-teoria-do.html' title='A anti-filosofia no conto &quot;Teoria do Medalhão&quot;'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-5451689703848320942</id><published>2008-10-06T03:59:00.000-07:00</published><updated>2008-10-06T04:23:05.809-07:00</updated><title type='text'>Temas recorrentes no filme "O Sétimo Selo", de Ingmar Bergman</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SOnwD5SIPKI/AAAAAAAAABs/pxnMokw18Lg/s1600-h/THE_SEVENTH_SEAL_(1957).JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253994390011526306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SOnwD5SIPKI/AAAAAAAAABs/pxnMokw18Lg/s400/THE_SEVENTH_SEAL_(1957).JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos da sabedoria e da arte, aí vai mais um texto sobre filosofia e cinema, baseado em um clássico do diretor sueco Ingmar Bergman, o filme "O Sétimo Selo". O interesse é alargar um debate sobre temas relacionados ao drama do sentido humano diante da morte e do próprio significado da existência. Abraços quixotescos! Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Temas recorrentes no filme “O Sétimo Selo”, de Ingmar Bergman&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cineasta sueco, Ingmar Bergman, apresenta em “O Sétimo Selo”, filme produzido em 1956 e lançado na Suécia em fevereiro de 1957, temas existenciais de profundas indagações metafísicas e religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contexto histórico do filme é o século XIV, momento em que o sistema feudal passa por uma aguda crise, e a Europa vê-se devastada pela peste, observando impotente o silêncio da morte pairando no ar. Neste cenário lúgubre, Bergman apresenta situações conflituosas entre personagens que se colocam diante de um dos temas mais instigantes de sua obra cinematográfica, a Morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é iniciado com uma luz repentina, que aparece sendo seguida de uma águia pairando no ar. Depois, vê-se a praia, a colina, o mar. O livro das revelações é citado, indicando o momento em que o Cordeiro abre o sétimo selo (Cf. Apocalipse 8, 1-6). Surge a figura do cavaleiro medieval (vivido pelo famoso ator sueco Max Von Sydow) e de seu escudeiro (interpretado por Gunnar Bjosrnstrand) , retornando para casa depois de guerrearem pelas Cruzadas. O cavaleiro, olhando para o céu, começa a rezar. Eis que surge um tabuleiro de xadrez, acompanhado da Morte (interpretada pelo ator e diretor Bengt Ekerot), um personagem presente como símbolo do drama existencial vivido por Antonius Block, o cavaleiro medieval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena em que os dois, o cavaleiro e a Morte, surgem de perfil jogando xadrez é uma das mais conhecidas da obra cinematográfica de Ingmar Bergman. O jogo de xadrez será utilizado como pretexto para que Antonius possa retardar a Morte, enquanto tenta resolver o mais agudo de seus problemas, o conflito entre suas crenças e a existência de Deus. A tormenta de sua consciência é revelada no momento em que ele se confessa, tendo a Morte como ouvinte, mesmo sem saber que é ela quem ouve atentamente o seu drama...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele reconhece que o seu coração está vazio e que sua vida está fechada em suas próprias fantasias e dilemas. O conhecimento seria a única via de salvação, diante deste impasse existencial. Para ele, nem a religião, muito menos a presunção dos homens, podem acalmar suas dúvidas. Ele deseja ardentemente que Deus possa manifestar-se, já que o seu silêncio eterno lança-o num profundo oceano de abandono e descrença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra reação é a do escudeiro Jons, que ilustra um ateísmo cético do início ao término do filme. A vida é por si mesma dura e seca, e tudo o que nos resta é viver, sem nenhuma garantia de que ela permaneça depois da morte. Ele se auto-define como alguém que despreza a morte, zomba de Deus, ri de si mesmo e sorri para as mulheres. “Meu mundo é meu, e só acredito em mim mesmo. Ridículo para todos, até para mim mesmo, sem sentido para o céu e indiferente para o inferno”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nos reportarmos ao ambiente medieval, Bergman lança mão de algumas cenas emblemáticas, como, por exemplo, a menina que foi considerada possuída, e que deve ser queimada viva, pois o pecado que nela habitava era a causa da peste que matava a todos, segundo o padre que cumpre o ritual da execução. Antonius não se conforma com esta versão e interroga a menina sobre se viu o diabo ou não. Ela apenas geme. A pobre coitada era apenas mais uma vítima de um cenário de condenação, necessitando de bodes expiatórios. Ainda assim, ele e seu escudeiro vêem-se impotentes diante da força ideológica da igreja medieval e a menina é queimada. Outra cena marcante é a procissão de flagelação, que interrompe a dança e a festa do teatro. O conflito aqui é entre a punição, o pecado e a culpa, e a alegria e o êxtase pela vida. A supremacia de que “todos estão condenados” é evidente, restando aos pecadores pedir piedade em sua humilhação. A procissão segue com gemidos, cantos fúnebres, a cruz na frente, todos caminhando para a Morte. E também o semblante sofredor e deformado de Jesus em sua morte na cruz, surge em momentos em que a tensão psicológica de Antonius encontra-se em seu limite. São cenas ilustrativas da visão de um mundo decaído pelo pecado, tão comum no contexto medieval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonius, Jons e outros acompanhantes seguem caminho para a floresta. Lá, mais uma vez o tabuleiro de xadrez entra em cena. Todos estão com medo. Temem a chegada do Juízo Final. Um homem morre com a peste, contorcendo- se de dor no chão. A Morte pergunta ao cavaleiro se não irão terminar o jogo. A rainha, uma das pedras mais importantes do xadrez, é levada pela Morte, o fim se aproxima. O saltimbanco Jof, que sempre via coisas que outros não viam, observa a cena, revelando o seu espanto à sua esposa Mia. Eles se afastam. O jogo continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Morte percebe a ansiedade do cavaleiro. As pedras são derrubadas no tabuleiro, mas ela sabe a posição de cada peça. Nada escapa ao seu domínio. O xeque-mate é uma questão de mais alguns lances. A Morte promete voltar para um último e decisivo encontro. Antonius, Jons e os outros amigos voltam à casa do cavaleiro. O encontro com a esposa faz-lhe lembrar de sua vida e de seu destino. O livro do Apocalipse é mais uma vez lido. A Morte adentra o espaço, todos a vêem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonius suplica pela presença de Deus: “tenha misericórdia de nós... pois somos pequenos e assustados em nossa ignorância”. Jons replica, dizendo que sua prece é vã, pois é tarde demais para ser absolvido de seus pecados. É chegado o momento do encontro de todos com a Morte. É o momento decisivo para todo ser humano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para elevar o sentido simbólico da relação entre Deus, homem e seu destino, Bergman utiliza-se da visão do artista para o desfecho. Ele que via coisas do “além”, pois sua sensibilidade não se delimitava aos órgãos sensoriais, observa a dança da Morte. A esperança renasce na alegria da família reunida. Jof, Mia e Mikael representam a luz que Antonius buscava, que foi levada pela Morte. Bergman aqui nos coloca a possibilidade do amor como sinal da esperança diante da certeza da Morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jof, então, com os olhos fixos para o horizonte observa a dança da Morte. Ele vê todos eles, no céu tempestuoso. Os personagens seguem o ritmo da dança, com as mãos dadas, com a Morte na frente, segurando a foice e a ampulheta do tempo. Mas o músico Skat toca sua lira em uma dança solene, sendo todos levados por ela de modo implacável. Ficam a contrastar com a dança inexorável o sorriso de Mia, pegando seu filho ternamente, e Jof conduzindo sua carroça e sua família, salvos da Morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, desse modo, apresenta questões fundamentais para uma reflexão aprofundada sobre a existência humana, seus conflitos, dúvidas, crenças e a possibilidade de encontrar um significado para a eterna busca de sentido que acompanha o ser humano em sua jornada pelo mundo, quer esteja tal busca alicerçada na procura pela existência de Deus, quer se faça presente por meio da consciência da finitude ou o de um vazio existencial que não consegue crer em nada para além desta jornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do CEFET-MA, e membro do Movimento Familiar Cristão, em São Luís – MA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em: 03-10-08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-5451689703848320942?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/5451689703848320942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=5451689703848320942' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/5451689703848320942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/5451689703848320942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/10/temas-recorrentes-no-filme-o-stimo-selo.html' title='Temas recorrentes no filme &quot;O Sétimo Selo&quot;, de Ingmar Bergman'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SOnwD5SIPKI/AAAAAAAAABs/pxnMokw18Lg/s72-c/THE_SEVENTH_SEAL_(1957).JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-2442943665542791729</id><published>2008-10-05T14:46:00.000-07:00</published><updated>2008-10-05T15:09:38.358-07:00</updated><title type='text'>A anti-filosofia na "Teoria do Medalhão", de Machado de Assis</title><content type='html'>Amigos e amigas da sabedoria e da arte...&lt;br /&gt;Este conto machadiano ilustra bem um relativismo ético, típico de nossa politicagem contemporânea e de nosso jeitinho de ser brasileiro. É um bom texto para debatermos em sala, quando trabalhamos temas como valores, liberdade, ética, política. Vale a pena levar para sala! Abraços quixotescos, com o perdão do "medalhão"...&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A ANTI-FILOSOFIA NA “TEORIA DO MEDALHÃO”, DE MACHADO DE ASSIS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O conto “Teoria do medalhão - Diálogo” envolve ironia e um receituário anti-filosófico perfeitos. É um roteiro de como ser bem sucedido na vida, sem a necessidade da reflexão crítica. O pai de Janjão, o jovem que está prestes a alcançar a maioridade, aponta inúmeras pistas de desconsiderar por inteiro a fala do filósofo Sócrates (470 - 399 a. C.) de que “uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida”. O contrário aqui é a lei. Quanto menor o esforço para pensar, maior o êxito do "medalhão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho Janjão é nada mais que um projeto frustrado do pai. Este faz de tudo para dar ao filho a notoriedade que tanto almejou. Por isso, recomenda ao jovem a profissão de “medalhão”, a fim de ser notado e ovacionado por todos, saindo de uma vida de anonimato. Assim, “(...) qualquer que seja a profissão de tua escolha, o meu desejo é que te faças grande e ilustre, ou pelo menos notável, que te levantes acima da obscuridade comum”. (ASSIS, 2002, p. 52).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser “medalhão” é aprender, pois, um ofício. Ele deve ser ensinado, para livrar o filho de uma vida de insucessos e opacidade social. A sua recomendação é que Janjão domine o modo de ser de um “medalhão”. Por isso, “(...) como é de boa economia guardar um pão para a velhice, assim também é de boa prática social acautelar um ofício para a hipótese de que os outros falhem, ou não indenizem suficientemente o esforço da nossa ambição. É isto o que te aconselho hoje, dia da tua maioridade”. (Idem, p. 53)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o bom êxito da profissão, é necessária uma condição precípua, não cultivar idéias próprias. Mais uma vez a ironia machadiana introduz um conceito anti-filosófico básico, isto é, o de “heteronomia”, que implica na incapacidade de pensar por si mesmo as leis que determinam o curso da existência, individual ou coletiva. Um indivíduo heterônomo, desse modo, apenas reproduz o que já foi dito. Ele é uma peça de manipulação no sistema social dominante. Este item é destacado como valor principal pelo pai de Janjão. Ouçamo-lo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Venhamos ao principal. Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas idéias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente”. (Idem, p. 54).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para defender-se da autonomia, isto é, da possibilidade de cultivar idéias próprias, o "medalhão" deve evitar a todo o custo a solidão, uma vez que “(...) a solidão é oficina de idéias, e o espírito deixado a si mesmo, embora no meio da multidão, pode adquirir uma tal ou qual atividade”. (Idem, p. 55).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conseqüência de sua inabilidade no cultivo de idéias próprias, o "medalhão" não deverá compreender a origem dos problemas, pois isto promove a reflexão crítica, que é danosa para os interesses imediatistas do mesmo. Mais uma vez, nos deparamos com uma estratégia eficaz para a anti-filosofia, visto que neste cenário o conhecimento processual da filosofia, que implica em sondar as raízes dos problemas, suas causas primeiras, é inutilizado pela praticidade do ofício em voga. Filosofia para o "medalhão" é a mais pura perda de tempo que o homem foi capaz de inventar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível aqui aproximar o sentido das palavras deste professor ao seu efeito contrário, pretendido pelo filósofo alemão Karl Jaspers (1883 - 1969), quando do papel da filosofia no mundo, que perturba a paz de um mundo recheado de fórmulas prontas e acabadas. Com efeito, para Jaspers, a filosofia está cercada de inimigos, típicos da estratégia a ser dominada com a “teoria do medalhão”. Assim, Karl Jaspers assinala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) a filosofia se vê rodeada de inimigos, a maioria dos quais não tem consciência dessa condição. A autocomplacência burguesa, os convencionalismos, o hábito de considerar o bem-estar material como razão suficiente de vida, o hábito de só apreciar a ciência em função de sua utilidade técnica, o ilimitado desejo de poder, a bonomia dos políticos, o fanatismo das ideologias, a aspiração a um nome literário – tudo isso proclama a antifilosofia” (JASPERS, 1993, p. 77).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras aqui colocadas confirmam a pretensão de tornar Janjão um “medalhão”, ou, na terminologia de Jaspers, um “antifilósofo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfaticamente, assinala ainda o pai do futuro “medalhão” que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) com o tempo, irás sabendo a que leis, casos e fenômenos responde toda essa terminologia; porque o método de interrogar os próprios mestres e oficiais de ciência, nos seus livros, estudos e memórias, além de tedioso e cansativo traz consigo o perigo de inocular idéias novas, e é radicalmente falso” (ASSIS, 2002, p. 58).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Dom Quixote de La Mancha, maior personagem de Miguel de Cervantes (1547 - 1616), é citado para tirar qualquer dúvida sobre quem irá prosperar no sistema de eficácias do “medalhão”. A ênfase é acentuada ao limite da aplicação de uma técnica, não de uma elaboração filosófica sobre os porquês remotos das coisas que constituem a realidade. Por isso, a recomendação é direta: “Longe de inventar um Tratado científico da criação dos carneiros, compra um carneiro e dá-o aos amigos sob a forma de um jantar, cuja notícia não pode ser indiferente aos seus concidadãos” (Idem, p. 59).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para que esta teoria seja realmente eficaz, deve tornar-se pública. O “medalhão” deve aprender a manejar as estratégias que o conduzirão aos píncaros do prestígio e do reconhecimento social. Ele deve fazer de tudo para agradar. Deve ser bem visto, amoldando-se aos meandros da festa de máscaras que anima o salão da cordialidade e da simpatia. Tornar-se homem público, sem recear vestir a roupa da superficialidade, uma vez que “(...) a publicidade é uma dona loureira e senhoril, que tu deves resquestar à força de pequenos mimos, confeitos, almofadinhas, coisas miúdas, que antes exprimem a consciência do afeto do que o atrevimento e a ambição” (Idem, p. 59).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra passagem ilustrativa do fenômeno publicitário presente na “teoria do medalhão” é expressa quando o pai de Janjão afirma: “Qualquer que seja a teoria das artes, é fora de dúvida que o sentimento da família, a amizade pessoal e a estima pública instigam à reprodução das feições de um homem amado ou benemérito” (Idem, p. 60).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda mais uma vez a ironia. Agora o seu alvo é a metafísica. O discurso do “medalhão”, ironicamente, deve preferir a metafísica. Fica claro aqui o uso de uma fina ironia, traço tão peculiar à obra machadiana. A metafísica aqui mencionada não é a ciência que visa inquirir sobre a essência das coisas, mas, ao contrário, um meio eficaz de camuflar o sentido oculto da realidade, pelo uso de uma retórica bem elaborada e articulada. A inversão conceitual é proposital na “teoria do medalhão”, para que o sentido da metafísica seja um despropósito teórico a ser seguido por Janjão. Ouçamos a recomendação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quanto à matéria dos discursos, tens à escolha: - ou os negócios miúdos, ou a metafísica política, mas prefere a metafísica. Os negócios miúdos, força é confessá-lo, não desdizem daquela chateza de bom-tom, própria de um medalhão acabado; mas, se puderes, adota a metafísica: - é mais fácil e mais atraente”. (Idem, p. 62).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda, quando assinala que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um discurso de metafísica política apaixona naturalmente os partidos e o público, chama os apartes e as respostas. E depois não obriga a pensar e descobrir. Nesse ramo dos conhecimentos humanos tudo está acabado, formulado, rotulado, encaixotado; é só prover os alforjes da memória. Em todo caso, não transcendas nunca os limites de uma invejável vulgaridade” (Ibidem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar a lição, o falso diálogo, como é percebido desde o início, o pai de Janjão, responde ao filho que a filosofia não é necessária para o “medalhão”, confirmando o que já estava implícito durante todo o texto. Nada de filosofia, ao menos enquanto processo de pensamento. Um pouco de “filosofia da história”, quem sabe, para reproduzir conceitos pensados por filósofos do passado. Isto sim é permitido, pois não exige busca intelectual, apenas reprodução de achados alheios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ – Nenhuma filosofia?&lt;br /&gt;- Entendamo-nos: no papel e na língua alguma, na realidade nada. “Filosofia da história”, por exemplo, é uma locução que deves empregar com freqüência, mas proíbo-te que chegues a outras conclusões que não sejam as já achadas por outros. Foge a tudo que possa cheirar a reflexão, originalidade, etc. , etc.” (Idem, p. 63).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lição acabou. Janjão ultrapassou a maioridade. Deve ter como princípio não ter idéias próprias e usar os valores morais da publicidade e do prestígio para eficazmente lograr êxito no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ – Meia-noite.&lt;br /&gt;- Meia-noite? Entra nos teus vinte e dois anos, meu peralta; estás definitivamente maior. Vamos dormir, que é tarde. Rumina bem o que te disse, meu filho. Guardadas as proporções, a conversa dessa noite vale o Príncipe de Machiavelli. Vamos dormir” (Idem, p. 64).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma lição: saber manejar as circunstâncias para o alvo almejado, uma esperada leitura do pai de Janjão sobre Maquiavel...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ASSIS, Machado de. &lt;strong&gt;Contos&lt;/strong&gt;. São Paulo: FTD, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- JASPERS, Karl. &lt;em&gt;Introdução ao pensamento filosófico,&lt;/em&gt; p. 138. In: ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires. &lt;strong&gt;Filosofando&lt;/strong&gt; - Introdução à Filosofia. 2. ed. revista e atualizada. São Paulo: Moderna, 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do CEFET-MA e membro do Movimento Familiar Cristão, em São Luís – MA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em: 05 – 10 - 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-2442943665542791729?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/2442943665542791729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=2442943665542791729' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/2442943665542791729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/2442943665542791729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/10/anti-filosofia-na-teoria-do-medalho-de.html' title='A anti-filosofia na &quot;Teoria do Medalhão&quot;, de Machado de Assis'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-1726095368565026310</id><published>2008-09-30T07:31:00.000-07:00</published><updated>2008-09-30T08:04:00.959-07:00</updated><title type='text'>Comentários sobre o filme "The Matrix"</title><content type='html'>Amigos, um texto sobre filosofia no filme "The Matrix", até o próximo encontro...&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários sobre o filme The Matrix&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto trabalhado em sala de aula, desde o ano de 2004, vem dando resultados interessantes e suscitando trabalhos muito bons e debates calorosos entre os estudantes, ele se chama &lt;strong&gt;SÓCRATES, MATRIX E A FILOSOFIA&lt;/strong&gt;, e visa estabelecer uma relação entre os temas abordados pelo filme "The Matrix" (1999), dirigido pelos irmãos Andy e Larry Wachowski, e os conceitos fundamentais do pensamento socrático, sobretudo o auto-conhecimento e o drama da liberdade. Outro elemento textual importante utilizado foi o mito da caverna, de Platão (Cf. &lt;em&gt;A República&lt;/em&gt;, livro VII). Neste item, o professor pode trabalhar o papel da filosofia no mundo, como elemento reflexivo, capaz de situar o ser humano como uma espécie de retrato ou cópia de modelos que não estão contidos nas sombras do imediatismo cotidiano. O debate poderá ser estabelecido a partir da inauguração da democracia ateniense, e Sócrates como personagem fundamental neste contexto histórico. Um texto muito bom é "Introdução pensamento filosófico", de Karl Jaspers, em particular o momento em que este filósofo trata da "filosofia no mundo", indicando que a filosofia está em constante luta com várias anti-filosofias, e que ela mesma pode vir a tornar-se uma delas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao filme "The Matrix", é importante considerar os seguintes elementos: a inteligência artificial, que produz máquinas, mecanicamente reproduzidas em campos de criação, que sugam a energia corpórea e mental dos seres humanos, agora submetidos ao sistema da eficácia produtiva. A tecnologia dos programas de computadores gera, por isso, um sistema de domínio, a Matrix. O plano problemático da discussão está no controle da mente por esse sistema, pois o fornecimento de energia para as máquinas gera a reprodução de novas cópias, novas máquinas. Aqui, é possível trabalhar uma relação interessante com os conceitos de "sombras" e "realidade", desenvolvidos por Platão, no mito da caverna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os personagens do filme, Neo é o "escolhido", pois ele, depois de um duro processo de aprendizagem e de busca, entra no campo da iluminação, isto é, compreende o conhecimento como uma jornada evolutiva, desde a sua dimensão corpórea, suas habilidades mentais, até os seus valores, os seus afetos e a sua liberdade de escolha, ou seja, o processo de busca pela verdade sobre si mesmo envolve o ser humano em sua totalidade. Morpheus é o personagem que ilustra o papel do filósofo, aquela seta que aponta caminhos e indica o processo de busca, que é iniciado dentro de cada ser humano, em sua consciência despertada (aqui, o professor poderá estabelecer uma analogia interessante com o conceito de "Buda", isto é, "aquele que despertou", e trabalhar novamente o papel de Sócrates entre os jovens atenienses). Trinity representa o amor, a via de acesso à plenitude humana, por meio da doação a uma causa suprema, que também dá sentido à liberdade humana. O oráculo, tal como na Grécia Antiga, tem o papel de indicar novos caminhos, por meio de uma revelação sobre quem somos, diante daquilo que julgamos saber sobre nós mesmos. Os agentes, homens vestidos de preto, comandados pelo agente Smith, ilustram os elementos que lutam contra a libertação da consciência da Matrix (vários são estes elementos que podem ilustrar a atuação dos agentes, tais como o poder da alienação, os interesses egóicos, a mente desequilibrada com o corpo, a fuga de si mesmo, a escravidão à posse de bens materiais, o desejo de dominação etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, a Matrix representa a "caverna", o mundo sombrio, repleto de semelhantes aparências, mas que encobre a visão diante do Sol, que permanece fora da Matrix, imperceptível aos interesses imediatistas do agir sem conhecimento filosófico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, o professor dinamiza o estudo levantando questões que podem ser desenvolvidas a partir da seguinte tarefa: os estudantes, reunidos em grupos, deverão agora criar uma Matrix, explicar a sua dinâmica funcional, e propor uma saída para ela. Depois, os trabalhos deverão ser apresentados sob a forma de seminários, debates, dramatizações e um texto escrito por cada estudante sobre a pesquisa desenvolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o próximo diálogo entre filosofia e cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-1726095368565026310?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/1726095368565026310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=1726095368565026310' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/1726095368565026310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/1726095368565026310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/09/comentrios-sobre-o-filme-matrix.html' title='Comentários sobre o filme &quot;The Matrix&quot;'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-5378328529933535057</id><published>2008-09-15T07:53:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T07:56:36.519-07:00</updated><title type='text'>Para além dos muros das cátedras...</title><content type='html'>Um texto recente, sobre os intelectuais, suas cátedras, seus saberes, sua condição contemporânea e suas implicações. Abraços quixotescos! Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para além dos muros das cátedras...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos sair dos guetos acadêmicos que nos mantêm distantes da realidade da vida. Um “intelectual” que se confina a seus manuais de pesquisa perde-se no mar de seu preciosismo acadêmico. Este é o intelectual com o uso das aspas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo exige respostas. A natureza clama por soluções para os problemas que nós humanos, ditos “racionais”, causamos a ela. Nossos preconceitos, arraigados na idéia classista de uma escola para poucos, geram mais barreiras e entraves diante da escassa oportunidade de acesso ao concorrido mundo do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É extremamente oportuna a inserção dos intelectuais (agora sem aspas) nos meios de comunicação, a fim de resgatarem o valor educativo do conhecimento e de seu papel na vida política e na cidadania. Nossos jovens crescem no medo e na incerteza, repletos de dúvidas e perdas. Ora, se o conhecimento realiza a busca pelo entendimento da realidade, não é possível pensar o professor fechado em seu hermetismo teórico, alimentado pela vaidade de seus títulos acadêmicos, que serão futuramente devorados por traças e cupins...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessitamos levar a filosofia à praça. A esfera da liberdade pública anseia por filósofos engajados. Assim também a ciência precisa respirar ares para além dos muros da academia. Precisamos de artistas engajados, formando platéias desde a infância. A alegria da vida necessita de mãos disponíveis para que novos sorrisos surjam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos vivendo num mundo de queixas, em que a violência e a descrença invadem nossas consciências, inibindo que sonhos e utopias rejuvenesçam nosso espírito. O muro das lamentações cotidianas se reveste de uma blindagem ideológica, preparada a todo instante para anestesiar a mente dos ouvintes. É necessário um esforço conjugado entre famílias e escolas, igrejas e associações de bairro, agentes culturais e governo, para que, desde cedo, nossas crianças possam descobrir a importância da filosofia, da ciência, do esporte e da arte em suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a linguagem acadêmica, em diálogo permanente com os diversos seguimentos sociais e políticos, deve fazer-se próxima dos mais distantes. Não admitir que a melhor estratégia sempre será a explanação de um discurso prévio, enclausurado em si mesmo pelos ditames de um racionalismo míope e indiferente aos fracassos e utopias de nosso dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessitamos de uma leitura viva. Necessitamos de conhecimento permanente e atuante. Apostamos no risco dos intelectuais que almejam sempre ares mais rarefeitos. Os ares das montanhas geladas, como diria Nietzsche. Neste caminho, não haverá espaço para condecorações e vaidades inócuas. Ao contrário, nas veredas desta vida arriscada, será necessário um suor sagrado, repleto de disposição ao serviço por espaços de aprendizagem recíproca.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do CEFET-MA e membro do Movimento Familiar Cristão, em São Luís – MA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-5378328529933535057?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/5378328529933535057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=5378328529933535057' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/5378328529933535057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/5378328529933535057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/09/para-alm-dos-muros-das-ctedras.html' title='Para além dos muros das cátedras...'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-7620152875470272813</id><published>2008-09-11T20:57:00.000-07:00</published><updated>2008-09-11T21:03:38.207-07:00</updated><title type='text'>Comentários sobre o filme "Ponto de Mutação"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SMnpH4MydBI/AAAAAAAAABk/61gLf5M68NM/s1600-h/Ponto+de+Muta%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244979562604033042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SMnpH4MydBI/AAAAAAAAABk/61gLf5M68NM/s400/Ponto+de+Muta%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caros amigos da sabedoria e da arte, o comentário deste filme não visa apenas relatar alguns de seus mais interessantes diálogos. “Ponto de Mutação” é também uma bela oportunidade de ilustrar um diálogo profundo entre filosofia, ciência, arte e religião, de modo dinâmico e interdisciplinar. Este filme poderá, desse modo, suscitar debates importantes sobre o papel do conhecimento no mundo atual e suas implicações éticas, políticas, sociais, econômicas e culturais para todos os seres vivos que habitam nosso planeta, tão belo e, ao mesmo tempo, tão depauperado pela corrida armamentista e tecnológica. Destacaremos a seguir aquilo que considero serem alguns dos aspectos essenciais do filme. Bom filme! E bom debate!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 – Entre a visão e a perspectiva...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O filme “Ponto de Mutação” (1990), dirigido por Bernt Capra, é baseado na obra homônima do físico austríaco Fritjof Capra, e aborda várias questões ligadas à ciência, filosofia, política, religião, ecologia, sentido da vida, criação estética. O ambiente para isso é o lindo cenário no litoral noroeste da França, no alto do Mont Saint Michel, uma construção medieval localizada na fronteira com a Normandia e a Bretania. Em suma, o debate entre um poeta, Thomas Harrimann (John Heard), um ex-candidato a presidência dos EUA, Jack Edwards (Sam Waterston), e uma cientista, Sonia Hoffmann (Liv Ullmann), aborda o problema dos paradigmas que norteiam o conhecimento científico, de seus conflitos teóricos, de suas implicações para a vida dos seres vivos e o grau de envolvimento que cada ser humano tem, quando da consciência destes problemas. É um filme com diálogos complexos, que nos incita a promover também debates profundos sobre as temáticas por ele apresentadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, o diálogo inicia-se com o poeta questionando ao ex-candidato à presidência dos EUA sobre o fato de termos de abandonar os princípios morais para adequar-se ao sistema. É a velha questão: “abandonei meus princípios porque tento mudar as coisas inserindo-me no sistema?”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O poeta afirma ao político: “este lugar parece um conto de fadas... achei que gostaria de vir aqui para descobrir aquela qualidade preciosa tão em falta no mundo”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ao que Jack Edwards responde: “visão”...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E o poeta: “perspectiva. Perspectiva, Jack”...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eis o cerne da questão, duas visões de mundo completamente antagônicas: a visão pragmática do político que visa resultados práticos, e a perspectiva do artista, que vê a realidade a partir de um processo criativo, alimentado pela descoberta da beleza e do enlace poético com a existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 – Os modelos de tempo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No início, os homens não tinham relógio, e o tempo não era mecânico. Eram as estações que regulavam o registro dos acontecimentos. Até idéias religiosas, como a do Juízo Final, estava movida por este enlace primordial com a natureza. Por isso, o tempo era sagrado. Esta explanação confunde a mente de Jack. Assim, ele afirma: “não consigo me concentrar em nada que não seja específico. A poesia apenas me confunde”...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Somos interligados pelo sagrado tempo da memória, mas esta civilização, a do domínio da técnica desconhece seus deuses. Segundo o tempo de nossas origens míticas, estamos todos interligados. “Ninguém é uma ilha. Todo homem é parte do continente, portanto, nunca pergunte por quem o sino dobra... ele dobra por você”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 – A fragmentação da consciência&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ao entrarem no interior da igreja, eles ficam extasiados com a sua grandeza arquitetônica, enfatizando que isto constituiu uma estratégia para diminuir a individualidade do homem diante da infinitude divina, largamente utilizada pela Igreja Católica no período medieval. Contudo, a moderna sociedade secularizada coloca o indivíduo no centro de tudo, o que acaba por transformá-lo em uma parte desconectada do todo, movida apenas por interesses particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4 – A sala das engrenagens e a crise de percepção&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, a figura da cientista entra em cena, seu nome é Sonia Hoffmann, e ela passa a argumentar sobre o tempo mecânico, ilustrado pelas engrenagens do relógio, que se tornou o modelo do cosmos, e seus idealizadores “achavam que a natureza era só um grande relógio, não uma coisa viva. Uma máquina”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas lêem pouca poesia, e os políticos têm idéias parecidas com este relógio. O pensamento do filósofo francês René Descartes (1596 – 1650) serviu como fundamento teórico para os cientistas no século XVII, e ainda hoje influencia o mundo, inclusive os projetos políticos. Entretanto, a ciência avança e a tecnologia inaugurou a era do microchip, do tamanho de uma unha, substituindo as pesadas engrenagens. Este modelo impõe um modo de conceber as coisas a partir de seu funcionamento, e o benefício lucrativo é o resultado de uma apropriação da natureza e de seus recursos. Assim, florestas inteiras, como a Amazônia, sofrem o risco de sumirem, porquanto a lógica econômica determina o que produzir e para quem vender. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os problemas contemporâneos são de ordem global e não podem ser compreendidos como peças isoladas, ignorando o conjunto, que se conecta com cada parte. Tudo está conectado. A medicina, os gastos com pesquisas, novos hábitos alimentares, a agricultura, são exemplos de conexões. Precisamos começar a mudança partindo da nossa maneira de ver o mundo, uma vez que “todos os problemas são fragmentos de uma só crise, uma crise de percepção”. O sistema médico assemelha-se à política, não encorajando a prevenção, só a intervenção, por isso, segundo Sônia, “precisamos de uma nova visão de mundo”, superando a visão cartesiana, reconhecendo suas limitações, sua visão do mundo como máquina, e encontrar novas maneiras de abordar a realidade, via conhecimento holístico. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A natureza possui dois princípios complementares, o masculino e o feminino, mas “os homens criaram ferramentas e armas, físicas e intelectuais para desequilibrá-los completamente! Demos ferramentas mecanicistas a pessoas sedentas de poder”, comenta Sonia, de modo enfático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5 – A ciência entra em crise: o drama da responsabilidade ética&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sonia é perguntada por que está naquele lugar. Ela responde que suas pesquisas com laser, que poderiam ser utilizadas para a pesquisa com o câncer, foram aplicadas ao programa Guerra nas Estrelas. Eis o motivo. Isso a fez rever suas pesquisas. A física moderna também foi obrigada a mudar seus conceitos. Os físicos, “após muitos anos de frustrações, tiveram de admitir que a matéria não existe com certeza e em lugares definidos, mas sim mostra a tendência a existir”. A ciência se defronta com uma natureza repleta de eventos probabilísticos. Os elétrons não ocupam posições fixas, mas se manifestam como um padrão de probabilidades, espalhados pelo espaço, “e a forma deste padrão muda com o tempo, o que, para a percepção humana, pode parecer movimento”. O poeta inglês William Blake (1757 – 1827) é citado: “Se as portas da percepção se abrissem, tudo aparecia como é”. O poeta acomoda-se e começa a tocar no órgão a melodia inicial da música “Jesus Alegria dos Homens”, do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685 – 1750). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para a física atômica, “a natureza essencial da matéria não está nos objetos, mas nas conexões”, como na harmonia musical, que para acontecer reúne em si as notas, que, ouvidas isoladamente, são freqüências de som, vibrando em determinada amplitude de onda. Desta harmonia surge a possibilidade de contemplar a beleza de uma composição musical.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Além da beleza, há também os impactos sociais e políticos que uma pesquisa científica pode acarretar. Segundo a cientista, “somos todos parte de uma teia inseparável de relações”. Ao visitar o museu da bomba de Hiroshima, pude observar “as vítimas de meu trabalho científico”. Na universidade, as implicações éticas da pesquisa científica não são ensinadas, mas sim uma idéia ultrapassada de “ciência pura”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Além disso, os investimentos acadêmicos voltam-se cada vez para alimentar o desenvolvimento bélico. Nos EUA, por exemplo, 70% da pesquisa científica é paga pelos militares. A ciência realiza nas pessoas o otimismo ligado a um poder de transformar para melhor as coisas. Entretanto, o poder do conhecimento sem a sabedoria e os valores éticos é unilateral e limitado. Este aspecto é denominado de “cientificismo”. E é duramente questionado pela crítica elaborada por Sonia em sua exposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6 – O padrão holístico&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Por isso, uma nova ciência deverá surgir, que compreenda os elementos da natureza de modo integrado, isto é, uma teoria “que coloca todas as idéias ecológicas de que falamos numa estrutura científica coesa e coerente. Nós a chamamos de teoria dos sistemas, dos sistemas vivos (...) em vez de concentrar nos blocos básicos, a teoria dos sistemas pensa nos princípios de organização. Em vez de picotar as coisas, ela olha para os sistemas vivos como um todo”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, a visão holística confronta-se ao modelo cartesiano, que compreende a natureza pela análise das partes que a compõem. Ao contrário, é necessário pensar as partes interligadas a um conjunto em equilíbrio, por um vínculo de interdependência. Por isso, “a teoria dos sistemas reconhece esta teia de relações como a essência de todas as coisas vivas”. Outro aspecto fundamental é a idéia de auto-transcendência, uma vez que “cada organismo vivo tem potencial para a criatividade, para surpreender e transcender a si mesmo”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a preocupação desenfreada pelo crescimento econômico precisa ser interrompida. Os números constituem um alerta: 40% da riqueza mundial está concentrada nos EUA, para alimentar 6% da população mundial. Segundo a cientista, “precisamos de uma sociedade sustentável, em que nossas necessidades sejam satisfeitas, sem diminuir as possibilidades da próxima geração”. Se quisermos viver em equilíbrio com a vida, precisamos pensar em ações voltadas para a permanência de futuras gerações no planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7- O olhar do artista&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O filme caminha para o seu fim. A grandeza da natureza parece agora suscitar inspirações poéticas. Surge a necessidade de uma palavra voltada para a percepção da realidade pelos olhos da poesia. Assim, o poeta Tom cita Pablo Neruda: “(...) Caminho, como tu, investigando a estrela sem fim... e em minha rede, durante a noite, acordo nu. A única coisa capturada é um peixe preso dentro do vento”. Ele, com isso, questiona tanto o poder político quanto o olhar da ciência, quer de caráter cartesiano ou holístico. Para ele, tais tentativas de nomear o mundo não resolvem o problema, pois a vida não cabe em estruturas conceituais ou modelos explicativos, posto que “a vida sente a si mesma”, e “(...) é infinitamente mais que as suas ou as minhas obtusas teorias a respeito dela”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sonia contempla o pôr-do-sol, refletindo sobre as palavras de Tom: “e as pessoas que você ama, como ficam em seu sistema?”; sua filha chega, abraça-a, e ela diz: “vamos embora”...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os dois amigos aparecem andando. Jack diz: “acho que meu longo fim de semana na França está acabando. Talvez eu esteja cansado de ser um estrangeiro... afastado do ambiente que carrego dentro de mim. Nosso sistema emocional, ela diria, precisa ser nutrido. Não faz diferença. Você está preso às pessoas que conhece. Ela está certa, claro, sobre quase tudo. Até o que eu não entendi parecia estar certo. Então, devo aceitar isso? Este é um daqueles momentos de mudança?”...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tom cita outro trecho de um poema, para ilustrar o desfecho do belo encontro:&lt;br /&gt;“Você é a mulher; eu, o homem, este é o mundo e cada um é obra de tudo. Os passos silenciosos na areia, o desconhecido que se esgueira... Os dançarinos e anjos girando pela aldeia... e os lindos braços em volta de nós e do que conhecemos (...) esqueci o resto desta droga de poema!”...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O filme termina com a belíssima paisagem do castelo de Mont Saint Michel. Enfim, a harmonia retomada pelo encontro entre filosofia, ciência, arte, política e religião. Seria um bom momento para comemorarmos a alegria de estarmos vivos, habitando um belo planeta, fruto da perfeição infinita de Deus e da fraterna convivência entre seres humanos e todos os organismos vivos. Todos juntos, filósofos, cientistas, artistas, líderes políticos e religiosos, irmanados pela consciência ecológica de uma vida solidária.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Abraços quixotescos!&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;12 de Setembro de 2008&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-7620152875470272813?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/7620152875470272813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=7620152875470272813' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/7620152875470272813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/7620152875470272813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/09/co.html' title='Comentários sobre o filme &quot;Ponto de Mutação&quot;'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SMnpH4MydBI/AAAAAAAAABk/61gLf5M68NM/s72-c/Ponto+de+Muta%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-5444368579916138628</id><published>2008-09-09T05:33:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T05:35:46.841-07:00</updated><title type='text'>Aspectos da fotografia em aproximação com temas de filosofia da arte</title><content type='html'>Caros amigos da sabedoria, indico neste texto sugestões para as aulas de filosofia da arte, tendo a fotografia como elemento fomentador da dinâmica. Boas imagens! Sempre!&lt;br /&gt;Abraços quixotescos! Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ASPECTOS DA FOTOGRAFIA – aproximações com temas de filosofia da arte&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Fotografar implica em um recorte da realidade &gt; exige atenção e percepção.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A fotografia constitui um modo de documentação &gt; em documentação há sempre um momento de aprendizagem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É importante, se formos trabalhar no contexto escolar, levar a câmera às mãos dos estudantes, todos devem ter acesso à máquina; isso faz deles protagonistas do conhecimento. Aqui, é importante frisar o aspecto fundamental da autonomia intelectual, por exemplo, no pensamento de Paulo Freire.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A fotografia poderá constituir um grande instrumento para a formação de professores e estudantes, pois é uma linguagem que trabalha com as imagens. Estas, por sua vez, ajudam na formação de conceitos e idéias. Este é o vínculo de aproximação com os conteúdos filosóficos. A filosofia como experiência de criação de conceitos pode ser melhor compreendida no texto "O que é filosofia?", de Deleuze - Guatarri (RJ: Editora 34, 1992).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fotografar possibilita o desenvolvimento da percepção. É, pois, uma forma de narrar a realidade. É diferente do desenho, da escrita, contudo ela amplia a experiência visual de quem registra a realidade pela fotografia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A narração é uma forma de manter-se vivo. Narra-se para não morrer (ver Sherazad, em “Mil e uma Noites”; e o personagem de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Relações entre Fotografar e filosofar: Olhar profundamente as coisas &gt; criar âmbitos de liberdade por meio das imagens fotografadas &gt; a representação é um modo de conhecer o mundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O entendimento de percepção aqui corresponde à interpretação dos estímulos oriundos da realidade. Assim, a percepção de quem fotografa jamais será o conhecimento exaustivo e total do objeto, e sim uma interpretação provisória e incompleta, fundamentada em indícios ou sinalizações. (Cf. ABAGNANO, N. Dicionário de Filosofia, Percepção, pp. 753-756).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Representação: origem medieval, indica: imagem ou idéia, ou ambas as coisas. O uso desse termo foi sugerido aos escolásticos (séc. XIII) pelo conceito de conhecimento como “semelhança” do objeto. “Representar algo” – dizia S. Tomás de Aquino – “ significa conter a semelhança da coisa”. Em Descartes, o termo passa a ter importância com a noção de “idéia” como “quadro” ou “imagem” da coisa (Meditações, III). Deve-se a Wolff (filósofo alemão, início do séc. XVIII) a difusão do uso desse termo nas outras línguas européias. Kant (1724 – 1804 ), na Crítica da Razão Pura (Dialética, livro I, seção I) estabeleceu seu significado mais geral, considerando a representação como gênero de todos os atos ou manifestações cognitivas, independentemente de sua natureza de quadro ou semelhança. (Cf. ABAGNANO, N. Dicionário de Filosofia, Representação, p. 853).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Temas como esses podem ser inseridos também em Introdução à Filosofia da Arte, em que tópicos como "percepção", "imagem", "representação", constituem elementos importantes para a experiência estética, aqui exemplificada pela fotografia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abraços quixotescos!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Em: 25 de Outubro de 2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-5444368579916138628?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/5444368579916138628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=5444368579916138628' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/5444368579916138628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/5444368579916138628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/09/aspectos-da-fotografia-em-aproximao-com.html' title='Aspectos da fotografia em aproximação com temas de filosofia da arte'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-1798173607574297164</id><published>2008-09-08T08:09:00.000-07:00</published><updated>2008-09-08T08:16:17.679-07:00</updated><title type='text'>Comentário sobre o filme "Nós que aqui estamos por vós esperamos"</title><content type='html'>Amigos, mais uma contribuição de nossa "amiga da sabedoria", Dayanna, colaboradora de nosso projeto FILOSOFIA COM ARTE NO ENSINO MEDIO, hoje estudante do curso de Psicologia da UFMA. Aqui, um texto sobre o filme "Nós que aqui estamos por vós esperamos". Obrigado, Lady Day, beijos no coração. Até o próximo encontro sobre filosofia e cinema, abraços quixotescos! Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEXTO SOBRE O FILME: “NÓS QUE AQUI ESTAMOS POR VÓS ESPERAMOS”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O filme &lt;em&gt;Nós que aqui estamos por vós esperamos,&lt;/em&gt; de Marcelo Masagão, chama atenção sobre os acontecimentos históricos e os personagens que viveram durante o século XX. Montado somente por imagens dos grandes pensadores, recortes de vídeos que retratam a vida no trabalho e na família das pessoas, obras de arte e com uma música melancólica de fundo, quem assiste percebe que o mundo sofreu muitas mudanças durante este século, e que tiveram conseqüências de progresso ou de destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sabido que no século XX surgiram muitas teorias, revoluções, evoluções tecnológicas e junto com tudo isso, com grande velocidade, também nasceram outros valores na sociedade. O filme leva à reflexão sobre o papel do homem nessa sociedade das máquinas, do pragmatismo e do consumismo, que usou de tantas vidas nas guerras para conseguir firmar-se nesses valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sinais de progresso deste século são visíveis ainda hoje, e dependemos desse desenvolvimento nas ciências tecnológicas e sociais, que vão deste a invenção da máquina fotográfica até as teorias de Sigmund Freud e Albert Einstein. Também nas artes é possível enxergar esse movimento, afinal o artista sempre externa em sua obra sua percepção sobre o mundo em que vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém a mesma mente humana foi capaz de construir a bomba atômica. Uma frase que ilustra o filme diz: Os homens recriam as ferramentas e as ferramentas recriam os homens (McLuhan). E em meio às mortes nas guerras, milhares de homens e mulheres precisam apertar parafusos em linhas de produção para sobreviver em longas jornadas de trabalho, vivem em péssimas condições de moradia e saúde. Enquanto homens poderosos abusam de seu poder e força política contra os oprimidos nos campos de batalha. Tudo caminha segundo as regras do individualismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nós que aqui estamos por vós esperamos&lt;/em&gt; é um filme rico em significados. Por isso, podemos destacar, ainda, sua evidente discussão sobre a falta de humanidade latente na sociedade. As imagens de guerras são as que ficam mais fortes, e percebe-se que o soldado já não se importa em ter a seu lado restos de corpo humano. A vida perde o valor. E quem sofre com esse desprezo apenas espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encerramento do filme com a imagem do cemitério parece um alerta dos que já morreram para nós, que também somos abalados pelos ideais do século que passou e que ainda sofrem mudanças. É como se ouvíssemos os mortos nos dizer para termos mais disposição em preservar a vida. Eles nos esperam lá, afinal todos, mesmo importantes ou não, temos o mesmo fim. Contudo, é preciso fazer nossa participação nesse mundo para que ele seja melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dayanna Gomes Santos  -  estudante do curso de Psicologia da UFMA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-1798173607574297164?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/1798173607574297164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=1798173607574297164' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/1798173607574297164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/1798173607574297164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/09/comentrio-sobre-o-filme-ns-que-aqui.html' title='Comentário sobre o filme &quot;Nós que aqui estamos por vós esperamos&quot;'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-367109850345527801</id><published>2008-09-01T15:51:00.000-07:00</published><updated>2008-09-01T16:03:48.364-07:00</updated><title type='text'>Comentário sobre o conto "O Sonho de um Homem Ridículo", de Fiódor Dostoiévski</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SLxyJaaGbMI/AAAAAAAAABU/tv-2KOojOXo/s1600-h/96px-Dostoevsky_1872.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241189572385598658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SLxyJaaGbMI/AAAAAAAAABU/tv-2KOojOXo/s400/96px-Dostoevsky_1872.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caros amantes da Filosofia e da Arte, apresento-lhes um texto de nossa ex-aluna, hoje estudante de Jornalismo, e escritora, Talita Guimarães, sobre um texto lido no CEFET-MA, durante as aulas de filosofia, do romancista russo Fiódor Mikhailovicht Dostoiévski (1821 - 1881), intitulado "Um Sonho de um Homem Ridículo". Obrigado Talita pela valiosa contribuição. Autores como Dostoiévski constituem leitura fundamental para uma necessária aproximação entre Filosofia e Literatura. Abraços quixotescos! Jorge Leão&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Dostoiévski: a verdade faz o homem ridículo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Narrado em primeira pessoa, "O Sonho de um Homem Ridículo", escrito por Dostoiévski, centra-se no relato feito pelo próprio narrador, também personagem principal que a verdade em torno da vida e das pessoas, procurada ao longo dos tempos por filósofos e pensadores, está diretamente relacionada ao conhecimento do homem sobre ele mesmo. Sócrates pode ser retomado no discurso em que afirma "Conhece-te a ti mesmo", como passo primordial ao alcance da verdade acerca da humanidade e assim, do universo, que em harmonia e conjunto é capaz de levar à felicidade e à paz. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nessa perspectiva, o imaginário é enfatizado sob a ótica de uma metáfora que dá a idéia da vida plena. Percebe-se isso quando após cometer o suicídio, em seu sonho, o personagem principal morre apenas fisicamente uma vez que sua consciência mantém-se ativa e o deixa ciente de que está morto quando há a percepção do velório, do enterro e até mesmo da sensação dentro do caixão já enterrado. O homem dito ridículo faz, então, após sua morte, uma viagem que ultrapassa o planeta Terra e segue pelo espaço até um outro lado homólogo ao sistema solar. Um outro mundo mostra-se possível ao personagem, em um planeta Terra composto por tudo que caracteriza um verdadeiro paraíso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Assim, a reflexão sobre essa questão, permite compreender que Dostoiévski produz uma obra de valor inestimável já que o conto "O Sonho de um Homem Ridículo" transcorre dentro de uma leitura fácil, sobre o ponto de vista da linguagem utilizada, mas complexa dentro do contexto e da mensagem a ser transmitida. O conto reflete acerca das atitudes humanas que direcionam a sociedade ao caos e aos problemas agravados pela falta de consciência. O autor procura, repetidas vezes, convencer o leitor de que o grande potencial humano que leva à felicidade e a convivência em harmonia é o aparentemente inocente, mas essencial "amar ao próximo como a si mesmo".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Talita Guimarães é ex-aluna do CEFET-MA, autora do livro infantil "Vila Tulipa" e acadêmica do 3o período de Jornalismo da Faculdade São Luís.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-367109850345527801?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/367109850345527801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=367109850345527801' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/367109850345527801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/367109850345527801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/09/comentrio-sobre-o-conto-o-sonho-de-um.html' title='Comentário sobre o conto &quot;O Sonho de um Homem Ridículo&quot;, de Fiódor Dostoiévski'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SLxyJaaGbMI/AAAAAAAAABU/tv-2KOojOXo/s72-c/96px-Dostoevsky_1872.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-3090246866935309293</id><published>2008-08-31T17:43:00.000-07:00</published><updated>2008-08-31T17:57:35.197-07:00</updated><title type='text'>Filosofia e Música na análise de "Esquadros"</title><content type='html'>Compartilho com os amigos de nosso blog a bela contribuição de nossa amiga e sempre atuante Dayanna, apaixonada pela Filosofia e pela Música, além de ter uma bela voz. Obrigada, "Lady Day" por abrilhantar o nosso blog, de um projeto que você conhece tão bem...&lt;br /&gt;Com vocês, uma proposta dinâmica de música nas aulas de Filosofia.&lt;br /&gt;Beijo no fígado de todos...&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aula de filosofia e música: como uma forma de repensar o sentido da vida.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Quando o objetivo da aula de filosofia é ser um meio de problematizar e criar conceitos sobre realidade, a disciplina é de modo diferente pelos alunos. Assim, filosofar não é repetir frases reflexivas dos grandes filósofos, mas pensar como levar esses conceitos para a vida prática. Diferente do estudo enciclopédico da Filosofia feito no Ensino Médio, ela pode sim ser mais que uma simples disciplina que preenche o currículo escolar, dependendo da metodologia usada pelo professor-filosófo nas aulas. Neste contexto a experiência artística torna-se um perfeito recurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Pensando na realização do ser humano, a Filosofia surge como uma saída contra os problemas da alma humana. Uma oportunidade para isso é trabalhando com os alunos sobre O sentido da vida. Que pessoa eu quero ser? Quais valores seguirei? Ou ainda, a que darei prioridade na vida? Podem ser algumas indagações. E tendo problematizado o tema, o ser humano dá inicio a busca das respostas. Aqui entra a dinâmica do uso da Arte. A música é uma sugestão envolvente. Afinal, quem não gosta de música? A seguir, a análise de uma música que pode ser trabalhada na aula de Filosofia, quando o tema é o sentido da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Música: Esquadros - Adriana Calcanhoto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome. Cores de Almodóvar, cores de Frida Khalo, cores. Passeio pelo escuro, eu presto muita atenção no que meu irmão ouve. E como uma segunda pele, um calo, uma casca, uma cápsula protetora. Eu quero chegar antes pra sinalizar o estar de cada coisa, filtrar seus graus. Eu ando pelo mundo divertindo gente chorando ao telefone, e vendo bater a fome nos meninos que tem fome.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Pela janela do quarto, pela janela do carro, pela janela. Quem é ela, quem é ela? Eu vejo tudo em quadrado, remoto controle.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu ando pelo mundo e os automóveis correm para quê? As crianças correm para onde? Transito entre dos lados, de um lado, eu gosto de opostos, exponho meu modo, me mostro, eu canto para quem?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu ando pelo mundo e meus amigos cadê, minha alegria, meu cansaço. Meu amor cadê você, eu acordei, não tem ninguém ao lado.&lt;br /&gt;  &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                     A letra da música é muito rica e cheia de significados. A proposta é tentar identificar o que está por trás de cada expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                     Logo no início a expressão eu ando pelo mundo, nos convida a refletir o que viemos fazer no mundo. Seria só uma passagem (eu ando), ou teríamos outra missão? Cada um pode pensar nas atividades que realiza. Estudar só para garantir uma vaga na universidade, seguir qualquer profissão que dê muito dinheiro ou entender o amor apenas como obtenção de prazer. Em quase tudo vemos interesses que fazem do sentido da vida um andar descomprometido, “que não se sabe o nome” ou que “se passeia pelo escuro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                     O refrão reporta a vida sem preocupação com o social. Preferimos olhar “os meninos que têm fome”, ou seja, todos os que sofrem “pelas janelas”. Que janelas são essas? Criamos várias. A janela da individualidade porque preferimos nos fecharmos em nossos problemas ou a janela do medo porque fechamos o vidro do carro amedrontados com as outras realidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                     A vida pragmática exige que tudo seja rápido e solucionado apenas apertando um botão de um “remoto controle”. A correria do dia nos leva pro lado oposto ao caminho de felicidade das brincadeiras “das crianças”. È preciso reservar tempo para se viver o melhor da vida e é preciso aproveitar o nosso tempo que é fugaz e imprevisível. Sem isso torna a vida sem sentido, “eu canto para quem?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                     “E meus amigos cadê?” Também, viver só é ter uma vida sem sentido. É preciso saber dar importância às trocas de experiências com quem está do nosso lado. Alunos de Filosofia devem aprender no Ensino Médio que precisam se formar para ser cidadãos responsáveis pelo lugar que vivem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dayanna Gomes Santos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ex-aluna do 3 ano médio do CEFET-MA, em 2007, bolsista durante dois anos no CEFET-MA do Programa de Iniciação Científica Júnior, orientada pelo Professor Fábio Sales, e colaboradora do projeto de pesquisa "Filosofia com Arte no Ensino Médio", atualmente estudante de Psicologia da UFMA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-3090246866935309293?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/3090246866935309293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=3090246866935309293' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3090246866935309293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3090246866935309293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/08/filosofia-e-msica-na-anlise-de.html' title='Filosofia e Música na análise de &quot;Esquadros&quot;'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-3998490407179722707</id><published>2008-08-31T17:36:00.000-07:00</published><updated>2008-08-31T17:41:19.262-07:00</updated><title type='text'>Asas da Liberdade</title><content type='html'>Mais um texto excelente do Alexsandro, da turma 205, de Design Gráfico, que trago para o nosso blog,&lt;br /&gt;atenciosamente,&lt;br /&gt;jorge leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Asas da Liberdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O sonho. O sonho de Ícaro é um sonho de liberdade.Ele quebra a barreira de separação entre ele, homem ainda incompleto, insatisfeito consigo mesmo, e ele, homem pleno, completo e harmônico, pois o sonho dele, o desejo dele, de voar e ser livre o faria pleno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho de Ícaro representa tudo aquilo que nós hoje queremos ser e não somos, por medo de criar asas e dar de encontro com o sol, que é o chão da realidade, que nos trava, nos aprisiona e nos torna loucos e utópicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ressaltar que tanto o sonho como "expulsão'' do inconsciente, como o sonho como desejo de materialização de algo ainda inconsistente mas não utópico de certa forma são um canal de expulsão dos nossos desejos, anseios e vontades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho. O sonho de Ícaro é um sonho puro, limpo, pois ele não se torna algo produzível mecânica e friamente. Agora, o sonho como algo distante mas visível, nos dias de hoje é como um produto que pode ser conseguido a custo de dinheiro. Um antagonismo que se pode perceber claramente nos dias de hoje é justamente o do sonho como algo imensamente frio e conquistável através de dinheiro, em vez de ser algo limpo e destituído de preço.E isso no texto é representado pelos garotos que iam de encontro a Ícaro, pois são presos ao chão, à simples realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, gostaria de dizer que sou contra esse apreçamento excessivo do sonho. O sonho é imaginação. É por isso que slogans como "Asas da liberdade'', da Honda, não me pegam. Sonhar é de graças tem mais graça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexsandro Oliveira Cunha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-3998490407179722707?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/3998490407179722707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=3998490407179722707' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3998490407179722707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3998490407179722707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/08/asas-da-liberdade.html' title='Asas da Liberdade'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-6528161619723095709</id><published>2008-07-24T05:22:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T17:41:26.324-08:00</updated><title type='text'>Comentário sobre o filme "O Grande Ditador", de Charles Chaplin</title><content type='html'>Olá, caros amantes da Filosofia e da Arte. Apresento aqui uma reflexão sobre um filme especial, "O Grande Ditador" (1940), do Chaplin, e algumas propostas de atividades nas aulas de filosofia, sobre ética e política. Então, vejamos uma cena marcante do filme e algumas análises mais gerais sobre o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SIh0Mk-A8eI/AAAAAAAAABE/CUJizVNaLsM/s1600-h/O-Grande-Ditador-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226555126994498018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SIh0Mk-A8eI/AAAAAAAAABE/CUJizVNaLsM/s320/O-Grande-Ditador-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Bem, como é sabido por muita gente, esta é uma cena que entrou para a história do cinema, quando o genial Charles Chaplin constrói uma sátira sobre o nazi-facismo, que dominava a Europa, desde meados da década de 1930. É importante o registro de que o filme foi lançado em 15 de outubro de 1940 e foi o primeiro filme falado de Chaplin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ator inglês representa dois personagens, o barbeiro judeu, que no início combate na 1ª Grande Guerra, como cadete da nação "Tomânia", tentando salvar um soldado chamado Schultz, que mais tarde se torna oficial do exército do imperador Hynkel (a crítica aqui é direcionada a Hitler), e que constitui o outro personagem de Chaplin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obcecado pelo poder, Hynkel quer dominar o globo, espalhando seu desejo de domínio a todos os povos. Ele se julga controlador do destino das nações, daí a idéia de segurar o mundo com as mãos, como se vê na cena. Aqui, podemos refletir sobre o totalitarismo na política, e citar a filósofa judia Hannah Arendt (1906 - 1975), que pode mediar esse interessante debate com a turma. Como se vê no pensamento da filósofa, a importância da ação política e a valorização do espaço público são dois elementos que se contrapõem às experiências totalitárias, e que podem servir aqui de contraponto para esta cena do filme, pois na Alemanha dos anos 30, "havia a impossibilidade de viver a Política, e o cidadão estava privado do diálogo com seus pares" (Revista: &lt;em&gt;Discutindo Filosofia&lt;/em&gt;, Ano 2, n.7, pp.34-35).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro momento interessante para o trabalho em sala de aula, é fazer a análise dos dois discursos, o inicial, que comicamente ilustra a insanidade do "Ditador", e toda a descarga de preconceito e totalitarismo que o alimenta, e, no segundo, na cena final do filme, em que o barbeiro judeu é obrigado a falar, pois é confundido com o próprio Hynkel. Neste emblemático discurso, que vai sendo construído numa escalada emocional crescente por parte de uma brilhante interpretação de Chaplin, é possível apresentar vários aspectos interessantes, como a influência da doutrina da não-violência, propugnada pelo líder hindu Mahatma Gandhi (1869 - 1948), quando ouvimos da boca do pseudo-imperador: "&lt;em&gt;a terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades&lt;/em&gt;", além da defesa dos direitos humanos ("&lt;em&gt;o caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos&lt;/em&gt;"), e de uma crítica severa à civilização moderna da técnica e do progresso, fatores que subjugaram o ser humano ao domínio das máquinas ("&lt;em&gt;a máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria&lt;/em&gt;"). O debate pode também ser complementado pelo professor com tópicos da política e da história do século XX, contexto marcado por duas grandes guerras mundiais, de caráter eminentemente irracional e totalitário, sobretudo na segunda, com a fatídica experiência dos campos de extermínio nazista.&lt;br /&gt;Aqui, é oportuna a participação dos professores de História, Geopolítica e Sociologia, para uma interessante reflexão interdisciplinar com a turma ( alguns temas interessantes podem ser propostos por estes professores, tais como: o contexto histórico das Guerras Mundiais, suas motivações e implicações, a configuração do mapa europeu neste contexto, o envolvimento de nações de outros continentes, o impacto social, político, econômico e cultural das guerras sobre as nações envolvidas e outros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra sugestão é contrapor a estratégia totalitária, fundada na cobiça e no ódio, ao elemento ético do respeito à diversidade e à prática do amor, como contrapropostas a esta infeliz experiência histórica. Se o debate permitir, os alunos poderão relatar experiências históricas que levaram o projeto de uma humandidade justa e feliz ao fracasso, assim como relatos de fatos ou biografias (pode ser um tema de pesquisa para futuras aulas e debates motivado pelo professor) que impulsionaram o ser humano para novos horizontes, novas utopias, como o próprio discurso de Chaplin, ao final do filme. Vale ficar com as últimas palavras do histórico discurso, quando ele evoca o amor a Hannah, mesmo ela ausente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, o professor de filosofia pode finalizar o encontro enfatizando aos alunos uma nova percepção da palavra "esperança", pautada numa ética solidária e universal, movida por uma ação política consciente e transformadora, onde os seres humanos estejam em equilíbrio com os seus semelhantes, com a natureza, consigo próprios e com os seus princípios valorativos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o próximo bate-papo sobre filosofia e cinema, nas conversas de nosso blog...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços quixotescos!&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-6528161619723095709?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/6528161619723095709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=6528161619723095709' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/6528161619723095709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/6528161619723095709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/comentrio-sobre-o-filme-o-grande.html' title='Comentário sobre o filme &quot;O Grande Ditador&quot;, de Charles Chaplin'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SIh0Mk-A8eI/AAAAAAAAABE/CUJizVNaLsM/s72-c/O-Grande-Ditador-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-3516673925601496729</id><published>2008-07-24T05:15:00.000-07:00</published><updated>2008-07-24T05:18:02.560-07:00</updated><title type='text'>Sócrates na Praça</title><content type='html'>Mais um texto de uma jovem filósofa da turma 204, Juliana, sobre o que aconteceria a Sócrates, ao se deparar com o cenário contemporâneo em que vivemos. Obrigado Juliana, pela valiosa contribuição!&lt;br /&gt;Abraços em todos os amigos e amigas da sabedoria.&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sócrates na praça&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que Sócrates pensaria se pudesse viver os dias de hoje? Se fosse possível que Sócrates passeasse por uma grande cidade nos tempos atuais, veria ele pessoas apressadas, literalmente correndo a seu trabalho. Notaria a diferença, forte diferença, do uso de uma praça. Em seu tempo, ali se discutiam os problemas da pólis, ali eram tomadas todas as decisões referentes ao grupo “pólis”. Em nosso tempo, quando muito, a praça serve de lugar de encontro de amigos ou casais apaixonados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém o chamasse para sua casa, notaria a falta de escravos. Veria o anfitrião ou um empregado pago fazendo seus agrados. Isso se pudesse entrar. Em nosso tempo, estranhos devem ficar bem distantes, nunca se sabe em quem confiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar em uma biblioteca, veria muitos escritos, muito velhos e se impressionaria da vastidão de ensinamentos quase nunca observada pelas pessoas do nosso tempo. Se pudesse caminhar no centro comercial, veria pessoas falando com aparelhinhos colados aos ouvidos, como se dentro deles houvesse alguém escutando. Ouviria sons de carroças mecânicas, se movendo, incrivelmente, sem o uso de nenhum animal. Pessoas falando em cones emitindo um som demasiadamente alto, incompatível com a voz humana. Tudo se tivesse tempo, pois logo seria arrastado por uma multidão, que vai e vem em marcha acelerada.&lt;br /&gt;Andando um pouco mais, veria casa onde se fazem leis e casa onde se fazem cumprir. Veria pessoas entrando e saindo dessas casas com ares de importância em carroças mecânicas das mesmas das que vira, sem deixar de observar que estas novas eram estranhamente mais atraentes. Claro que dependeria um pouco da sorte, eles teriam que ir a essas casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se Sócrates pudesse entrar em uma de nossas escolas!? Aulas maçantes, assuntos estressantes e alunos que de qualquer forma tentam decorar o assunto que lhes será cobrado, sem saber sequer qual finalidade prática em suas vidas terá uma tabelas periódica ou a fórmula de Bhaskara. Alunos que depois de 12, 13, 14, 15 anos “estudando” terão seus destinos escritos por uma prova, segundo a qual a diferença entre ser bem sucedido e estar condenado ao fracasso total reside unicamente em marcar um “xis” no lugar certo. Veria que muitos jovens vão se perdendo em meio ao medo de “não conseguir dinheiro para comprar sem se vender”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao assistir uma aula de filosofia, não veria nada mais do que alunos que aparentam não entender nada e uma leva de professores – salvo raras exceções - que não compreendem o porquê deles não entenderem. Não seria então o que eles também não entendem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas ruas olharia para o alto, atraído por um barulho estranho. Veria um pássaro grande, muito grande, que voa sem bater asas, antes de tropeçar em um corpo no chão de alguém que, embora não pareça, está muito vivo para implorar por ajuda, uma intervenção divina. E se perguntaria, talvez, por que ninguém o socorre. Teria logo ali a resposta: porque ninguém o vê.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite cairia e ele não mais veria a multidão de horas antes. Estariam cansados da correria do dia. Veria estrelas brilhantes pregadas em montanhas que não eram de terra. Eram de algo duro, cinza e agora frio. Letras que não conhecia e pessoas magicamente ampliadas nessas estrelas, paradas em eterna pose, eterno sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andando pelas ruas, com sorte achasse uma janela entreaberta para ventilar um pouco a sala de uma família que descansa, e para dentro olharia. Sóis pequeninos colados no teto fazendo da noite de fora o dia ali dentro. Uma caixa estranha cheia de fios ao longe que mantinha quase hipnotizado um jovem sentado a sua frente chamaria a atenção. Ouviria barulhos em uma caixa que emite som, veria pessoas seminuas ou se rindo como atores de comédia em outra que além de som traz imagens também. E talvez se perguntasse como cabe alguém ali dentro. Ou por que alguém perderia tempo com gracinhas tão escachadas. Até que chega o horário político e todos se retiram da sala. Dentro da caixa agora estavam pessoas que falavam a ele, tentando persuadi-lo a votar e “votar certo”, enumerando prováveis melhorias se fossem eleitos. E ficaria feliz: república.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao fim dos discursos, como num passe de mágica, voltaria uma dupla séria falando para a família que retornava à sala de mais um caso de corrupção e impunidade, e todos cansados disso, fariam cara de desdém ou exclamassem um “de novo”, seguido de algumas palavras de baixo calão. E confuso, talvez ele decidisse meditar em um lugar, em um tempo mais calmo. E Sócrates não mais ficaria feliz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Juliana Galeno           T - 204&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-3516673925601496729?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/3516673925601496729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=3516673925601496729' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3516673925601496729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/3516673925601496729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/scrates-na-praa.html' title='Sócrates na Praça'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-8910454975163718556</id><published>2008-07-22T19:48:00.000-07:00</published><updated>2008-07-22T19:59:53.819-07:00</updated><title type='text'>Sócrates na Praça Deodoro</title><content type='html'>Caros amigos e amigas de nosso blog,&lt;br /&gt;há mais ou menos quatro anos escrevi um texto para minhas aulas sobre o papel da filosofia no mundo, tendo como ponto de referência a figura de Sócrates; a idéia na época foi a de problematizar o pensamento socrático tendo como cenário a Praça Deodoro, em São Luís, e a minha inquietação era, entre outras coisas, saber o que Sócrates nos diria, ao ver este cenário contemporâneo?... Seria fantástico viajar no tempo, e tê-lo conosco para um diálogo daqueles, que podemos ler nas obras de seu mais ilustre discípulo (Platão). Daí, partindo dessa situação hipotética, lancei o mesmo desafio aos alunos, e até hoje continuo lançando...&lt;br /&gt;Este texto é bem recente, da Anne Rabelo, nossa colega amiga da turma fantástica 204, de Design de Produto; o título, como podem observar, foi mantido por ela.&lt;br /&gt;Abraços em todos! E obrigado, Anne pelo belo texto!!!&lt;br /&gt;Até breve!&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SÓCRATES NA PRAÇA DEODORO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um daqueles dias, em que estava atrasada para chegar ao trabalho no horário, tentava correr entre aquela multidão que passava assim como eu, atrasada, na Praça Deodoro. Então, sem um porquê lógico a princípio, eu parei subitamente em meio àquelas pessoas, e me perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que correr daquele jeito? Por que passar correndo em lugares que merecem muito mais serem admirados do que pisados na correria do dia-a-dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me em um banco e esquecendo-me do horário, do atraso e de tudo mais que pudesse tirar minha concentração, tentava achar respostas para as perguntas tão confusas ao meu pensamento. Lembrei-me de um certo filósofo grego que ouvi falar durante toda a minha vida, mas que descobri quem realmente era e o que fazia, quando cursei a 5ª série, chamava-se Sócrates, era um gênio e apesar de toda sua inteligência e astúcia para desenvolver teorias até hoje aceitas por muitos, não se considerava com tal estima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginei o que Sócrates pensaria dessa nova utilização da praça, levando em consideração que a praça em sua época, quer dizer a “àgora”, era um local de encontro para discutirem sobre problemas da sociedade, se relacionarem com os outros... Enquanto hoje para maioria da sociedade é apenas um local de passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que ao meu lado sentou-se um senhor estranho, vestido com roupas estranhas e ele começou a conversar comigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que todos passam apressados por esta “àgora”, não param para conversar, admirar o local?&lt;br /&gt;Perguntei a ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor sabe onde estamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim eu sei, em uma “àgora”, em Atenas, mas não estou entendendo o estranho comportamento e vestimenta de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor, estamos em uma Praça em São Luís- MA, no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas, como pode, eu estava em Atenas e agora estou aqui neste tal de Brasil?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu Deus, mas que coisa estranha. Como você se chama?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu é que pergunto como pode, estamos no ano de 2008 e você, que se diz Sócrates, que viveu de 470 a 399 a.C., isso é muita loucura devo estar cansada ou delirando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, eu estou aqui, apesar de tudo ser muito confuso, mas para tudo há uma resposta. Então me fale sobre você e sua época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates e eu conversamos durante horas e ele me perguntou por que as pessoas passavam umas pelas outras e não se cumprimentavam ou paravam para conversar ou pelo menos andar mais devagar para admirar o que havia de bonito ali naquele lugar. E eu respondi que as pessoas desta época vivem sem tempo para quase tudo, até para viver a vida como se deve, vivem aqui apenas para ganharem dinheiro e sobreviver, ou seja, vivem por viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando terminei de lhe responder, ele começou a sumir e cordialmente despediu-se de mim. Olhei para os lados e não mais o vi, o sol já estava desaparecendo no horizonte e eu ali sentada em um banco da Praça Deodoro desde a manhã, sem muitas perguntas para eu mesma, fui para casa, sabendo que amanhã voltaria tudo ao normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANNE RABELO&lt;br /&gt;DESIGN DE PRODUTO - TURMA 204 / julho de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-8910454975163718556?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/8910454975163718556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=8910454975163718556' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/8910454975163718556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/8910454975163718556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/scrates-na-prao-deodoro.html' title='Sócrates na Praça Deodoro'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-2480769695720293593</id><published>2008-07-22T19:28:00.000-07:00</published><updated>2008-07-22T19:30:56.061-07:00</updated><title type='text'>Processo contínuo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Socializo com os amigos e amigas de nosso blog esta reflexão de nossa aluna Mayra Lisboa, mais uma colaboração dela, sobre o que estamos a fazer de nossas vidas... muito bom o texto! Abraços em todos os alunos da 205! Valeu!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge Leão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Processo contínuo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos eternos aprendizes da vida. A aprendizagem é algo contínuo, que, com o passar do tempo, se torna cada vez mais, independente da idade, importante. Não sabemos de tudo, ou melhor, não nascemos sabendo, e tudo que temos a falar para os nossos filhos, netos ou bisnetos, simplesmente aprendemos, com a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dizem que as pessoas devem curtir a vida, mas a verdade é que muitas vezes esse "curtir", faz com que as pessoas percam ao invés de ganhar, grande parte de suas vidas. Mas... pra quê?  Porque as pessoas não vivem para construir uma vida, que mesmo após a morte, nunca morrerá. Insistem em serem escravos de um mundo e de um cotidiano que irá acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dizem que não são nada, mas a verdade é que "nada", é a não-existência; essas pessoas existem, têm uma vida, porém não fazem valer essa existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não pensar, por que não agir? Pois a nossa única prisão hoje somos nós mesmos. As pessoas não vieram ao mundo simplesmente para crescer, casar, ter filhos e morrer, existe algo mais, mais importante e valoroso do que somente isso. Onde estão nossas forças, que tanto insistimos em demonstrar, sendo violentos, matando, roubando, onde está esta força na hora de fazer a diferença? Nessa hora, é que mostramos o quão somos fracos e impotentes, o quão somos pequenos e incapazes de mostrar nossas "asas" quando é preciso. É neste momento, que podemos nos denominar um "nada", vazio e sem existência, pois não somos sequer capazes de mostrar o quanto somos fortes e ágeis diante das injustiças do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mayra Francisca M. Lisboa&lt;br /&gt;Design Gráfico, 205&lt;br /&gt;Julho de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-2480769695720293593?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/2480769695720293593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=2480769695720293593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/2480769695720293593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/2480769695720293593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/processo-contnuo.html' title='Processo contínuo'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-2766778624733890423</id><published>2008-07-21T04:40:00.000-07:00</published><updated>2008-07-21T04:49:17.175-07:00</updated><title type='text'>É possível uma alternativa aos vestibulares?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vejamos um debate intrigante e necessário, quando o tema é vestibular. E você, o que pensa disso? Eis um texto refletindo sobre este tema polêmico, a partir de uma experiência interessante, que são os projetos de iniciação científica júnior, realizada por meio de um convênio entre FAPEMA e escolas públicas maranhenses. &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Opine sobre o debate, deixando aqui seu comentário...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abraços quixotescos!&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É possível uma alternativa para os vestibulares ? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No cenário contemporâneo, a proposta de um conhecimento integrado faz-se de urgente presença. Desse modo, observa-se a necessidade de uma mudança de paradigma, isto é, de modelo interpretativo, a partir da visão de escola que ainda vigora. Os problemas globais exigem soluções interdisciplinares. Não se pode mais conceber a resolução de problemas de ordem complexa com práticas fragmentadas ou mesmo isoladas de um contexto mais amplo. Pensar a escola, então, a partir de bases científicas contextualizadas às exigências do ser humano nas teias de relações em que tece sua jornada neste planeta. Eis o grande desafio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, uma das vias de acesso a este processo de pensamento integrado no ambiente escolar é a prática da pesquisa científica. Entre professores e estudantes, as iniciativas deverão estar fomentadas dentro de uma metodologia investigativa e participativa. Com o vínculo da pesquisa científica, o próprio entendimento do papel da escola muda radicalmente. Dentro da realidade vista em nosso mundo contemporâneo, o trabalho pedagógico deve ser realizado a partir de uma visão holística de conhecimento, isto é, compreendendo o ser humano integralmente, a fim de contribuir para a inserção da escola de modo transformador no mundo globalizado em que a mesma se situa. Como assinala o pensador francês contemporâneo, Edgar Morin: “um pensamento capaz de enfrentar a complexidade do real, permitindo ao mesmo tempo à ciência refletir sobre ela mesma” (MORIN, 2005, p. 31).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, é possível observar este novo modelo no contexto da escola contemporâneo? Ora, aqui no Maranhão, algumas escolas públicas estão iniciando esta árdua caminhada por meio da inserção da pesquisa. No contexto específico do Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão, e também outras instituições como o Liceu Maranhense e o CEGEL, foi realizado um convênio interinstitucional com a FAPEMA, Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão, desde o ano de 2006, pelo Programa de Iniciação Científica Júnior, o PIBIC-Jr., em que vários projetos de pesquisa foram desenvolvidos com êxito, tanto a nível de ensino médio quanto a nível de cursos técnico-integrados (no caso do CEFET-MA), no período de um ano, com bolsas mensais no valor de R$ 100,00 para cada bolsista. Vale aqui o registro da participação de nossos estudantes pesquisadores na 59ª Reunião Anual da SBPC, e da 15ª SBPC Jovem, na cidade de Belém – PA, no período de 8 a 13 de julho de 2007, como, mais recentemente, na 60ª SBPC em Campinas, e na 16ª SBPC Jovem, nos dias 13 a 18 de julho de 2008, com um ótimo desempenho de todos os representantes maranhenses. A avaliação dos professores é que os resultados finais dos projetos indicam um nível de responsabilidade, compromisso com a pesquisa pelos jovens estudantes, sem falar na mudança de percepção do papel da escola pelos próprios estudantes, elementos que nos entusiasmam e ratificam a certeza de que o caminho da pesquisa promove a autonomia intelectual.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a Coordenação do Projeto PIBIC-Jr, no CEFET-MA, representada pelo incansável trabalho do Professor Fábio Henrique Silva Sales, apresenta este relato de experiência, no intuito de oferecer uma proposta concreta e alternativa de ingresso nos cursos de ensino superior por parte dos estudantes bolsistas e pesquisadores às nossas Universidades. A proposta é que toda pesquisa deverá ser acompanhada pelo professor orientador e pelo setor pedagógico da escola, a partir da instauração de um Núcleo de Pesquisa Interdisciplinar, e, ao término da mesma, os estudantes deverão apresentar um relatório final da pesquisa com os resultados obtidos a uma banca avaliadora, tal como já é feito junto à FAPEMA. A depender do desempenho dos estudantes, o conceito alcançado servirá de critério para o ingresso nos cursos superiores de nossas instituições de ensino, sem o tradicional vestibular.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Espera-se com isso ter uma avaliação mais profunda e qualitativa de ingresso de nossos jovens estudantes à Universidade. Como se sabe, o perfil de um aluno memorizador de fórmulas ainda predomina com os modelos de vestibular vigentes. No entanto, a pesquisa científica, já a nível médio, vem paulatinamente mudando este cenário, com o desenvolvimento de uma postura crítica, problematizadora dos conteúdos transmitidos, e também pela capacitação dos jovens estudantes a trabalharem em equipe e dando a eles elementos fundamentais para a promoção de atividades efetivamente crítico-reflexivas na escola, como produção de artigos científicos, relatórios de atividades, realização de pesquisas de campo, participação de grupos de estudos e em eventos científicos, a nível local e nacional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Portanto, os benefícios da pesquisa na escola vinculam-se à contribuição que a ciência, apresentada pela realização de projetos de iniciação científica, poderá oferecer a um novo entendimento do papel da escola, em que professores e estudantes, estejam inseridos de modo direto no contexto concreto da sociedade em que vivemos. Sabe-se, contudo, que muitos interesses mercadológicos vão refutar tal proposta. Mas, já é chegado o tempo de debatermos com a sociedade se queremos manter nossos jovens robotizados pela memorização de dados inúteis à vida, como ainda é prática rotineira da maioria dos exames vestibulares, ou se a escola deve ser compreendida realmente como um instrumento de produção científica, autonomia intelectual e cidadania.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do CEFET-MA e membro do Movimento Familiar Cristão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BAGNO, Marcos. &lt;strong&gt;Pesquisa na Escola&lt;/strong&gt; – o que é como se faz. 19.ed. São Paulo: Loyola, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREIRE, Paulo. &lt;strong&gt;Pedagogia da Autonomia&lt;/strong&gt;. Saberes necessários à prática educativa. 28. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MORIN, Edgar. &lt;strong&gt;Ciência com Consciência&lt;/strong&gt;. 8. ed. revista e modificada pelo autor. Tradução: Maria D. Alexandre e Maria Alice Sampaio Dória. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______. &lt;strong&gt;A Religação dos Saberes&lt;/strong&gt; – o desafio do Século XXI. 3. ed. Tradução e notas de Flávia Nascimento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-2766778624733890423?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/2766778624733890423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=2766778624733890423' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/2766778624733890423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/2766778624733890423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/possvel-uma-alternativa-aos.html' title='É possível uma alternativa aos vestibulares?'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-8303530465166611897</id><published>2008-07-12T17:36:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T17:41:26.583-08:00</updated><title type='text'>Análise de um quadro de Rembrandt: o filósofo meditando</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SHlQdIR3mJI/AAAAAAAAAA8/2D0fKFJvbko/s1600-h/Foto_Rembrandt.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222293704281659538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 236px" height="210" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SHlQdIR3mJI/AAAAAAAAAA8/2D0fKFJvbko/s320/Foto_Rembrandt.jpg" width="270" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caros apreciadores e amantes da filosofia e da arte, apresento aqui um exemplo de como podemos associar elementos das artes plásticas às aulas sobre Filosofia da Arte, quando da apresentação dos elementos básicos do processo de criação, a saber: a imagem, a percepção e a representação de uma idéia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este quadro do pintor holandês Rembrandt (1606 - 1669) é um dos que trabalhei em sala de aula, durante as aulas sobre Filosofia da Arte, para as turmas de 3 ano, em novembro de 2007, para falar da condição humana do pensar e de sua relação com a criação estética. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na minha opinião, ele merece uma atenção especial, sobretudo por que focaliza no ambiente da intimidade do pensador alguns elementos em contraste, como a escada em espiral, que se vê iluminada em sua base, deixando a sombra para a subida, como no processo do conhecimento, também em espiral, que nos impõe um certo impulso inicial, movido pelo prazer clarividente da descoberta, mas que depois é marcado por vários contrapontos, entre eles a dúvida e os constantes embates com a experiência. É importante frisar para os alunos sobre a importância do processo do conhecimento para a história da filosofia, desde a Antiguidade, até o momento em que se situa a obra de Rembrandt, isto é, na transição do período medieval para a Modernidade, com a expressão marcante dos pensadores renascentistas, que haviam retomado temas clássicos em suas obras, iniciados pelos filósofos gregos, dentre eles, o problema do conhecimento humano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outro ponto interessante de ser abordado nesta tela do pintor holandês é o foco de luz vindo da janela, aspecto característico de muitas de suas obras, como presença impactante no interior do quarto, dominado pela fraca luminosidade de uma quase desapercebida lareira à direita . O filósofo, em sua postura contemplativa, é como se estivesse atentamente ouvindo a canção matinal dos pássaros, ao amanhecer, aguardando com uma vivacidade silenciosa as novidades de uma janela que capta a luz cósmica, que ilumina o seu espaço cotidiano. E no canto direito, a presença de um jovem que cuida de uma pequena lareira, como a ilustrar a contraposição da vida contemplativa, representada pela presença do filósofo, e da vida operativa, cujo labor diário é dado pela execução de um ofício, no caso os afazeres domésticos. Este contraste, de certa forma, já vinha sendo apresentado desde a sociedade grega, e que encontra agora, com o advento da Modernidade, profundas mudanças de enfoque, uma vez que, paulatinamente, o trabalho manual passa a ter predominância sobre a atividade teorética, ou vida contemplativa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caros amigos e amigas, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esses são, portanto, alguns elementos que podem ser trabalhados em sala de aula, quando de um tema tão recorrente à Introdução à Filosofia da Arte, como imagem, percepção e representação eidética, que é de fato marca significativa da expressividade estética de um gênio precioso como o de Rembrandt.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abraços quixotescos! E até o próximo encontro com outros quadros!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-8303530465166611897?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/8303530465166611897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=8303530465166611897' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/8303530465166611897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/8303530465166611897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/anlise-de-um-quadro-de-rembrandt-o.html' title='Análise de um quadro de Rembrandt: o filósofo meditando'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SHlQdIR3mJI/AAAAAAAAAA8/2D0fKFJvbko/s72-c/Foto_Rembrandt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-6431945713789877641</id><published>2008-07-12T17:23:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T17:41:27.083-08:00</updated><title type='text'>Foto do I Fórum sobre Ensino de Filosofia</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SHlLxFwT7eI/AAAAAAAAAAs/KaX-C2X0Auk/s1600-h/forum+(11).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222288549643283938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SHlLxFwT7eI/AAAAAAAAAAs/KaX-C2X0Auk/s320/forum+(11).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Este encontro marcou o término das atividades do nosso projeto, no dia 5 de outubro de 2007, no auditório do Liceu Maranhense, durante o I Fórum sobre Ensino de Filosofia, realizado em conjunto com a UFMA e os professores de Filosofia do Ensino Médio. Foi uma oportunidade ímpar para perceber o processo de autonomia intelectual que a pesquisa pode propiciar aos alunos. A apresentação foi marcada por muitos questionamentos vindos de estudantes da UFMA e também de professores, o que enriqueceu muito o debate e a socialização do projeto. Aqui estão comigo: Ciríaco, Virgínia, Irlana, Larissa Abreu e Larissa Régia. Neste dia, eles estavam realmente com muita vontade de debater, e foi muito estimulante perceber que eu estava sendo paulatinamente esquecido, escondido atrás do palco, sem dar uma palavra, somente ouvindo os jovens filósofos exporem com brilhantismo seus pontos de vista sobre a filosofia, o seu ensino e a envolvência da arte neste contexto. Continuaremos neste ritmo, sem acreditar que já cumprimos o nosso papel, ao contrário, apenas estamos dando os primeiros passos. Abraços em todos vocês, e grato por sua colaboração. Até breve, jovens aprendizes! Jorge Leão&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-6431945713789877641?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/6431945713789877641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=6431945713789877641' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/6431945713789877641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/6431945713789877641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/foto-do-i-frum-sobre-ensino-de.html' title='Foto do I Fórum sobre Ensino de Filosofia'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SHlLxFwT7eI/AAAAAAAAAAs/KaX-C2X0Auk/s72-c/forum+(11).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-8450060129329074626</id><published>2008-07-12T17:19:00.000-07:00</published><updated>2008-07-12T17:22:00.772-07:00</updated><title type='text'>O profissional de filosofia e o filósofo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Neste texto, encontra-se a sutil diferença entre o profissional de filosofia e o filósofo, que pode ser pequena, assim como abismal...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;abraços quixotescos!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge Leão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O PROFISSIONAL DE FILOSOFIA E O FILÓSOFO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A filosofia como eu a entendi e vivi até agora, consiste em optar por viver nos cumes gelados, à busca de tudo que é insólito, digno de ser questionado, de tudo que até agora foi proscrito pela moral.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Friedrich Nietzsche – &lt;strong&gt;Ecce Homo&lt;/strong&gt;, Prefácio, §3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretender uma aproximação entre o cargo e o ato de ensinar requer, para qualquer área do saber, um esforço cuidadoso para a elaboração de uma reflexão possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de uma instituição, exercer uma profissão implica em seguir determinados modos de ação, como planos de trabalho, prazos a serem executados, sistemática avaliação das ações, isto é, um rigor que leva o profissional a uma disciplina direcionada ao ajustamento mínimo entre as regras de funcionamento institucional e as metas que se pretende alcançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso específico do ambiente escolar, o professor, como profissional da instrução pública, também se instaura dentro de um contexto social determinado. Ele segue prazos, elabora planos de aulas, roteiro de estudos, avalia os alunos, preenche diários de classe, entrega resultados, reúne-se com pais ou responsáveis e a direção da escola. Este é o momento burocrático na vida de qualquer professor. Assim também ocorre com o profissional de filosofia. Ele é aquele que dá aulas de uma disciplina chamada “filosofia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o conhecimento filosófico não cabe em programas de disciplinas, simplesmente circunscritos por uma exigência burocrática. Até mesmo na elaboração de suas aulas, é preciso que o professor, não apenas de filosofia, possa pensar criticamente o que vai ser trabalhado durante suas exposições diárias. Se ele não exerce a postura filosófica da problematização, da contextualização e da argumentação, no âmbito do diálogo com a história da filosofia, torna-se impraticável qualquer prática coerente com o caráter reflexivo e transformador da filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, é inconcebível ao profissional de filosofia a ausência de uma formação filosófica consolidada pelo labor permanente do trabalho intelectual e da pesquisa. A implicação na relação com a sala de aula é logo percebida, quando o professor visualiza a sua constante interrogação sobre o que ele mesmo faz, pensa, diz, apresenta aos seus alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, ele deve responder a pergunta: aquilo que faço é ensino de filosofia? E se é filosofia, em que âmbito deve ser levada, isto é, comunicada aos alunos? E ainda, qual a concepção de filosofia que inauguro em sala de aula? Tais questionamentos envolvem o entendimento de que o ensino de filosofia exige a atitude de um filósofo. Ou seja, o professor de filosofia deve compreender que o núcleo de realidade que ele se defronta, isto é, o conhecimento filosófico, traz como inquietude primeira a revisão do que já temos como critério objetivante de ação e conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levar a filosofia para o diálogo com a realidade, é possibilitar um primeiro passo na observação dos critérios de ensino, de métodos e de avaliação do processo pedagógico, que somente o filósofo é capaz de dar. Embora o fenômeno reflexivo não seja de uso exclusivo da disciplina “filosofia”, cabe ao filósofo instigar o modo de relação em que a própria filosofia é levada aos domínios escolares e a relação de composição organizada – ou desorganizada, pois fragmentada e superficial – que os seus conteúdos e temas mantêm com a mente dos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, a postura do filósofo é situada no âmbito de um espaço e de um momento histórico. Quando lança seus questionamentos à realidade ou às questões existenciais, o filósofo compartilha com uma comunidade a dimensão do pensamento. É desse modo que se constitui, na construção disciplinar, a necessária interação entre profissional e ser pensante. Um âmbito não pode jamais estar desvinculado do outro, sobretudo quando se pretende superar amarras institucionais, que muitas vezes passam pelo descumprimento elementar de qualquer processo pedagógico, que é dar aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nada adiantará desse modo, um assíduo contato com os textos filosóficos, se o professor de filosofia não mantém uma radical coerência com a realidade de encantamento, de uma necessária e permanente análise crítica e de busca investigativa que a filosofia pode suscitar nele mesmo e em seus alunos. Assim, longas citações ou explanações argumentativas podem contentar o intelecto do professor, mas nada dizer de significativo para a necessária correlação entre conteúdos e realidade pessoal e social dos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível até dizer que conteúdos filosóficos que não problematizem os temas abordados e que não lancem um espaço de discussão democrático em sala de aula, não constituem realmente conteúdos de filosofia, uma vez que a própria construção conceitual só é possível pelo exercício rigoroso do pensamento, dentro de uma assembléia politicamente instituída por sujeitos autônomos, isto é, livres pensadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O entendimento linear de conteúdos e programas, como algo simplesmente transmitido aos alunos com valor de verdade, deve sofrer abalos constantes do filósofo em sala de aula, ou seja, do professor que exerce a livre possibilidade de constituir o espaço de uma pólis pensante e atuante. Com isso, a dimensão do trabalho escolar, na elaboração das aulas, no diálogo com os outros professores (de filosofia e de outras áreas de saber), com grupos de estudo e de formação permanente, das avaliações dos conteúdos, das dificuldades enfrentadas, da metodologia de ensino adotada, deve compor a estrutura de base para extrair uma observação rigorosa e abrangente do papel social do filósofo na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo estará garantido o espaço do professor de filosofia, que cumpre seus planos de aula dentro de um rigor disciplinar, mas que transcende, como filósofo,  os limites dimensionais da fala determinada da burocracia institucional, pela atitude de abertura ao novo, ao significativo e ao poder de encantar e embelezar a vida, próprio da filosofia, enquanto modo de habitar o mundo de modo radical, livremente organizado pela consciência de uma postura filosófica ligada ao diálogo com a vida e suas exigências, quer no âmbito profissional-institucional, quer no âmbito filosófico-existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Jorge Leão – Em: 25 – 09 – 07&lt;br /&gt; Professor de Filosofia do CEFET-MA e membro do Movimento Familiar Cristão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-8450060129329074626?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/8450060129329074626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=8450060129329074626' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/8450060129329074626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/8450060129329074626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/o-profissional-de-filosofia-e-o-filsofo.html' title='O profissional de filosofia e o filósofo'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-564125189876675987</id><published>2008-07-12T12:17:00.000-07:00</published><updated>2008-07-12T12:19:50.457-07:00</updated><title type='text'>Reaprendendo a pensar</title><content type='html'>Aqui seguem mais textos interessantes das turmas de Design, nas aulas de filosofia, sobre o papel da filosofia no mundo, abraços quixotescos,&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reaprendendo a pensar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo universal, com a vida contemporânea, muita coisa mudou com o ensino da filosofia e do pensar por extensão. E para pior. Com o passar do tempo, os pensamentos, as concepções e as ideologias também. Hoje, são poucas as idéias, ou referências de personagens da Grécia do século VI a. C., que ainda sobrevivem, pelo menos em parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos como base o estudante da atualidade. Ele não pensa, não observa, e são poucos aqueles que possuem metas rumo ao conhecimento, a maioria nem as tem. A única explicação possível para isso está nos vestibulares e concursos, pois os alunos de hoje só estudam aquilo que é posto nos editais, para eles não há necessidade de estudar algo que não os beneficiará. E é nesse quadro que se encaixa a filosofia, mais precisamente o pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por que o pensar se enquadra nessa situação? O pensar não é simplesmente um exercício de reflexão interior para poucos usufruírem. A verdade é que as pessoas não usufruem, não buscam. Tudo que elas precisam para serem classificadas em um vestibular ou concurso outras pessoas já pensaram por elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o que fazer para resgatar ainda na escola o sentido do pensar? Não seria fácil mudar opiniões já formuladas e nem seria uma realização de prazo curto, pois ao introduzir novos meios de ensino para enfatizar o pensar, deve haver uma adequação do aluno ao novo ensino, o que não seria fácil, se não fossem utilizados meios que “induzissem” os alunos a pensar. Mas... que meios? Já paramos para pensar quantos alunos gostam ou pelo menos apreciam estarem na realização de projetos, gincanas, ou outros eventos na escola? Então, por que não reformular esses meios, fazendo com que eles não favoreçam diretamente o entretenimento, mas que sejam um veículo que leve o aluno a pensar? Ocorreria, assim, independente de lenta, uma transformação na forma de raciocinar dos mesmos. Em decorrência disso, os alunos que eram “obrigados” a pensar, a buscar, a investigar, o fariam por vontade própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel do professor e do aluno nesse processo vai além de apenas ensinar e aprender. Para se estabelecer um consenso, ambos deveriam interagir de maneira parecida, sem que haja algo que separe o professor de seu aluno na busca por conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mayra Francisca Lisboa &lt;br /&gt;Estudante da Turma 205 / Design Gráfico / CEFET-MA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-564125189876675987?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/564125189876675987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=564125189876675987' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/564125189876675987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/564125189876675987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/reaprendendo-pensar.html' title='Reaprendendo a pensar'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-7781571080785252486</id><published>2008-07-11T06:49:00.000-07:00</published><updated>2008-07-11T06:51:43.596-07:00</updated><title type='text'>Reflexões sobre o filosofar</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Caros amigos do blog FILOSOFIA COM ARTE NO ENSINO MÉDIO, deixo aqui algumas reflexões sobre o filosofar, trabalhadas com os alunos da turma de Design, em 11 de julho de 2008, &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;abraços quixotescos!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge Leão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REFLEXÕES SOBRE O FILOSOFAR&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se dedica à filosofia põe-se à procura do homem, escuta o que ele diz, observa o que ele faz e se interessa por sua palavra e sua ação, desejoso de partilhar, com seus concidadãos, do destino comum da humanidade.                                              &lt;br /&gt;                                                                                             Karl Jaspers- filósofo alemão do século XX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todo homem é permitido o conhecimento de si mesmo e o pensamento correto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                            Heráclito – filósofo grego do século VI a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que se tenha encontrado a si mesmo, é preciso saber, de tempos em tempos, perder-se – e depois reencontrar-se: pressuposto que seja um pensador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                               Friedrich Nietzsche – filósofo alemão do século XIX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) os homens começaram a filosofar, agora e no princípio, pelo assombro, primeiro admirando-se das coisas estranhas que tinham mais à mão, e depois, ao avançarem pouco a pouco, fazendo questão das coisas mais graves, tais como os movimentos da Lua, do Sol e dos astros, e a geração do todo.”&lt;br /&gt;                                                                                           Aristóteles – filósofo grego do século IV a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bem mais caro, o bem que não se vende, são as idéias. É com as idéias que o mundo é feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                    Rubem Alves – educador brasileiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só é considerado livre o ser humano que é autônomo, ou seja, capaz de pensar por si mesmo e dar respostas originais a si próprio e ao mundo.&lt;br /&gt;                                                                                                   Angélica Sátiro – filósofa brasileira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca estamos tão dispostos a pensar por nós mesmos como quando nos encontramos envolvidos numa investigação compartilhada com outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                          Mathew Lipman – filósofo norte-americano&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-7781571080785252486?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/7781571080785252486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=7781571080785252486' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/7781571080785252486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/7781571080785252486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/reflexes-sobre-o-filosofar.html' title='Reflexões sobre o filosofar'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-1419866737479489870</id><published>2008-07-08T20:03:00.000-07:00</published><updated>2008-07-08T20:05:59.775-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Caros amantes da Filosofia e da Arte,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publico em nosso blog um texto nosso do ano de 2006, cujo título é o significado do nome "jorge", em grego,&lt;br /&gt;abraços quixotescos,&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aquele que cultiva a terra...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lanço o meu destino para o mais profundo da terra de mim mesmo. Sei que o doméstico segredo que me reconstitui por dentro é insuficiente para a cura da luta entre os contrários da alma que carregamos no drama da vida. A trágica imagem da seca na terra, onde uma perpétua solidão invade o tempo da última lembrança de paz que restou no sonho das horas de perda, agora recebe os louvores das piores tonalidades e emoção desmedida, que podem adoecer mais ainda a perdida insensatez que devora os restos escassos do fígado que nos alimenta as idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesta direção que resgatamos o agricultor perdido no abuso das passagens dissonantes pela tangente do bom senso. Perdido nos destaques confusos de onde partimos para nutrir o espírito na semeadura da entrega. Não recordo o rebaixamento ou a estupidez de meus propósitos, apenas suplico devida abertura à dor encarnada que se depara como valor simbólico de um plantio a ser colhido no tempo dos últimos episódios da semente que deve morrer. Na graça que percorre a terra e mantém de pé o agricultor entregue ao cultivo, surge o pão arado no momento oportuno, que era trigo passado, agora fruto colhido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intenso é o ritmo da janela que se abre ao dia que nasce diante da terra esperando o arado. No calor escaldante do sol que queima, estremece o curso das águas que chegam para irrigar o lugar propício da semeadura. Corre o rio para o mar, e a terra da alma encanta-se de não bastar-se a si mesma a cada amanhecer. Por gerar a religião que nos eleva a terra, serenos conduzimos a pétala de rosa para mais um sopro de vento que passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos do agricultor abraçam a serenidade da alma, no beijo demorado da declaração de amor aos sinais de tempestade que chega logo cedo, na candura das manhãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do CEFET-MA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-1419866737479489870?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/1419866737479489870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=1419866737479489870' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/1419866737479489870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/1419866737479489870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/caros-amantes-da-filosofia-e-da-arte.html' title=''/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-445347017763887977</id><published>2008-07-08T08:14:00.000-07:00</published><updated>2008-07-08T08:27:19.103-07:00</updated><title type='text'>Artigo: Nas órbitas da poesia de Nauro Machado</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos do nosso blog FILOSOFIA COM ARTE NO ENSINO MEDIO, compartilho convosco um artigo sobre filosofia e literatura, do ano de 2007, a partir da poesia de Nauro Machado, na obra "As órbitas da água", em que se encontram temas fundantes de seu pensamento poético, tais como: a morte, o tempo, a cidade e Deus. É importante salientar que sua obra aproxima um diálogo vivo entre expressão poética e pensamento humano, quando de suas questões filosóficas fundantes. Abraços quixotescos!&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nas órbitas de Nauro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Comentário sobre a obra “As Órbitas da Água”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;, de Nauro Machado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                                                                                                                 Jorge Antônio Soares Leão&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                                                                                                Professor de Filosofia do CEFET-MA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 - Nauro pensa a morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;“Mas a morte zomba dos enigmas.&lt;br /&gt;Ela é que os propõe.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Maurice Druon – O menino do dedo verde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tons menores da música poética de Nauro Machado surgem como sinais matinais, no anúncio de uma palavra que se impõe como porta de acesso ao vulcão da existência, à “palavra mortal” que guarda, para o ser humano, e somente para ele a chegada da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema da morte tem sido exaustivamente trabalhado e discutido por inúmeros filósofos, desde Platão (Cf. Fédon), até Heidegger (Cf. Ser e Tempo). Quando nada mais resta a dizer, resta o silêncio, diante da certeza inexorável do fim. Este tema é uma das preocupações contidas na obra do poeta maranhense Nauro Machado, explicitado nos sonetos de sua obra “As Órbitas da Água”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos versos de Nauro Machado, pode-se encontrar mais que um diagnóstico frio e irrefutável do fato em si mesmo, como ocorre nas mesas dos médicos legistas. Ao contrário, o poeta alarga os horizontes da procura fundamental do humano, acerca do sentido possível para a morte, quando, quase sempre, tal tema é objeto de distanciamento, de dogma religioso ou de tratamento cético, pois impenetrável em sua linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poética de Nauro Machado, contudo, lança elementos presentes no enredo trágico que lança o homem para a morte, como afirma o filósofo Martin Heidegger, em sua conhecida expressão “ser-para-a-morte”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;. Neste sentido, a linguagem poética do autor maranhense desvela o que antes era resguardado ao silêncio inacessível do mistério, ressurgindo, com isso, como significado existencial do que se pode pensar acerca do problema fundamental da existência, isto é, o de encontrar um sentido humano para a finitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a reflexão contida em “As Órbitas da Água” nos conduz para o pensar a morte como um problema humano e não para a simples evidência do fim da vida. Assim, o poeta lança a questão sobre o lugar fundamental da morte para a existência humana, por meio da linguagem. No início do Soneto 2, lê-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Desenrolar o verbo finamente&lt;br /&gt;para a mortalha que afinal lhe veste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Aqui, o finito encontra-se na possibilidade do dito, do verbo, vestido por tal “mortalha”. Durante a existência, o nada surge como sentido primeiro diante da morte, lugar resguardado sobretudo pelo poder da “palavra mortal”. Nauro Machado situa a existência humana na terra que permanece apavorada pela finitude, batendo constantemente à sua porta, quando assinala, no Soneto 3:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;entre a terra e o pavor, meu céu devasso,&lt;br /&gt;entre o Ser e o meu ser, o infindo espaço,&lt;br /&gt;entre mim e ninguém, meu nada, só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Então, o que fica para além da morte? Neste âmbito, é possível lançarmos uma questão: em que sentido o Nada, enquanto reflexo de um Niilismo existencial na poética de “As Órbitas da Água”, abriga a possibilidade de um falar acerca da morte? Talvez uma das vias de superação, ou mesmo da manutenção da contradição, seja a presença da idéia de Deus na obra do poeta maranhense, como um de seus elementos mais citados e problematizados. Contudo, o lugar de Deus implica na busca por uma dúvida autêntica, o que somente pode ocorrer por meio de uma filosofia da morte. Ou seja, o concreto absurdo da morte, estampado no cotidiano comum do dia-a-dia fatalmente distancia o ser humano desta tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, o poeta aponta outra morte possível, que é concreta na vida podre sem sentido, que pode figurar também como um niilismo, que conduz a experiência imediata da superficialidade ao drama da frustração alienante do senso comum das coisas. Esta via de interpretação pode ser observada, ao lermos um trecho do Soneto 4, quando diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dize pois, cruz na idéia cravada:&lt;br /&gt;pior que a morte, sob a sepultura,&lt;br /&gt;não existe nada? nada existe? nada?!&lt;br /&gt;- Pior que a morte, sim, existe ter&lt;br /&gt;a morte viva, a podre criatura&lt;br /&gt;a todo instante e hora em nosso ser.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência é aqui convocada a pensar a morte, escapando de sua ruína em vida. É o que se observa na proposta de Heidegger, em “Ser e Tempo”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;, ao afirmar que “determinamos a idéia da existência como o poder-ser que compreende, e onde está em jogo seu próprio ser”. Enquanto impulso originário, a consciência do fim da existência, que chamamos de “morte”, perfaz o trajeto fundamental do ser que se revela como definido no tempo, a partir de duas possibilidades fundamentais, a saber: 1) a fuga diante do fato da morte, e 2) o pensar autenticamente a morte como problema&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro caso, confirma-se o distanciamento do sentido da busca. O ser é tomado pela cotidianidade de suas experiências fortuitas, de caráter acumulativo. O tempo determina que o fato da vida é envelhecer, e, fatalmente, morrer. Muitas pessoas entram em pânico ao ouvirem falar na palavra “morte”. Por isso, a reação aqui é de medo, insegurança, desconforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo caso, porém, o ser humano é levado a questionar o fato da morte, entrando em processo de redimensionar o tempo a partir de sua possibilidade originária, no pensar a morte não mais como fato, mas como problema, que busca um  significado humano, retirando da cena a sensação de temeridade e fuga, e ultrapassando até mesmo o próprio pensamento. O poeta vê-se então como arquiteto do sentido vital da morte, em sua “arquitetura da alma forma rara”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;, sendo tarefa do ser humano em sua solidão, uma vez que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Só ao homem só pertence o pesadelo&lt;br /&gt;de conceber, além do pensamento,&lt;br /&gt;a aranha insone de mortal novelo&lt;/em&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte escapa ao sentido lógico da tarefa de organizar argumentos explicativos diante do fato em si que é morrer. Ainda assim, tal evidência passa a habitar a consciência no absurdo da morte, na permanência do caminho humano na finitude. Desse modo, o poeta pergunta sobre o fato em si, fazendo-se autor de si mesmo no pensar que pensa o absurdo da morte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Existe morte? Existe uma outra roupa&lt;br /&gt;para cobrir a mesma e alvar nudez?&lt;br /&gt;Uma coberta além? Qualquer estopa&lt;br /&gt;para tapar o fundo que não vês?&lt;/em&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, Nauro Machado, em “As Órbitas da Água”, adentra em uma filosofia da morte, no sentido de um questionamento radical sobre a mesma. A morte, por si só, constitui um fato da vida. Não apenas para o ser humano, mas todo e qualquer ser vivo. Tudo o que vive, um dia morrerá. Entretanto, ao contrário dos demais, o ser humano pode se perguntar sobre o sentido deste fato, enquanto discorre sobre o mesmo sobre o prisma de uma problematização, ao questionar: existe morte? A morte é uma realidade no tempo, por isso, pensar a morte é pensar também acerca do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 - Nauro pensa o tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O tempo passa em fuga, o tempo passa na simplicidade das horas, e com ele sua lavoura despedaçando aquilo que plantamos no início da tempestade, que chega de modo inesperado na efemeridade da existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muitos, tempestade implica em bonança posterior. Para outros, em angústia profunda. O certo, porém, é que a tempestade da existência passa, seja qual for sua duração. O ser humano encontra-se neste intervalo, como num trajeto temporal em que figura como personagem protagonista, canalizando para o momento trágico da morte o desfecho inevitável para o sentido de sua vida, assim como fizera o Hamlet, de Shakespeare, no último de seus suspiros&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nauro Machado escala a montanha do tempo, lendo a presença do humano nos passos em decomposição do ser que se encaminha para a morte. O tempo surge como a esfinge tebana a ser decifrada. Quem é o homem afinal? Como no caso do príncipe Édipo&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn9" name="_ftnref9"&gt;[9]&lt;/a&gt;, o poeta lança a pergunta decisiva que quebra a passagem da existência apenas como ordem linear cronológica. O próprio poeta é consciente deste drama, ao assinalar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se para mim, ó tempo, sou o meu chão,&lt;br /&gt;para outros seres, sonho de ilusão,&lt;br /&gt;para outros seres, sou nenhum morrer:&lt;br /&gt;para mim próprio, estranho e mudo,&lt;br /&gt;ó tempo, como foi possível tudo?&lt;br /&gt;como possível ser foi-me este ser?&lt;/em&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn10" name="_ftnref10"&gt;[10]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, a efemeridade da existência é consumada pela presença do tempo. Mas, então, surge uma questão necessária: pensar sobre o tempo é o mesmo que sentir o tempo passando? Primeiramente, deve-se admitir que a tênue linha entre percepção e reflexão do tempo surge  no horizonte da consciência. Por isso, o tempo apresentado por Nauro Machado, em “As Órbitas da Água”, constitui um drama, uma vez que implica na vivência da angústia, ou da medida existencial fadada a ter o tempo como morada. Martin Heidegger, em “Ser e Tempo”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn11" name="_ftnref11"&gt;[11]&lt;/a&gt; usa a expressão “temporalidade”, que ilustra o modo como o homem toma esta questão em sua abrangência existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, é no calor das chamas interiores da alma que o tempo passa verdadeiramente. Nauro Machado é o poeta que se deixa atordoar pela angústia pensante do tempo e da morte. É o “outro ser” do poeta que clama:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Do fundo rio fundo um ser desvelo,&lt;br /&gt;um monstruoso ser, que em vão me abraça.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;dos dois que sou nenhum já sou, nem resta&lt;br /&gt;de mim o meu no ser da alma que é minha!&lt;/em&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn12" name="_ftnref12"&gt;[12]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada sobrevive ao drama da existência. A alma, tomada aqui como morada da angústia, vê-se esfacelada diante da radical pergunta que move o ser: “que sou diante do tempo que me conduz ao fato inexorável da morte?”. A alma do poeta, por isso, permanece apoiada na música dos contrapontos do tempo, e assim também será abandonada ao fixo transcurso da inexistência, como água que se evapora na panela escaldante das horas. A este drama clama o poeta em agonia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Minha alma é rainha abandonada&lt;br /&gt;à hora eterna da nefasta hora&lt;br /&gt;em que a deitarei, ao pó desvirginada,&lt;br /&gt;mais morta ainda do que a tenho agora.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;a minha alma, que por dentro é pó e nada,&lt;br /&gt;terá igual morte à que meu corpo é fora.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;a minha alma cairá sobre ladeiras&lt;br /&gt;- com boca e fala campo de frieiras –&lt;br /&gt;cessando o sonho e morto o pesadelo.&lt;/em&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn13" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn13" name="_ftnref13"&gt;[13]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estampa de um poder coercitivo, o tempo marca a impossibilidade de sua volta. A linha do tempo possui uma única direção, e o que passa é vivido apenas como lembrança, pois jamais retornará em sua singularidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não volta mais o que vivido foi,&lt;br /&gt;não volta mais o que se rememora.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;não volta mais o que contudo dói&lt;/em&gt;.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn14" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn14" name="_ftnref14"&gt;[14]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o agora é o caminho do tempo que se configura diante do Nada, abismo inefável à beira da morte. Ao ser humano cabe esta existência, na solidão de sua busca angustiada, e nela, a cuidar de sua morada poética, durante o percurso temporal que consuma no “exílio” de sua alma&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn15" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn15" name="_ftnref15"&gt;[15]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta no tempo a condição humana de ser para além do traço efêmero das horas que passam. Somente ao ser humano é dado este parto de dor, a dor do sentido, conquanto seja a morte a sombra do vazio que o atormenta durante o transcurso de sua existência. Todavia, a angústia do poeta&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn16" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn16" name="_ftnref16"&gt;[16]&lt;/a&gt; suspira como anseio ao chão duro da terra, ao olhar incessante diante da miséria da dor. Assim diz o poeta:&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;em&gt;A angústia foi-me a agrura da agonia,&lt;br /&gt;a angústia foi-me o ser que apedrejei.&lt;br /&gt;Antes de louco fizesse-me o guia&lt;br /&gt;da minha mente, que eu em mim não me sei&lt;/em&gt;.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn17" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn17" name="_ftnref17"&gt;[17]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não se lança a porta da existência ao abandono, mas ao sentido de sua busca na trajetória temporal de si mesma, “nesta existência de ânsia e desespero”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn18" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn18" name="_ftnref18"&gt;[18]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 - A cidade e suas órbitas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O poeta encontra-se situado no tempo e no espaço de sua história citadina. É um ser situado, um ser histórico, um morador da ilha de São Luís, no Maranhão, em fins da década de 1970. Em seu processo perceptivo dos acontecimentos da existência de sua cidade, este ser faz poesia. Ele se chama Nauro Machado. Desde suas lembranças nos tempos de infância&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn19" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn19" name="_ftnref19"&gt;[19]&lt;/a&gt;, até a maturidade de seus anos maduros nas ruas de sua pólis contemporânea. Ele é o ser que se move na poesia de sua cidade. Não a abandona em suas reflexões e em suas peregrinações cotidianas. Nauro não apenas habita em São Luís, mas tem uma relação de amor concreto com ela. Ele a pensa como inspiração de sua angústia diuturna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como o poeta vê a cidade em que vive? Qual o olhar que recai sobre ela? Que impressão esta ilha de ruelas e sobrados causa ao poeta? Nos versos de “As Órbitas da Água”, a cidade é vista sob a solidão do poeta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Morrerei cada vez mais solitário,&lt;br /&gt;guardando o sonho, a dor, o Deus, as mágoas&lt;/em&gt;.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn20" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn20" name="_ftnref20"&gt;[20]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No espaço de sua percepção, o poeta vê uma cidade às seis da tarde&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn21" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn21" name="_ftnref21"&gt;[21]&lt;/a&gt;, com o seu “povo alienado”, em mais um dia findado. Seu instante, porém, difere da constância de um ritmo previsível das calçadas. O tempo, em Nauro Machado, é o tempo da angústia&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn22" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn22" name="_ftnref22"&gt;[22]&lt;/a&gt;. O poeta caminha solitário como quem a tomar para si a indiferença do mundo, estampada na cidade contaminada pela “peste”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn23" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn23" name="_ftnref23"&gt;[23]&lt;/a&gt; da cotidianidade, sem saber, porém, que está doente. A doença do supérfluo ater-se aos fenômenos do mundo, sem deles extrair um sentido. É o que se observa, ao ler-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Às seis da tarde, na estrada de ferro.&lt;br /&gt;Solitariamente escuto o berro&lt;br /&gt;saído mudo das bocas humanas&lt;/em&gt;.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn24" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn24" name="_ftnref24"&gt;[24]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Soneto 49, observa-se outro exemplo que exprime o sentido do olhar poético sobre a cidade. Das pedras nas ruas, dos transeuntes perdidos, do cheiro pútrido das esquinas, tudo fala da cotidianidade percebida pelo poeta quem não apenas caminha, mas pensa seus passos situados no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade encontra-se arruinada. Sua falência está no dia-a-dia mecânico de seus afazeres, mostrando a si mesma o caos de seu próprio abandono. Nauro Machado exprime a crueza de sua beleza, que agora é cinzenta, na passagem do tempo figurada na idade secular de seus muros e sobrados em decadência. Logo no início do Soneto 49, vemos o quanto isso é sintomático para o poeta, quando exclama:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mostra a cidade à própria cidade!&lt;br /&gt;Mostra a cidade, sua ruína e fama,&lt;br /&gt;aos esplendores que o teu sexo invade&lt;br /&gt;na imunda boca sobre imunda mama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A relação sexual é metaforizada como amor do poeta a uma mulher amada, sofrida, e, ao mesmo tempo, odiada. A tormenta desta entrega revela a cama como tumba, lugar da excrescência mortal deste amor. É o que se lê, ainda no Soneto 49:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Abre-te toda! Mostra-nos tua idade:&lt;br /&gt;trezentos e mais anos!, e derrama&lt;br /&gt;- como mulher – tua cumplicidade&lt;br /&gt;de quem se entrega, nua, à tumba-cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O concreto desta relação situa-se na incompletude, como um ato de amor a ser suprido ainda pelo homem. O gozo é efêmero, mas nada satisfaz o desejo voraz desta mulher na busca por satisfazer o ímpeto sexual. O poeta apenas deixa algumas marcas no caminho tortuoso desta jornada carnal. E continua no mesmo soneto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Goza com ela, no teu orgasmo duplo,&lt;br /&gt;o que de mim te falta e que não supro&lt;br /&gt;multiplicado n vezes, em n´s.&lt;br /&gt;Abre-te toda, mãe despossuída,&lt;br /&gt;por mim levada no que a própria vida&lt;br /&gt;desbaratou em pó, em feze, em pedra, em pênis.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4 - Deus nas águas de Nauro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A temática sobre Deus é um dos pontos centrais da obra poética de Nauro Machado. Em “As Órbitas da Água”, tal preocupação surge como uma de suas principais idéias. O alheio do ser encontra em Deus um eixo de fecunda relação com o humano, oposto a toda regra de norma ou doutrina. Este Deus habita no porão da angústia humana, no Nada da existência conduzida pelo drama do ser. As águas de Deus conduzem o homem ao abismo de sua consciência em conflito. Ele “vai me levando ao outro lado, por me / teres feito de nada, Tu, o alheio extremo”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn25" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn25" name="_ftnref25"&gt;[25]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecunda é assim a idéia de Deus, a mastigar a essência humana de sentido, pela angústia que lhe é cara. O poeta rumina Deus, em seu vale de angústia. A sua relação fere a teologia tradicional do ser absoluto que vê o homem de cima, em algum céu distante e pré-julgatório. Ao contrário, Deus é o próprio alimento diário do poeta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mastigo tanto o espírito!, e sei o credo&lt;br /&gt;Deus, espinafre podre a ensandecer&lt;br /&gt;- na estrela-víscera – o cio em Deus Pai ...”&lt;/em&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn26" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn26" name="_ftnref26"&gt;[26]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, a partir deste ponto, vê-se que é na fecunda expressão da palavra que o humano se reencontra com Deus, sabendo-se na finitude que concebe o eu na dimensão do divino: “eu, o Senhor de mim, verbo assinalado”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn27" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn27" name="_ftnref27"&gt;[27]&lt;/a&gt;.Com efeito, Deus surge como um tecido a ser construído pelas mãos diligentes do alfaiate-homem, no aqui temporal de sua angústia, de seus impasses, de suas fornalhas ardentes, como diria o romancista russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o poeta, falar a respeito de Deus é uma de suas maiores tormentas. Esta imagem ganha um espaço fundamental na vasta obra poética de Nauro Machado. Ele mesmo diz a esse respeito que Deus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o círculo cujo centro está em todas as partes e o ponto terminal no fim de todo início; exceto a possibilidade de vê-Lo, de cheirá-Lo, Deus é o desafio encarnado de um Verbo no espaço cego da mutez mais vasta na boca do Nada que se anseia às portas do Tudo.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn28" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn28" name="_ftnref28"&gt;[28]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, esse traço existencial de Deus, pela palavra, ressoa como um dos elementos de maior relevância na obra do poeta maranhense. Em “As Órbitas da Água”, especificamente, Deus encontra-se no drama do mundo, como “Deus-mundo”, “Deus-fruto”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn29" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn29" name="_ftnref29"&gt;[29]&lt;/a&gt;, no espaço fecundo de um eterno voltar-se a Deus, ainda que persistam na terra o silêncio, as dúvidas e o vazio repetido pela palavra angustiada da existência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dói demais o muito do Teu opaco,&lt;br /&gt;a Tua transparência tão nenhuma,&lt;br /&gt;Senhor rasgado, qual cosido saco&lt;br /&gt;do todo inteiro em arruinada ruma&lt;/em&gt;.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn30" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn30" name="_ftnref30"&gt;[30]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melodia da música divina depara-se com o Nada&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn31" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn31" name="_ftnref31"&gt;[31]&lt;/a&gt;, isto é, com a ausência absoluta de sentido, sobretudo diante da finitude humana, na presença da morte. Nada mais duro que as pedras que falam e “batem na minha esperança”, “para fazer-me Deus de um outro eterno”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn32" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn32" name="_ftnref32"&gt;[32]&lt;/a&gt;. Deste rogar, à guisa de uma súplica existencial, brotam as pedras da angústia e da morte, que, finalmente, conduzem o poeta ao Paraíso Perdido de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, “toda uma idéia é um mar em Deus imerso”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn33" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn33" name="_ftnref33"&gt;[33]&lt;/a&gt;, o que conduz a existência ao ponto nevrálgico das águas atormentadas pela pedra de Deus. Esta pedra figura como as águas da existência, que o poeta percebe em movimento centrífugo. É de lá que surge o conteúdo para a expressão de sua morada originária, que é a palavra como momento único, jamais repetido, isto é, o tempo singular da mortal fala humana acerca do divino. É neste âmbito que o poeta existe, na ambiência do sagrado, pois se sabe como portador de um olhar efêmero, mas raro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;enquanto o tempo já fatal me míngua,&lt;br /&gt;cuido da alvenaria de Deus na língua,&lt;br /&gt;na mesma dor do fim que somos ambos&lt;/em&gt;.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn34" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn34" name="_ftnref34"&gt;[34]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu aspecto único, paira a poesia de Nauro Machado na sublime “sensação de Deus”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn35" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn35" name="_ftnref35"&gt;[35]&lt;/a&gt;, como a exprimir, como ser existente, toda solidão, crueza, beleza e sentido de uma palavra que se desespera de si, na contemplação faminta do humano em curso para a morte, desde “a anca do túmulo à altura de Deus, este tamanho de coisa acabada”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn36" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn36" name="_ftnref36"&gt;[36]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim resplandece a poética de Nauro Machado, em “As Órbitas da Água”, no padecimento da existência como angústia, gerando a consciência atormentada de que, mesmo enquanto seres finitos, rompemos a lacuna da morte, ao descobrirmos o espaço poético na alma, conflitada pela presença meta-física de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOGRAFIA CONSULTADA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MACHADO, Nauro. &lt;strong&gt;As Órbitas da Água (sonetos)&lt;/strong&gt; – Prêmio “Sousândrade” – Cidade de São Luís, 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEÃO, Ricardo. &lt;strong&gt;Tradição e Ruptura: a lírica moderna de Nauro Machado&lt;/strong&gt;. São Luís: Fundação Cultural do Maranhão, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LOBATO, Maria de Nazaré Cassas de Lima. &lt;strong&gt;A Revelação de Nauro Machado&lt;/strong&gt;. São Luís: EDUFMA, 1987.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HEIDEGGER, Martin. &lt;strong&gt;Ser e Tempo&lt;/strong&gt; – Parte II. 3 ed. Tradução de Márcia de Sá Cavalcante. Petrópolis, RJ: Vozes, 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SHAKESPEARE, William. &lt;strong&gt;Hamlet.&lt;/strong&gt; Coleção Obra Prima de cada Autor. São Paulo: Martin Claret, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÓFOCLES. &lt;strong&gt;Édipo Rei.&lt;/strong&gt; Coleção Obra Prima de cada Autor. São Paulo: Martin Claret, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Obra vencedora do Prêmio “Sousândrade” – Cidade de São Luís, em 1979.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Cf. Ser e Tempo, 2ª Seção, ∫ 53 , pp. 43-51.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Cf. 2ª Seção, ∫ 45, p. 11.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; O termo “problema”, tomado a partir de uma abordagem filosófica, é tudo aquilo que exige uma solução por meio da racionalidade humana.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Cf. As Órbitas da Água, Soneto 7.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; Idem, Soneto 8.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Ibidem, Soneto 12.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; Cf. Hamlet, Ato 5.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref9" name="_ftn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; Cf. Édipo Rei, de Sófocles.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref10" name="_ftn10"&gt;[10]&lt;/a&gt; Cf. As Órbitas da Água, Soneto 13.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref11" name="_ftn11"&gt;[11]&lt;/a&gt; Cf. Ser e Tempo, 2ª Seção, ∫ 45, pp. 13-14.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref12" name="_ftn12"&gt;[12]&lt;/a&gt; Cf. As Órbitas da Água, Soneto 16.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn13" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref13" name="_ftn13"&gt;[13]&lt;/a&gt; Idem, Soneto 17.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn14" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref14" name="_ftn14"&gt;[14]&lt;/a&gt; Cf. Idem, Soneto 23.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn15" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref15" name="_ftn15"&gt;[15]&lt;/a&gt; Ibidem, Soneto 28.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn16" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref16" name="_ftn16"&gt;[16]&lt;/a&gt; Ibidem, Soneto 74.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn17" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref17" name="_ftn17"&gt;[17]&lt;/a&gt; Ibidem, Soneto 41.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn18" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref18" name="_ftn18"&gt;[18]&lt;/a&gt; Ibidem, Soneto 40.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn19" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref19" name="_ftn19"&gt;[19]&lt;/a&gt; Cf. As Órbitas da Água, no final do Soneto 9.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn20" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref20" name="_ftn20"&gt;[20]&lt;/a&gt; Cf. Idem, Soneto 46.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn21" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref21" name="_ftn21"&gt;[21]&lt;/a&gt; Ibidem, Soneto 47.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn22" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref22" name="_ftn22"&gt;[22]&lt;/a&gt; Idem.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn23" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref23" name="_ftn23"&gt;[23]&lt;/a&gt; Cf. Op. cit, Soneto 46.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn24" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref24" name="_ftn24"&gt;[24]&lt;/a&gt; Idem, Soneto 47.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn25" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref25" name="_ftn25"&gt;[25]&lt;/a&gt; Cf. As Órbitas da Água, Soneto 6.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn26" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref26" name="_ftn26"&gt;[26]&lt;/a&gt; Idem, Soneto 9.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn27" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref27" name="_ftn27"&gt;[27]&lt;/a&gt; Ibidem, Soneto 10.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn28" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref28" name="_ftn28"&gt;[28]&lt;/a&gt; Cf. DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO MARANHÃO, Ano LXXIX, Edição especial, nº 06, São Luís, Maranhão, Agosto de 1986, p. 52-53, apud: LEÃO, Ricardo. Tradição e Ruptura: a lírica moderna de Nauro Machado, São Luís: Fundação  Cultural do Maranhão, 2002, p.130-131.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn29" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref29" name="_ftn29"&gt;[29]&lt;/a&gt; Cf. As Órbitas da Água, Soneto 21.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn30" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref30" name="_ftn30"&gt;[30]&lt;/a&gt; Idem, Soneto 22.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn31" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref31" name="_ftn31"&gt;[31]&lt;/a&gt; É significativa a metáfora utilizada pelo poeta para ilustrar a relação entre o Nada e Deus, no final do Soneto 24, quando o poeta assinala: “Ó treva póstuma do outro caminho: / amanhecendo está, devagarinho, / dormindo o nada e Deus na mesma cama”.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn32" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref32" name="_ftn32"&gt;[32]&lt;/a&gt; Cf. As Órbitas da Água, Soneto 53.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn33" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref33" name="_ftn33"&gt;[33]&lt;/a&gt; Idem, Soneto 55.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn34" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref34" name="_ftn34"&gt;[34]&lt;/a&gt; Cf. As Órbitas da Água, Soneto 82.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn35" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref35" name="_ftn35"&gt;[35]&lt;/a&gt; Idem, Soneto 86.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn36" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref36" name="_ftn36"&gt;[36]&lt;/a&gt; Idem, Soneto 75.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-445347017763887977?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/445347017763887977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=445347017763887977' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/445347017763887977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/445347017763887977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/artigo-nas-rbitas-da-poesia-de-nauro.html' title='Artigo: Nas órbitas da poesia de Nauro Machado'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-1891813573123723582</id><published>2008-07-08T07:41:00.000-07:00</published><updated>2008-07-08T07:48:06.873-07:00</updated><title type='text'>Artigo: Perspectivas Metodológicas sobre o Ensino de Filosofia no CEFET-MA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;PERSPECTIVAS METODOLÓGICAS SOBRE O ENSINO DE FILOSOFIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NO CEFET-MA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Jorge Antônio Soares Leão&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RESUMO:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O presente projeto, intitulado “Filosofia com Arte no Ensino Médio”, consiste em uma pesquisa sobre a relação entre filosofia e arte, nas atividades do ensino da disciplina de filosofia para estudantes da segunda série do ensino médio, turno vespertino, do Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão. O projeto é realizado por meio de um convênio interinstitucional com a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA – e seu foco de atenção delimita-se à questão da metodologia de ensino de filosofia no ensino médio, e o debate e socialização desta experiência em outras escolas que oferecem a disciplina de Filosofia em sua grade curricular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palavras-chave:&lt;/strong&gt; Filosofia, Arte, Ensino, Metodologia, Ensino Médio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 – A filosofia e seu ensino em diálogo com a arte&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A filosofia constitui o saber pensar pelas causas, buscando os fundamentos da existência, cuja proposta última desemboca na realização integral do ser humano. Entretanto, no contexto específico da escola, observa-se que o ensino da filosofia, como uma disciplina curricular, ainda encontra-se vinculado a um esquema de temas e abordagens fixos na rigidez de aulas desmotivantes, sem qualquer relação com o dia-a-dia dos estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, este projeto de pesquisa pretende estimular professores e estudantes de filosofia a pensar juntos uma metodologia de ensino que se aproxime das questões essenciais da existência humana, sem que para isso tenhamos que distanciar os conteúdos filosóficos de seus ouvintes, por meio de uma linguagem hermética e descontextualizada da história vivida de cada participante da aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este diagnóstico nos convida a pensar uma maneira de ensinar filosofia a partir da sensibilidade do estudante entendido com ser pensante, e concentrando o foco de seu objetivo na aproximação entre dois saberes tidos como inúteis, no contexto social, capitalista e pragmático, em que nos situamos. Sabe-se, contudo, que a filosofia e a arte possuem uma tarefa substantiva para a formação educacional do ser humano, pois seus processos de aprendizagem ultrapassam a mera fixidez de respostas prontas e acabadas, que muitas vezes inibem no jovem o despertar para o pensar e levantar questões a respeito de sua vida, a partir do que é transmitido pela escola. Por isso, vê-se a importância de desenvolver projetos de pesquisa que contemplem o ensino de filosofia a partir de uma experiência significativa para professores e estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é sabido, as imagens construídas pela sociedade do filósofo e do artista quase sempre estão envoltas em uma teia estereotipada de preconceitos. Dizer coisas que ninguém entende ou criar obras de arte com símbolos incompreensíveis são os elementos presentes na impressão imediata de quem lê um texto de filosofia ou visita uma exposição de arte. Entretanto, qual seria então o motivo de um tratamento como este?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vive-se no tempo das relações velozes, em que tudo adquire mais ou menos importância se pode ser negociado pelas cotações econômicas do mercado. O próprio conceito de utilidade vincula-se à idéia de produtividade. Assim, ler um texto de Platão ou apreciar uma sinfonia de Mozart não levaria ninguém a nada, uma vez que suas tarefas estariam desprovidas de funcionalidade. Nesse sentido, uma bicicleta é mais “útil” que um compositor da música erudita ou um texto clássico de filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, surge a pergunta: qual a importância da filosofia e da arte, posto que não possuem utilidade imediata? Ora, pelo fato de alguma coisa não ser útil como um objeto dado, isso não quer dizer que tal coisa não seja necessária para a existência humana. “Nem tudo que parece ser inútil é desnecessário” (FEITOSA, 2004, p. 25). Por isso, pensamos que aproximar o olhar do filósofo à sensibilidade do artista conduz a uma possibilidade de compreender com maior profundidade o drama humano no mundo, repleto de valores, sonhos, idéias e utopias, mas também de fracassos, tristeza, conflitos e indiferença. Desse modo, conforme a análise de Charles Feitosa, em seu texto “Explicando a Filosofia com Arte”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a parceria entre a filosofia e a arte torna possível tratar com alegria e leveza alguns temas importantes e complexos da cultura e da existência, tais como o sentido da realidade, o lugar da ciência na sociedade, as interpretações do corpo e da natureza, a relação entre arte e verdade, a transitoriedade do amor e a inevitabilidade da morte. (FEITOSA, 2004, p. 8)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a estima, a admiração e o respeito pela busca do sentido da existência podem transformar-se num momento de encontro de amigos e de intensa riqueza poética. Ainda que estejamos vivenciando momentos de distanciamento e indiferença em relação ao fazer pedagógico no contexto da escola pública brasileira, pensamos ser este projeto de pesquisa um compromisso social e político com a dinâmica existencial de nossos sonhos e utopias, a partir de um olhar crítico e de uma sensibilidade estética, que se renovam a cada novo abrir das cortinas para o início de mais um espetáculo, que devem ser as aulas de filosofia. Foram estes elementos que nos exigiram uma abordagem metodológica participativa e investigativa, contribuindo decisivamente para a constante melhoria na dinâmica das aulas e no próprio enfoque que se quer apresentar ao ensino de filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 – O desenvolvimento do ensino de filosofia por meio da pesquisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O ensino de filosofia precisa vincular-se ao contexto do estudante, no caso aqui a realidade do Ensino Médio. A partir deste pressuposto, vê-se o quanto o desenvolvimento de um projeto de pesquisa pode favorecer uma experiência significativa com o processo pedagógico em sala de aula. Desse modo, surgiu o projeto “Filosofia com Arte no Ensino Médio”, com o propósito de alcançar os seguintes objetivos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Promover um diálogo enriquecedor entre filosofia e arte, por meio de uma metodologia de ensino de filosofia significativa, investigativa e dinâmica;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estimular professores e estudantes de filosofia a pensar juntos uma metodologia de ensino que apresente os conteúdos filosóficos de modo significativo diante do contexto vivido pelos estudantes do ensino médio;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Elevar o olhar do estudante do plano imediato das normas, fatos, leis e dados para o caminho da descoberta filosófica, a partir do diálogo entre os conteúdos de filosofia e as diversas linguagens e manifestações artísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale ressaltar, que, para o pleno desenvolvimento de um projeto de iniciação científica, será necessário o total envolvimento do professor, que deve assumir a postura de um orientador criterioso, inserido no acompanhamento do cronograma, e situado na relação estabelecida entre a pesquisa e o contexto da sala de aula, isto é, ponderando e avaliando constantemente os passos propostos quando da elaboração do projeto de pesquisa. Por isso, fez-se necessária a prática de encontros semanais com os estudantes bolsistas, em grupos de estudos, onde foram debatidos e aprofundados os temas da pesquisa, assim como percebidos os fatores que possivelmente pudessem inibir o bom andamento da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4 – A contextualização da experiência no CEFET-MA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão – CEFET-MA - é uma instituição da rede federal de ensino, de caráter híbrido, tendo em seu âmbito interno realidades de ensino médio, ensino médio integrado ao ensino técnico, ensino técnico-profissionalizante e ensino superior. Diante desta multiplicidade de experiências, várias são as diferenças, desde o projeto pedagógico de cada curso oferecido, até as dificuldades de um planejamento interdisciplinar, diante da estrutura organizacional da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade sócio-econômico-cultural também é diversa, com alguns alunos situados em condições boas a nível sócio-econômico e outros sem grandes recursos financeiros, exigindo dos professores um profundo conhecimento dessa realidade, a fim de contextualizar suas disciplinas com tais elementos sociológicos. Os alunos bolsistas do projeto “Filosofia com Arte no Ensino Médio” são alunos sem grandes condições econômicas, o que em momento algum vem dificultando a participação dos mesmos na realização das atividades da pesquisa, pois se observa grande interesse e responsabilidade por parte de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, as atividades foram iniciadas, partindo do enfoque de leitura de textos direcionados para as temáticas envolvendo a metodologia do ensino de filosofia e sua articulação possível com as linguagens de arte. Após o estudo introdutório sobre filosofia da arte, seguido das visitas a centros culturais e apresentações artísticas, e apresentação de relatórios críticos sobre cada apresentação, os alunos bolsistas puderam escolher uma linguagem de arte que mais se identificavam (literatura, música, cinema, teatro, artes plásticas, etc.), e relacionar com os conteúdos de filosofia, a fim de perceberem como a arte, em suas múltiplas possibilidades de expressão, pode contribuir para dinamizar as aulas de filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, cada observação correspondeu a uma abordagem metodológica, em sintonia direta com a dinâmica das aulas, propondo os alunos pesquisadores sugestões ao professor, para o enriquecimento da metodologia de ensino de filosofia. Com as sugestões, o professor analisa conjuntamente com os alunos os elementos a serem encaminhados para o plano pedagógico de sua escola. Após esta coleta de dados, foi concluída a pesquisa, servindo de base para o resultado final do projeto, com a elaboração de artigos do professor e dos alunos bolsistas, para serem socializados para toda a realidade da escola. Este deve ser o momento culminante do projeto, por meio da socialização da pesquisa desenvolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, enquanto atividade pedagógica direcionada para a pesquisa, centrada no problema da metodologia do ensino de filosofia, este projeto vincula-se à necessidade do desenvolvimento de atividades centradas em dois momentos principais, a saber: uma pesquisa bibliográfica e uma pesquisa de campo. O levantamento bibliográfico, o fichamento e a leitura filosófica dos textos foram realizadas durante o período de outubro de 2006 a outubro de 2007, pelo convênio PiBiC – Jr, em parceria do CEFET-MA com a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA – juntamente com visitas a centros culturais e eventos artísticos, onde os alunos bolsistas elaboraram relatórios de pesquisa, a fim de relacionar as linguagens de arte estudadas – música, literatura, teatro, cinema, dança e artes plásticas – com os conteúdos filosóficos trabalhados em sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5 – Avaliação dos resultados da pesquisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Com o desenvolvimento da pesquisa, foi possível observar os seguintes resultados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Descoberta da importância da arte como elemento de interlocução com o saber filosófico, enquanto situado em sua prática de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que os conteúdos de filosofia podem levar a uma reflexão crítica das imagens e manifestações artísticas em seus mais variados campos de atuação, assim como a expressão e apreciação estéticas podem conduzir o estudante de filosofia a um processo de elaboração conceitual motivado pela sensibilidade artística, enquanto condutora instigante da tarefa do pensar filosófico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Percepção da necessidade de uma metodologia de ensino de filosofia mais próxima do contexto vivido pelos estudantes do ensino médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mudança a partir do olhar do estudante no modo de entender o papel da escola no mundo de hoje, saindo do mero plano imediato das fórmulas, registros, arquivos, informações e dados do passado para o caminho da descoberta investigativa e da reflexão filosófica, a partir do diálogo entre filosofia e arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6 – Considerações finais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A previsão é de que o projeto possa ser continuado no CEFET-MA, como atividade acadêmica que se propõe a pensar o ensino da filosofia na escola. Ampliar esta idéia deve ser, portanto, uma prioridade, a fim de que outras escolas e professores possam tomar conhecimento deste projeto e contribuírem para a melhoria e aperfeiçoamento do mesmo. Por meio de seminários, encontros, mostras cientificas de ciência e tecnologia, cafés filosóficos e outros meios de divulgação, pode-se motivar outros colegas professores a desenvolverem experiências similares, com a elaboração de projetos de pesquisa que visem à autonomia intelectual de nossos jovens estudantes. Entendemos ser possível este caminho tanto para a filosofia, quanto para as demais disciplinas curriculares do ensino médio, inclusive permitindo outros meios de ingresso às universidades, que não o vestibular, muitas vezes reducionista e distante da autonomia intelectual pretendida pela filosofia e pelo conhecimento científico, a fim de levar em consideração experiências de projeto de pesquisa na realidade do ensino médio, pois o perfil de um estudante pesquisador, crítico, reflexivo e atuante é o que se propõe para as escolas, para as universidades e para o conjunto de nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ALVES, Dalton José. &lt;strong&gt;A filosofia no ensino médio&lt;/strong&gt; – ambigüidades e contradições da LDB. Campinas, SP: Autores Associados, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARANTES, Paulo... et all ; MUCHAIL, Salma T. (org.). &lt;strong&gt;Filosofia e seu ensino&lt;/strong&gt;. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes; São Paulo: EDUC, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHAUÍ, Marilena. &lt;strong&gt;Filosofia – Série Brasil, Ensino Médio&lt;/strong&gt; – Volume Único. São Paulo: Ática, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COLI, Jorge. &lt;strong&gt;O que é Arte&lt;/strong&gt;. Coleção “Primeiros Passos”. São Paulo: Brasiliense, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DELEUZE, Gilles; GUATARRI, Félix. &lt;strong&gt;O que é a filosofia?&lt;/strong&gt; Tradução: Bento Prado Jr. E Alberto Alonso Muñoz. São Paulo: Editora 34, 1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FEITOSA, Charles. &lt;strong&gt;Explicando a Filosofia com Arte&lt;/strong&gt;. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOSCHEILD, Dominique e WUNENBURGER, Jean-Jacques. &lt;strong&gt;Metodologia Filosófica&lt;/strong&gt;. Tradução Paulo Neves. São Paulo: Edições Loyola, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GALLO, Silvio; KOHAN, Walter Omar (orgs.). &lt;strong&gt;Filosofia no ensino médio&lt;/strong&gt;. Vol. VI. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KOHAN, Walter (org.). &lt;strong&gt;Ensino de filosofia: perspectivas&lt;/strong&gt;. Belo Horizonte: Autêntica, 2002, 296p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIPMAN, Mathew; SHARP, Ann Margaret; OSCANYAN, Frederick S. &lt;strong&gt;A Filosofia na Sala de Aula.&lt;/strong&gt; Tradução: Ana Luiza Fernandes Falcone. São Paulo: Nova Alexandria, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NUNES, Benedito. &lt;strong&gt;Introdução à Filosofia da Arte&lt;/strong&gt;. São Paulo: Buriti, 1966.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8598308621163285307#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Professor de Filosofia do Ensino Médio no CEFET-MA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-1891813573123723582?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/1891813573123723582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=1891813573123723582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/1891813573123723582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/1891813573123723582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/artigo-perpectivas-metodolgicas-sobre-o.html' title='Artigo: Perspectivas Metodológicas sobre o Ensino de Filosofia no CEFET-MA'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-6273009052753516998</id><published>2008-07-07T11:22:00.000-07:00</published><updated>2008-07-07T11:23:36.763-07:00</updated><title type='text'>Agora é lei: A Filosofia e a Sociologia no Ensino Médio</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Agora é lei: a Filosofia e a Sociologia no Ensino Médio das escolas brasileiras&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Finalmente a lei que obriga o ensino de Filosofia e Sociologia em todas as séries do ensino médio no Brasil foi aprovada no último dia 2 de junho. O Congresso Nacional alterou o artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. O projeto de lei n. 1641/2003, do deputado Ribamar Alves (PSB-MA), foi primeiramente aprovado na Câmara dos Deputados, e posteriormente, no dia 8 de maio deste ano, no Senado Federal. Espera-se agora que os professores destas disciplinas tenham suas vagas garantidas por meio de concursos públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, faz-se necessário mobilizar as secretarias estaduais e municipais de educação nesta luta. A importância de inserir Filosofia e Sociologia no ensino básico é inquestionável. Mas não é suficiente tê-las no currículo, é preciso um esforço contínuo de formação para os professores, a fim de que haja de fato um ensino de qualidade para os nossos estudantes. Por isso, é também fundamental a atuação conjunta com os departamentos de Filosofia e de Sociologia de nossas universidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra mobilização necessária neste momento histórico é organizar núcleos de pesquisa  sobre o ensino de Filosofia e Sociologia. Os desafios encontrados nas escolas brasileiras são de ordem variada e complexa. Vários problemas acompanham o dia-a-dia dos professores. Além de estruturas físicas muitas vezes depauperadas, sobretudo na rede pública de ensino, observa-se a falta de preparo de muitos professores, além de permanente ausência de compromisso ético com o ensino, não somente de Filosofia e Sociologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como as universidades, que formam profissionais para a licenciatura em Filosofia e Sociologia, precisam oferecer cursos de formação continuada, nos aspectos fundamentais do ensino, tais como: planejamento, conteúdos, metodologia, avaliação e estrutura curricular. Desconsiderar a formação educacional de nossos professores é prejudicar em suas bases o processo de inserção da Filosofia e da Sociologia nas escolas brasileiras. De fato, não adianta muita coisa ter um diploma de graduação, e não estar em permanente estado de formação. E isso a universidade pode e deve fazer, basta oferecer cursos regulares de formação continuada para professores. Assim também como as secretarias municipais e estaduais de educação devem assumir este compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos parar de pressionar também a nós mesmos, professores, para que a cada dia o ensino filosófico e sociológico constituam pilares da formação cidadã de nossa juventude. Entendendo que estas disciplinas são garantia de uma responsabilidade ética, na construção de um mundo mais justo e fraterno para todos, a começar pelas crianças. Além de considerar que tais horizontes não se colocam repentinamente, sem o cuidado lento e gradual no contato direto com bons livros, boas bibliotecas, equipes de planejamento interdisciplinar, núcleos de pesquisa integrados, o bom uso em sala de aula dos recursos multimídia e, acima de tudo, a contextualizaçã o dos conteúdos com a realidade concreta da vida dos estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, que esta lei possa garantir que as novas gerações sejam de fato conscientizadas de sua importância para a habitação de um mundo em que filósofos e sociólogos sejam muito mais que repassadores de informações do passado, mas agentes vivos de um pensamento que aponta para um futuro melhor, pois finca seus pés no presente, tendo como alicerce aquilo que de mais importante nos legou o passado, a nossa herança cultural. Que também esta lei não se torne no Brasil palavra morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do CEFET-MA e membro do MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-6273009052753516998?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/6273009052753516998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=6273009052753516998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/6273009052753516998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/6273009052753516998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/agora-lei-filosofia-e-sociologia-no.html' title='Agora é lei: A Filosofia e a Sociologia no Ensino Médio'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-4774916215327955525</id><published>2008-07-07T02:53:00.000-07:00</published><updated>2008-07-07T02:55:38.862-07:00</updated><title type='text'>Avaliação das aulas de Filosofia pelos alunos do CEFET-MA</title><content type='html'>cAROS AMIGOS,&lt;br /&gt;aí estão alguns relatos dos alunos do 3º ano do Ensino Médio do CEFET-MA  - Ano de 2007&lt;br /&gt;Avaliação final da disciplina, do professor e dos alunos de filosofia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Turma 304 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... você repassou bem seus conhecimentos da disciplina, em momento algum você fugiu do assunto. Suas aulas eram bem criativas, isto é, no sentido que todos pudessem entender.&lt;br /&gt;Se não fosse a sua maneira de ensinar, até hoje eu odiaria filosofia. Você fez com que os alunos entendessem a disciplina, simplesmente de uma maneira mais dinâmica.”&lt;br /&gt;“... eu não ligava pra filosofia, era apenas mais uma disciplina pra me atrapalhar, como eu tava enganada. Aprendi muito com todos os assuntos, tirei muita coisa boa, a cada assunto eu tirava algo pra minha vida.” –   Siloni Alves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“a disciplina foi trabalhada de um modo bastante diversificado, abrangendo várias áreas, todas com muita relação com a filosofia, de uma maneira ou de outra, com variados métodos de trabalho, desde o debate junto à turma até a apresentação de vídeos.&lt;br /&gt;Ela foi passada de maneira compreensiva, poucas foram as vezes que eu me senti um pouco confuso nos temas abordados, e ainda o que é bom, surgimento de várias dúvidas, porque é assim que se desenvolve, com análise e questionamento a cada argumento que nos é passado.”   Ivo Thomas Froes Cruz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O estudo de filosofia durante esses dois anos no CEFET teve, para mim, uma importância indiscutível. Através dos problemas trabalhados, pude organizar meus valores pessoais e até mesmo, aprender mais sobre eles. Todos os temas, sem diferença, me ajudaram de alguma forma. Matrix, política, ética, linguagem, antropologia, Prometeu acorrentado, entre outros deixaram uma marca e uma aprendizagem na minha vida, contribuindo efetivamente para minha formação.”   Raíla Silva Maciel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As aulas de filosofia são maravilhosas. As melhores que já tive, porque são sempre contextualizadas, dinâmicas, fazendo com que nos chame a atenção para os temas abordados.&lt;br /&gt;... o professor soube chamar atenção, impor respeito sem se tornar autoritário. (...) soube explorar os assuntos, envolver os alunos.”  Nadejda Silva Ferres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“neste semestre pude notar novamente que é uma disciplina indispensável no currículo escolar, pois estimula o raciocínio. Nas aulas é inevitável adotar um ponto de vista e ter pelo menos um argumento sobre. O que revela sua importância.&lt;br /&gt;O professor soube estimular o raciocínio. Aulas expositivas? Jamais, sempre em debates, fazendo com que nós aprendêssemos a argumentar e defender nosso ponto de vista. O que é, ao meu ver, o objetivo da disciplina.”  Bruno Pontes Quintanilha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Turma 302 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sempre gostei das aulas de filosofia. Tudo foi válido. Os textos, debates e os trabalhos foram riquíssimos, o que demonstrou que, realmente, o objetivo das aulas foi alcançado: tornar os alunos seres pensantes, críticos e humanizados.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Parando um pouco e percebendo que dois anos se passaram, vejo que aprendi muito e, mesmo que às vezes eu não saiba o que eu quero ser, hoje, sei o que não quero para minha vida com mais confiança. A filosofia me possibilitou pensar que sou responsável por aquilo que cativo, que é preciso dar o devido valor à ética, política e minha liberdade. E ter sempre o desejo de buscar o conhecimento.”   Dayanna Gomes Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No ano que se passou pude aprender coisas que me serviram como lição e que, com certeza, vou levar comigo para o resto de minha vida. Coisa de fundamental importância foram ensinadas durante o ano, como o amor à vida, o amor ao próximo e também o amor a nós mesmos, que é o mais importante para se alcançar o autoconhecimento.”  Willyson Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Filosofia é uma porta para todos os conhecimentos, inclusive o autoconhecimento. Aprender sobre filosofia me ajudou em leitura e interpretação. (...) Não tenho muito o que citar como negativo, de repente, talvez, faltou apenas um passeio “filosófico didático”. “  Dillfrancy Espíndola dos Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Assim como no ano de 2006, o de 2007 não foi diferente, tivemos aulas de filosofia muito boas, com a análise de textos, apresentações de trabalhos e principalmente a análise de uma obra excelente: “A última grande lição”, de Mitch Albom, que nos mostrou uma bela lição de vida, perseverança e amor. Além disso, assistimos a filmes que nos proporcionaram uma melhor aprendizagem do tema estudado. (...)&lt;br /&gt;Pude aprender significativamente os aspectos abordados em sala de aula, o que propiciou uma melhor visão crítica do social e um crescimento quanto ser humano, especialmente quando tive a oportunidade de ler “A última grande lição”.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Luanna Lopes Padilha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Turma 301&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“... poderíamos ter mais da História da Filosofia, mas para isso precisaríamos de mais tempo. Apesar disso, a matéria foi muito bem trabalhada, na medida do possível. O mais importante foi visto: a base para entendermos de fato a filosofia e agir como seres pensantes. Dessa forma analisaremos melhor os textos filosóficos, percebendo e criticando a realidade à nossa volta.”&lt;br /&gt;Jorge Araújo Martins Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... acredito que a matéria foi dada da maneira mais fácil de ser entendida, com textos, debates, músicas, enfim, nos passando situações do cotidiano em que poderemos compreender o assunto trabalhado e não uma forma decorativa de aprender um conteúdo que cairá no vestibular.&lt;br /&gt;(...) acredito que você foi o único professor com que eu tive contato diretamente em termos pessoais, fora da sala de aula. Queria agradecer por ter me ajudado em todos os sentidos, em tentar me ajudar a compreender o assunto, a ser mais maduro em diferentes situações... Apesar do momento de crise nos primeiros momentos de convívio da nossa turma para com você, acredito que todos os alunos (sem exceção) falarão quase a mesma coisa que estou falando e até melhor. (...) Obrigado por tudo!”&lt;br /&gt;Ueider Moraes Rego da Silva Júnior&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-4774916215327955525?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/4774916215327955525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=4774916215327955525' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/4774916215327955525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/4774916215327955525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/avaliao-das-aulas-de-filosofia-pelos.html' title='Avaliação das aulas de Filosofia pelos alunos do CEFET-MA'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-208888974697338265</id><published>2008-07-04T04:07:00.000-07:00</published><updated>2008-07-04T04:27:59.808-07:00</updated><title type='text'>Entrevista a Revista Estilos Educaçao</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nome completo&lt;/strong&gt;: Jorge Antônio Soares Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Idade:&lt;/strong&gt; 33&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Formação&lt;/strong&gt;: Licenciado em Filosofia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explique de forma breve o projeto.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O projeto centra sua atenção sobre uma proposta metodológica para o ensino de Filosofia, tendo as linguagens de Arte como elementos participantes do processo. Ele é direcionado para o Ensino Médio, dentro do contexto do CEFET-MA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como surgiu a idéia do projeto?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A idéia surgiu da necessidade de garantir um ensino filosófico em sala de aula, sem que isso se tornasse para os alunos algo desconectado de sua vida. Daí o encontro com a Arte, mais propriamente a literatura, o teatro, a música e o cinema. Penso que, após a fundamentação teórica dos conteúdos, é necessário que ocorra um elemento motivador, que aproxime a linguagem filosófica do saber dos alunos e dos problemas contemporâneos, por isso o uso de tais linguagens de Arte em sala de aula como propostas para trabalhos em grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando iniciou?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dinâmica do projeto surgiu da experiência realizada em sala de aula. Quando comecei a dar aulas no CEFET-MA, em março de 2002, não tinha qualquer experiência com o ensino de Filosofia, e foi a partir de uma dramatização do mito de Édipo, adaptada pelos alunos, que percebi o quanto é necessário o professor perceber que a sua formação acadêmica precisa estar cotidianamente ligada a uma sensibilidade estética, isto é, a um processo de criação e recriação de seu próprio fazer pedagógico, que, em grande parte, é oriundo daquilo que o professor é capaz de aprender com seus alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É difícil lecionar Filosofia para o Ensino Médio?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tudo pode se tornar complicado, sem compromisso e amor. Até tomar um copo d´água pode ser um suplício, para quem não vê a necessidade da água para sua vida. Do mesmo modo o ensino de Filosofia no Ensino Médio. Assim como outra disciplina, pode ser difícil ensinar Filosofia, quando não se compreende o que é propriamente a experiência filosófica do pensar. Se o objetivo de minha aula for uma mera transposição mecânica da História da Filosofia para a sala de aula, então será difícil, complicado e massacrante ensinar Filosofia. Se, ao contrário, a finalidade do ensino de Filosofia for suscitar nos alunos o processo de autonomia intelectual, por meio de sua capacidade de levantar questões essenciais para o ser humano, problematizar a realidade e ser capaz de elaborar respostas conceituais a tais problemas, então o ensino de Filosofia tornar-se-á não algo fácil, mas com um significado profundo para a vida dos alunos presentes na sala de aula, não como expectadores, mas como livres pensadores. Considerar a Filosofia algo “difícil” pode ser a primeira dificuldade no ensino de Filosofia, se entendermos aqui o termo “difícil” como algo incompreensível, distante, isolado da realidade do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual o maior desafio?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estar em mediar o processo do pensar, sem que para isso tenhamos que nos tornar, como professores de Filosofia, incompreensíveis aos nossos alunos. Ou seja, é um desafio entrar em sala de aula e garantir o ensino filosófico, sem cair na tentação de explanar informações sem significado para a realidade dos alunos, ou, como também pode ocorrer, na simples proposta de uma aula temática, que na maioria das vezes se transforma em uma aula de “achismos”, onde cada aluno tem uma opinião ou preconceito estabelecido sobre os mais variados temas cotidianos. Nenhuma das propostas anteriores constitui o ensino filosófico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enquanto recurso pedagógico, como a Arte pode contribuir na formação educacional?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Arte é uma experiência humana para dar significado à existência. Assim como a Filosofia, ela instiga a consciência humana para o problema do sentido da vida. Desse modo, a percepção artística, a sensibilidade e a imaginação criativa são elementos fundamentais para a realização de um processo de formação que compreende o ser humano em sua integralidade. Por isso, é tão importante a Arte nas aulas de Filosofia, e na escola de um modo geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a sua opinião sobre a interdisciplinaridade?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ser interdisciplinar não significa expor conteúdos de outras disciplinas em sua aula, de modo desconexo; isto implica em ser enciclopédico, não interdisciplinar. Para concretizarmos a interdisciplinaridade na escola, é necessário primeiro que a mesma&lt;br /&gt;planeje seus projetos voltados para uma construção coletiva entre professores, e posteriormente, entre professores e alunos. Por meio da identificação de problemas comuns, nascerão os temas fundantes ou geradores, e a partir daí, será possível elaborar um plano de estudos, onde o enfoque não será mais as já tão conhecidas “as áreas de conhecimentos” ou “disciplinas específicas”, com seus programas e currículos, mas o conhecimento humano e seus desafios contemporâneos. É desse ponto que podem nascer, na escola, os grandes projetos interdisciplinares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como são feitas as avaliações?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As avaliações levam em consideração o processo de aprendizagem ao longo de uma série de atividades. Isto é, os alunos são levados a participar das aulas junto com o professor, tendo como ponto de partida a fundamentação teórica, com as aulas expositivas, a necessária leitura dos textos filosóficos (que devem ser relacionados ao tema proposto), a problematização dos conteúdos, que pode ocorrer, conforme a escolha do professor e as condições da escola, por meio de uma música, de um texto literário ou de um filme, para só assim ocorrer o debate, em que a turma é dividida em grupos de seis a sete alunos, onde cada equipe deverá criar uma maneira de responder aos problemas apresentados durante o estudo dos temas expostos em sala de aula pelo professor. Assim, leva-se em conta não a capacidade de memorização dos alunos, mas a sua compreensão do processo, e, conseqüentemente, a inserção dos alunos de modo concreto com os conteúdos filosóficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esse projeto já participou de eventos científicos? Quais? Como foram?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Participamos, junto com os alunos bolsistas, da 15ª SBPC Jovem, na cidade de Belém, em julho de 2007, da I Mostra de Ciências das Escolas Públicas, realizada no CEFET-MA, em outubro de 2007, além dos relatórios parciais e finais entregues a uma comissão de professores da FAPEMA, junto a várias escolas públicas do Maranhão, em maio e novembro de 2007, respectivamente. No ano de 2008, o projeto participou, no mês de abril em Brasília, da 2ª Feira Nacional da Educação Básica, representando o CEFET-MA, na modalidade do Ensino Médio. A experiência de participar de eventos como esses é valiosa, contribuindo para a melhoria do projeto de um modo mais amplo, pois equívocos são percebidos, sugestões são anotadas e contatos com outros pesquisadores são realizados, o que ajuda de modo inconteste a motivação de todos os participantes para continuarem no caminho da pesquisa e em todos os desafios que de lá se originam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quantos alunos participam ou já participaram deste projeto? Quais os nomes deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Como alunos bolsistas, foram cinco alunos, e uma aluna colaboradora, que iniciaram no 2º ano do Ensino Médio e terminaram a pesquisa já no 3ºano. Hoje, estão cursando cursos variados na Universidade Federal do Maranhão. São eles: Antônio Ciríaco, Larissa Abreu, Irlana Martins, Larissa Régia, Virgínia Assunção e Dayanna Gomes Santos (colaboradora).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual sua avaliação do projeto até agora?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A avaliação é a de um trabalho que deve continuar, e alargar cada vez mais as possibilidades de um ensino de Filosofia pautado na autonomia intelectual e na sensibilidade artística de nossos estudantes. Por isso, é muito gratificante a experiência oriunda deste projeto de pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o professor deve trabalhar a Filosofia em sala de aula?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Levando em consideração, primeiramente, que compreensão de Filosofia o professor leva a seus alunos. Tendo essa clareza, será mais perceptível a metodologia a ser trabalhada. A dinâmica da pesquisa em sala de aula, por exemplo, é oriunda de uma percepção de Filosofia que, necessariamente, leva o ser humano a ser autor de sua história e construtor responsável pelo processo do conhecimento; não um mero expectador, arquivo morto de informações inúteis de um passado distante, admitido como depósito de peças de um museu afastado dos problemas concretos da vida. Foi dessa compreensão que nasceu o projeto “Filosofia com Arte no Ensino Médio”. Assim, o professor de Filosofia sempre parte de uma compreensão de Filosofia, tendo ele ou não consciência disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a sua opinião sobre as formas de lecionar Filosofia hoje em dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ainda há muita dificuldade no ensino de Filosofia. Todavia, penso que o problema hoje é geral na escola. Os professores saem da Universidade com uma compreensão fragmentada do conhecimento, o que acaba refletindo em um ensino academicista, ainda voltado para o vestibular, e que não promove, por conseqüência, o exercício da autonomia intelectual dos alunos. Tanto a Filosofia quanto as demais disciplinas vêm passando por tais dificuldades. Deve-se por isso repensar nossas práticas pedagógicas, assim como nossa formação acadêmica, para saber que a escola deve responder a problemas contemporâneos de ordem complexa, de maneira interdisciplinar e contextualizada. Desse modo, a Filosofia tem um papel fundamental para desencadear este debate com a Ciência e a Arte, em torno deste projeto de uma sociedade mais justa e de um mundo mais humano, admitindo o ser humano em sua integralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que é mais prazeroso para você, como educador, ao desenvolver este projeto?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Saber que os alunos estão aprendendo a caminhar com suas próprias pernas. Essa é uma conquista que muito nos anima na realização deste projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pretende dar continuidade?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, pois nesta perspectiva o aluno se vê como responsável pelo processo de construção do conhecimento, e se insere como cidadão na sociedade em que vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais os seus planos para o futuro?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Construir com os demais colegas já engajados em projetos de pesquisa uma proposta interdisciplinar no CEFET-MA, com a formação continuada de nossos professores e a existência de um Núcleo de Pesquisa Interdisciplinar, que possa integrá-los não apenas por disciplinas específicas, mas por temas comuns e problemas coletivos, a fim de que possam ser propostas pistas ou soluções, pela contribuição de múltiplas potencialidades de inteligência associativa. Neste caminho deve também seguir o projeto de iniciação científica “Filosofia com Arte no Ensino Médio” e todos os demais já em realização no contexto do CEFET-MA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito Obrigado,&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do CEFET-MA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-208888974697338265?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/208888974697338265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=208888974697338265' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/208888974697338265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/208888974697338265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/entrevista-revista-estilos-educaao.html' title='Entrevista a Revista Estilos Educaçao'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-7694298503390443233</id><published>2008-07-03T07:22:00.001-07:00</published><updated>2008-07-03T07:24:48.568-07:00</updated><title type='text'>O Sonho de Ícaro</title><content type='html'>Mais um texto da turma de Design, esses meninos e meninas fantásticas, que nos motivam a continuam trabalhando a Filosofia de modo inquietante e participativo.&lt;br /&gt;Obrigado Mayara por seu texto,&lt;br /&gt;abraços,&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão&lt;br /&gt;São Luis 11 de abril de 2008&lt;br /&gt;Mayara Câmara Serra     &lt;br /&gt;T. 205&lt;br /&gt;Disciplina: Filosofia          &lt;br /&gt;Profº.: Jorge Leão&lt;br /&gt;                                                                                                                                               &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                         &lt;strong&gt;O Sonho de Ícaro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;        &lt;br /&gt;          O texto nos remete a um cenário antigo, mas a imagem de Ícaro pode ser vista no homem atual, movido pelos seus desejos. Ele não tem vergonha de assumi-los perante apelos contrários, nem medo de concretizá-los diante de possíveis malefícios que pode sofrer, sobretudo porque esses malefícios parecem invisíveis aos olhos de um sonhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A partir do que já foi citado, sonhar parece significar problema, mas não o é; é uma condição humana que merece uma análise mais profunda, pois todos nós já estivemos, estamos ou estaremos um dia suscetíveis a moldar as nossas as vidas em função de alcançar um objetivo aspirado previamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          No texto, o labirinto representa um obstáculo que precisa ser ultrapassado, simbolizando os pormenores que, na vida real,surgem  para mudar os nossos planos. No entanto, na estória, esse mesmo labirinto, que significa uma associação de sofrimentos para o protagonista, também lhe concede a oportunidade de voar, demonstrando como podemos ver o lado positivo das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          O fato de Ícaro ter conseguido estabelecer uma estratégia de libertação alando-a à realização de seu sonho pode representar as vezes que conseguimos transpor barreiras enquanto estamos inebriados pelos nossos anseios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Ícaro é o exemplo de pessoa que ao estar encantada diante realização de seu sonho “tranca” sua sensibilidade na experiência da plenitude e da felicidade. Por mais que, nessas situações, tomemos consciência dos perigos aos quais estamos submetidos, esta não passa de uma consciência superficial, pois nem sempre desperta o efeito de alerta, conseqüentemente, nos tornamos vítimas da nossa própria imprudência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Deve-se lembrar, no entanto, que sonhar não é proibido, afinal, Ícaro não admiraria, no momento mais impróprio, as aves se não tivesse a vontade de ser como elas, logo, não idealizaria uma estratégia que salvasse, naquele momento, a si e a seu pai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-7694298503390443233?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/7694298503390443233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=7694298503390443233' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/7694298503390443233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/7694298503390443233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/o-son.html' title='O Sonho de Ícaro'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-4144348432519792198</id><published>2008-07-03T07:04:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T07:06:05.941-07:00</updated><title type='text'>Um barulho incômodo</title><content type='html'>Caros amigos, compartilho convosco textos de outros tempos, de quando começava a registrar alguns contos no papel da adolescência...&lt;br /&gt;abraços quixotescos!&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um barulho incômodo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos domínios do quarto havia um grilo insistente. Simplesmente não deixava o sono chegar, atacava em todos os cantos a chance de, por um instante, cobrir-se com o lençol branco; as baratas iam gostar – a boca do dorminhoco estava tomada por restos de doce de uma torta de mamão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelas tantas da noite se ouvia uma voz dizendo: vamos dormir que logo este grilo cansa de incomodar. Outra indagou do segundo andar da casa: “Não, não! Procuremos este danado! Vamos ligar as luzes por um instante para ver se achamos donde vem sua localização”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todos na casa, ainda com muito sono, levantaram-se em busca do grilo teimoso. Saíam de suas camas tão pesados que deixavam os lençóis brancos espalhados pelo chão.&lt;br /&gt;Vira daqui, mexe dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui se mexia, de lá se virava. Ninguém acreditava que o grilo fosse capaz de fugir...&lt;br /&gt;Donde vinha tanto barulho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto barulho abafado, empacotado num papel de embrulho;&lt;br /&gt;dava mesmo é para ser queimado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;14 de dezembro de 1993.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-4144348432519792198?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/4144348432519792198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=4144348432519792198' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/4144348432519792198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/4144348432519792198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/07/um-barulho-incmodo.html' title='Um barulho incômodo'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-978109611680156771</id><published>2008-06-30T05:53:00.000-07:00</published><updated>2008-06-30T05:55:53.471-07:00</updated><title type='text'>O Sonho de Ícaro</title><content type='html'>Caros amigos do blog FILOSOFIA COM ARTE,&lt;br /&gt;compartilho com vocês um poema da Mayanne, do Curso Design de Produto,&lt;br /&gt;referente ao estudo sobre mitologia grega, desenvolvido com as turmas de filosofia. Abraços,&lt;br /&gt;Jorge Leão                          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O SONHO DE ÍCARO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu sonho era poder voar&lt;br /&gt;Livre,solto, com a leveza da alma.&lt;br /&gt;Brincar com as aves do céu.&lt;br /&gt;Deitar sobre as nuvens,&lt;br /&gt;E dormir sobre o horizonte, o luar.&lt;br /&gt;Mas como conseguir esse sonho?&lt;br /&gt;Calculou, pensou e conseguiu uma idéia!&lt;br /&gt;Imitou os pássaros&lt;br /&gt;Que quando voam&lt;br /&gt;Parecem mágicos.&lt;br /&gt;Conseguiu fazer suas asas&lt;br /&gt;Dando asas à criação.&lt;br /&gt;Sofreu com o mundo&lt;br /&gt;Com os imprevistos, com os obstáculos,&lt;br /&gt;Do não dever, com a impossibilidade.&lt;br /&gt;Mas alcançou o inalcançável.&lt;br /&gt;E conseguiu com asas de cera,&lt;br /&gt;Voar, voar, voar...&lt;br /&gt;Esqueceu tudo,&lt;br /&gt;Sentiu-se como uma águia .&lt;br /&gt;Que poderia as montanhas alcançar.&lt;br /&gt;Ficou surdo, mudo, sem sentidos,&lt;br /&gt;Tanto que pensou&lt;br /&gt;Que poderia seguir o infinito.&lt;br /&gt;Porém acabou caindo,&lt;br /&gt;E suas asas cortadas.&lt;br /&gt;Por querer transcender,&lt;br /&gt;Seu sonho acabou, morreu,&lt;br /&gt;Mas morreu feliz, sob o sol,&lt;br /&gt;Sobre o horizonte e livre&lt;br /&gt;Como sempre sonhava viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mayanne Serra&lt;br /&gt;Estudante do 2º ano do Curso de Design de Produto do CEFET-MA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-978109611680156771?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/978109611680156771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=978109611680156771' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/978109611680156771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/978109611680156771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/06/o-sonho-de-caro.html' title='O Sonho de Ícaro'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-7685975899820023213</id><published>2008-06-28T07:44:00.000-07:00</published><updated>2008-06-28T07:47:20.618-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Pra que serve a filosofia, afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Há um espaço vazio nas escolas. É o caos da oportunidade. Ele está na mente de nossas crianças. A tarefa que se impõe é: ainda teremos tempo?...&lt;br /&gt;As atividades escolares são muito aceleradas. Não temos tempo para conversar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, eu encontrei meu filho se masturbando na sala, eu não sabia o que fazer. Eu tenho uma prova de cálculo diferencial para aplicar amanhã com os meus acadêmicos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegam os filósofos, contando façanhas e mistérios do sonho da razão.&lt;br /&gt;Eles afastam as regras e caminham na estrada das pedras...&lt;br /&gt;Eles adoram me chamar para conversas longas e demoradas. Haja paciência e tempo, que hoje não tenho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada das pedras é um caminho sem fim. Ninguém ganha nem perde. É um jogo de feitiços gratuitos. Eu realmente não entendo para que tantas pedras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhece na praça, os meninos e meninas na rua olham para os cantos e choram com a fome de mais um dia sem fim. Mas foi rápido, meu filho já está seguro na escola...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, como chefe dos acadêmicos, doutor em filantropia, me encontro perdido. Eu sou um verme, acho. Junto àqueles que não sabem pra que serve a matemática. Mas, meu estômago sempre dói quando leio os livros do Marx, eu nunca passo do primeiro capítulo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu odeio Platão. E todos esses fecundos e ilustres profetas da alma. Mas, o pátio da minha escola continua vazio. E não há lugares aqui para poetas, nem para devaneios. Eu amo Platão. Mas ainda tenho que entregar um relatório para o ministério da instrução privada. Aqui eu corro contra o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu entro nas salas como diretor afastado, que não sabe quem são os alunos que acordam sem ânimo para freqüentar aulas sem sangue em minha escola. Eu sou um burocrata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda não percebi os riscos do pedagogismo... Eu recebo meus colegas para um café em minha casa, aos sábados. A gente assiste às novelas e depois toma uma boa cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, eu adoro papéis. Trabalho numa sala quente, ao lado da igreja. Eu escuto todos os dias à tardinha o badalar dos sinos. Eu acredito em fadas. Sou meio crente, e meio cético. Eu não sei o que sou; eu penso na morte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, sentado na varanda, deitado em minha rede, penso um pouco comigo mesmo e chego a falar em voz alta: pra que serve a filosofia, afinal?...&lt;br /&gt;Pra que servem as minhas aulas? Pra que servem as minhas pílulas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o vendedor de sorvete está chamando. Meu sobrinho adora um bom sorvete de coco. Vou lá ver se ele faz um preço camarada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, a sirene da escola me espera bem cedo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do CEFET-MA e membro do Movimento Familiar Cristão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-7685975899820023213?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/7685975899820023213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=7685975899820023213' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/7685975899820023213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/7685975899820023213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/06/pra-que-serve-filosofia-afinal-h-um.html' title=''/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-4563472515506384113</id><published>2008-06-28T07:18:00.000-07:00</published><updated>2008-06-28T07:19:05.772-07:00</updated><title type='text'>Resumo do Projeto Filosofia com Arte no Ensino Medio</title><content type='html'>FILOSOFIA COM ARTE NO ENSINO MÉDIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto FILOSOFIA COM ARTE NO ENSINO MEDIO centra sua atenção sobre uma proposta dinâmica para o ensino de filosofia, contextualizando os conteúdos filosóficos com as linguagens de arte, principalmente literatura, música, cinema, teatro e artes plásticas. O projeto surgiu da necessidade de aproximar a disciplina de filosofia com a realidade dos jovens estudantes do Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão. Para isso, entende-se que o ensino dos conteúdos filosóficos pode levar ao desenvolvimento de uma postura autônoma em sala de aula e na sociedade. Por isso, a arte e a filosofia possuem uma tarefa substantiva para a formação educacional do ser humano, pois procuram despertar o pensar crítico, a sensibilidade e uma postura cidadã no contexto social em que vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto consta de duas etapas, a primeira corresponde ao estudo sobre introdução à filosofia da arte, com atividades semanais de grupo de pesquisa, em que são lidos e debatidos textos sobre o referido tema. Na segunda etapa, os estudantes realizaram visitas em centros culturais e eventos artísticos, apresentando relatórios crítico-descritivos como forma de socialização das linguagens de arte observadas. Os estudantes escreveram, ao final, artigos, em que cada um escolheu uma linguagem de arte, associados aos conteúdos filosóficos. A produção das apresentações do trabalho nos espaços comunitários foi pensada e realizada pelos estudantes pesquisadores, o que favoreceu um crescimento considerável do olhar responsável sobre o desenvolvimento de nosso projeto, como construção coletiva, centrada em uma metodologia participativa e investigativa, assim como a possibilidade de dialogar com estudantes de outras escolas sobre o ensino de filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como atividade de socialização na comunidade, os estudantes participaram de encontros como 15ª SBPC Jovem, em Belém, no mês de julho de 2007, da I Mostra de Ciências das Escolas Públicas, no CEFET-MA, no mês de outubro de 2007, além dos relatórios parciais e finais da pesquisa, junto a várias escolas públicas do estado do Maranhão, realizados nos meses de maio e novembro de 2007, respectivamente. Desse modo, percebe-se a inserção da pesquisa como atividade que favorece uma ligação mais estreita entre escola e comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As etapas do desenvolvimento do projeto foram pensadas no enfoque da práxis filosófica, procurando estabelecer uma ligação entre contéudos e realidade, por meio da sensibilização, contextualização, problematização, análise crítica dos conteúdos, debates e apresentação dos trabalhos, a nível de socialização da pesquisa. Para isso, utilizamos fontes de pesquisa como "Pedagogia da Autonomia", de Paulo Freire, o "Ensino de Filosofia no Ensino Médio", tendo como referências autores como Sílvio Gallo e Walter Omar Kohan, e "Ensinando Filosofia com Arte", de Charles Feitosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, pensamos que o referido projeto vem contribuindo para a ampliação do olhar filosófico e estético de nossos estudantes, dentro de uma postura cidadã e transformadora, a partir de uma proposta metodológica para o ensino de filosofia na realidade do ensino médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Leão&lt;br /&gt;Professor de Filosofia do CEFET-MA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-4563472515506384113?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/4563472515506384113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=4563472515506384113' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/4563472515506384113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/4563472515506384113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/06/resumo-do-projeto-filosofia-com-arte-no.html' title='Resumo do Projeto Filosofia com Arte no Ensino Medio'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8598308621163285307.post-1497515885460074842</id><published>2008-06-26T06:48:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T17:41:27.445-08:00</updated><title type='text'>Filosofia com Arte no Ensino Médio</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SGOndBSMpZI/AAAAAAAAAAY/JjZIEu8bZao/s1600-h/rodin1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216196910427973010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SGOndBSMpZI/AAAAAAAAAAY/JjZIEu8bZao/s320/rodin1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A filosofia e a arte são vistas por muitos na atualidade como saberes desnecessários, pois exigem dois requisitos básicos que estão fora do sistema atual, são eles: Reflexão e sensiblidade. Sendo que os valores pragmáticos e a velocidade dos acontecimentos não deixam espaço para tais requisitos e o que era para ser uma ponte indispensável na formação de indivíduo passa a ser um abismo aparentemente intransponível.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A escola nesse contexto deveria motivar os alunos a buscarem esses conhecimentos, porém o que ocorre é um processo contínuo de desmotivação em que série após série a filosofia torna-se incompreensível e a arte algo inalcansável.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por isso este projeto tem como objetivo geral o entrelaçamento desses dois saberes, transformando as aulas de filosofia no enino médio em expressões artístico-filosóficas, aproximando assim, o filósofo e o artista já existente em cada um de nós. Visando com isso dinamizar o ensino da filosofia em sala de aula.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8598308621163285307-1497515885460074842?l=filosofiacomarte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/feeds/1497515885460074842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8598308621163285307&amp;postID=1497515885460074842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/1497515885460074842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8598308621163285307/posts/default/1497515885460074842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiacomarte.blogspot.com/2008/06/filosofia-e-arte-so-vistas-por-muitos.html' title='Filosofia com Arte no Ensino Médio'/><author><name>filosofia com arte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06479557259061164910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_2a5XmKG9JbM/SGOpOhFyxwI/AAAAAAAAAAk/Qq02bSom850/S220/filosofia+coim+arte.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2a5XmKG9JbM/SGOndBSMpZI/AAAAAAAAAAY/JjZIEu8bZao/s72-c/rodin1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
