domingo, 24 de março de 2013
De-cisão...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Entre as ruínas da angústia em Nauro Machado
O Cristo está sem altar em todos os altares...
Dos meus poros escorrega
Reencantos
Deus é uma criança...
Ouvindo Bach...
Ao som das sementes caídas
Sobre o filme "Trem da Vida"
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Obra prima do cinema japonês, o filme "Contos da lua vaga", trazido ao Brasil pela Lume filmes, é uma fábula passada no Japão feudal (século XVI), ainda marcado pela violência da guerra civil e que conta a história de dois homens que partem com caminhos diferentes de suas casas; um deles, fazendeiro, marcado pela ambição do poder, quer tornar-se um grande samurai, deixando sua esposa abandonada; o outro, um talentoso fabricante de peças domésticas, quer enriquecer através do comércio, deixa também sua esposa com o filho pequeno.
A dramática partida de suas famílias coloca os dois homens diante da desilusão de uma busca não satisfeita pelo propósito de obter tão desejadas posses materiais. Voltando, os dois tentam reconstruir suas vidas, agora de maneira inesperada, pois o seu lugar de origem já estava completamente modificado pela passagem da guerra.
É considerado um dos mais importantes filmes do cinema japonês clássico. Recebeu o Leão de Prata, no Festival de Veneza de 1953. Merece ser revisto, e debater com a turma amante do cinema filosófico, em seu enredo, temas como separação, ânsia de poder, busca pela aceitação familiar diante de uma escolha precipitada, reconciliação.
Kenji Mizoguchi exprime aqui toda sua sensibilidade, em um texto rico de metáforas, belíssima fotografia e variadas simbologias existenciais.
Até o próximo encontro cinéfilo,
at
jorge leão
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Quando a escola perdeu a sua real possibilidade de trazer a lume a liberdade dos seres humanos? Em que práticas nos envolvemos, de modo a enlaçar o pensamento criativo de uma pessoa?
São questões necessárias, e até fundantes, quando o espaço de construção de novos cenários parece inóspito. Com esta breve provocação, surge, por implicância poética, outra inquirição: em que docência nos facilitamos com o tempo?
Penso que esta resposta não deve ser fruto de algo pontual. A escola, como instituição social, precisa exercer a construção da leitura em processo que é o mundo. A história nos cobra o olhar diante da realidade. Não estamos isolados e não é possível uma escola alheia ao que ultrapassa os seus muros.
Desse modo, a educação, como inserção racional e histórica do processo conhecimento humano, precisa exercer a garantia da criatividade e da responsabilidade livre, como política filosófica dos que se comprometem com um novo projeto de sociedade.
Ao longo dos anos, contudo, limitamos a racionalidade humana à utilidade pragmática do instrumental técnico, o que trouxe à ciência a amarga imagem de uma postura arrogante, inibindo ou mesmo matando a possibilidade de novas leituras dentro da escola, mais próximas daquilo que aponta para laços de cooperação, criatividade, autonomia, liberdade de pensamento.
Talvez o que se tema é a perda da “autoridade”, matando os poetas (que já morreram) nos cientistas e filósofos? Que vazio ficaria na alma sem a música dos poetas, capazes de reacender o prazer da descoberta. “Os poemas têm o poder de fazer ressuscitar os mortos que moram em nós” (Alves, 1987, 18). Este caminho fecundo atravessa somente os que se deixaram embebedar pela química da beleza, que abriga nossa criatividade, além de nossas planícies previsíveis das fórmulas científicas.
Com isso, não será mergulhando no espaço da reprodutividade técnica (expressão cara aos filósofos da escola de Frankfurt) que sairemos deste cenário normótico. Cabe a nós um propósito de ousar a transgressão, dentro dos limites históricos de nossas intermediações estruturais e conjunturais.
"Se, de fato, os seres humanos são criativos antes da escola e, ao chegarem a ela, tornam-se agentes passivos do sistema, estamos mergulhados num fosso de deseducação." (Ghedin, 2008, p. 68).
O que nos coloca o desafio de lançarmo-nos no tempo como visionários da poesia ausente, e, ainda que sem eco, de um espaço de livre pensamento, dentro das cadeias de tantos currículos engradeados e docências engessadas ao mecanismo reprodutivista do sistema de notas, num espaço em que quase sempre impera mais as relações "normativas que afetivas" (Delizoicov, 2007, p. 141).
Referências
ALVES, Rubem. A planície e o abismo. SP: Paulus, 1987 (Coleção: Estórias para pequenos e grandes).
DELIZOICOV, Demétrio, ANGOTTI, José A,. PERNAMBUCO, Marta M. Ensino de Ciências: fundamentos e métodos. SP: Cortez, 2007.
GHEDIN, Evandro. Ensino de Filosofia no Ensino Médio. SP: Cortez, 2008.
Atenciosamente,
Jorge Leão
Professor de Filosofia do Campus Monte Castelo - IFMA
sexta-feira, 13 de julho de 2012
De frente pro crime
Foi trabalhado um texto, e em seguida apliquei a dinâmica dos três papéis, em que cada um deveria escrever em um pedaço: uma qualidade pessoal, um valor para a vida e uma pessoa que representasse uma referência. Depois, eles teriam que descartar dois papéis e ficar com o último, a fim de responder a pergunta: "que tesouro há oculto aqui?".
O debate foi muito bom, seguido da música "De frente pro crime", de João Bosco e Aldir Blanc. Eis a letra da música:
De frente pro crime
João Bosco - Aldir Blanc
Tá lá o corpo estendido no chão
em vez de rosto uma foto de um gol,
em vez de reza uma praga de alguém,
e um silêncio servindo de amém...
O bar mais perto depressa lotou,
malandro junto com trabalhador,
um homem subiu na mesa do bar,
e fez discurso pra vereador...
Veio o camelô vender anel, cordão, perfume barato,
baiana pra fazer pastel e um bom churrasco de gato.
Quatro horas da manhã baixou o santo na porta bandeira
e a moçada resolveu parar e então...
Tá lá o corpo estendido no chão...
em vez de rosto uma foto de um gol,
em vez de reza uma praga de alguém,
e um silêncio servindo de amém...
Sem pressa foi cada um pro seu lado
pensando numa mulher ou num time
olhei o corpo no chão e fechei
minha janela de frente pro crime...
Veio o camelô vender anel...
(repete o refrão 4x)
Temas como indiferença, oportunismo e escolhas circunstanciais foram apontados como ligados à estrutura narrativa da música. O narrador-observador vê tudo de sua janela, enquanto várias pessoas em torno do corpo sentem-se movidas a fazerem daquele fato um pretexto para alcançar garantias de momento.
O debate oportunizou ampliar a discussão sobre conceitos como "habitação", "ethos" e "liberdade". Além de envolver a turma com a melodia ritmada pela interpretação do grupo vocal MPB4. Foi bastante estimulante ouvir, ao fim da aula, o coro da turma com o refrão da música.
domingo, 20 de maio de 2012
Filme documentário, vencedor do Oscar em 2005, capta de modo direto e emocionante a história de crianças em uma situação extremada de abandono e exclusão.
Com a direção de Ross Kauffman, a fotógrafa Zana Briski passa a estabelecer de modo corajoso e tocante uma relação de profunda esperança com aquelas crianças.
No cenário dos bordeis, no bairro da Luz Vermelha, na periferia da cidade de Calcutá, na India, a diretora Zana Briski (tia Zana, como ficou conhecida entre as crianças) leva àquela situação terrível uma luz no fim do túnel, dando um curso de fotografia e fornecendo-lhes máquinas fotográficas para que elas registrem o seu olhar sobre o mundo que as cerca.
O resultado é uma exposição das fotos em Nova York, onde ela consegue divulgar a experiência e arrecadar fundos para tentar tirar as crianças da situação calamitosa em que se encontravam, dando-lhes oportunidade de estudar em um internato, em Calcutá, e também de participarem de uma exposição de seus trabalhos em uma grande livraria desta cidade.
A extrema sensibilidade de Zana Briski nos faz pensar sobre que valores sustentam o poder de um sistema fadado à pobreza e a consequente quebra dos sonhos no olhar de um ser humano que ainda está começando a despertar para a nua e crua realidade da vida. A saída dos muros dos bordeis para uma visita a um zoológico e depois à praia são dois momentos emocionantes do filme.
Pude trabalhar este filme com a turma 301, de Design de Produto, e estabelecer um debate com um texto lido sobre ética, em que destacamos alguns pontos, tais como: que conceito de valores nos passa a situação daquelas crianças? Como o ser de cuidado e afetos é considerado na apresentação do argumento do filme? Em que podemos relacionar a experiência relatada no filme com uma ética da responsabilidade solidária?
Percebi o quanto o filme ajudou-nos a pensar mais profundamente tais questionamentos...
Abraços,
Até uma próxima aula..
Jorge Leão
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Vibrante, és fecundo nos dias.
Cantando ao nativo as memórias...
Das noites o que mais tu serias,
senão o clamor nas histórias...
No poema, sobre o lamento e a dor...
Traduziste a canção do Piaga.
Deste solo pisado em furor
Por quem nestas matas indaga...
Teus passos nas ruas sentindo...
Acordo, neste solo, gemendo.
Ouvindo o teu canto sumindo,
Diante do ódio crescendo...
Revejo, porém, tua face
aos desejos inglórios da vida...
Recanto à criança que nasce,
Teu poema nesta terra ferida...
Por que, ao dizer do senhor...
O cenário é de morte e de cruz.
Por tal irascível clamor,
Volta o sangue, o martírio, em Jesus...
O pão sepultado em sementes,
agora escondido do vil Anhangá,
que chega provendo as torrentes
num desterro da tribo a clamar...
Inimigo das matas em trevas,
chega o tempo da anulação...
Deste povo, feito réu de suas ervas,
que outrora fecundavam este chão...
Foste, contudo, a voz, o percurso...
Entre viagens e dores sem par.
Teu povo nativo em concurso,
sem ver a própria ruína a chegar...
Tua pena, teu amor tão incerto.
Desbotando a recusa sem preço,
a manter a lembrança por perto,
como quem reza as contas de um terço.
Na praça, tuas cartas amadas
no silêncio vencido por dote.
Histórias inteiras contadas
como segredo no fundo de um pote.
Dias e noites, a lua cantada.
Tribos letárgicas ao passo de alerta:
é o espectro dissecando a cilada
do invasor nesta terra in-coberta...
Ao teu canto, o Piaga concede
a lembrança de um tempo em desterro...
Aviltando a terra que mede
a distância dilatando este erro.
Dias e noites, revejo o exílio
da sina de um povo insultado.
Hoje, a buscar ainda o seu brilho
no poeta, por seu canto lembrado...
Cantando a saudade além mar.
Em Coimbra, robustos segredos...
Trazidos à pena, ao deitar
em teus cantos, o assombro dos medos...
Em terras distantes, pesadas lembranças.
Dos primores, as palmeiras, o vento...
Agora, vejo-te imóvel, diante das danças,
que refazem em tuas mãos aquele momento.
Poeta nativo das várzeas floridas.
Emerge à lembrança um triste sinal:
emaranhado de lembranças perdidas,
por este retorno à terra natal...
Jorge Leão
16 de maio de 2012.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Tão leve a condução das horas
na agonia do esquecimento...
Tão breve a perdição das moiras
nas ondas do mar adentro.
Tão perto o ribeirão das hortas
no desvio do corpo ao vento...
que anseia a chegar às portas
do céu sem esquecimento.
Tão perto a cidade ecoa
a memória dos segredos idos.
No esconderijo da pedra à toa
pelas calçadas destes becos sidos...
A lembrança da porta e janela
neste sobrado de meia morada.
Resplandece no altar sem vela,
corroendo o corrimão da escada.
Tão sãs as palavras dadas
nos tempos do Liceu imortal.
Agora, como dunas ilhadas,
vejo-te perdida na avenida central.
Tão verde os mastros da bandeira,
Arrancados os paus da mata em mangue.
Dos rios poluídos pela sujeira
Da química a secar teu sangue...
Ressoa em ti os delírios do passado.
Lendas e lampejos poéticos na memória.
Acorda com o sino, o corpo conspurcado,
nas ruas e ladeiras de tua história.
Tão leve e tão pesada,
Vejo-te, cidade minha, afundando
com a força de uma serpente entoada
pelos ditames lendários findando.
A cada esquina um dizer em jornal.
Hiato caminho à posteridade...
Fecundo mirante ao beiral,
daqueles que dormem em precariedade.
Trazendo assombrados desejos a lume.
Mesmo com a certeza das perdas.
Acordo aturdido nos telhados sem curtume
Dos bois celebrados sem tendas...
Que possam amparar os buracos do chão,
segredando a miséria da vida.
Ao ver no pedaço de um duro pão
a passagem da memória perdida...
Becos que se esvaem em risos e ecos...
ainda fruto dos passos ao vento.
De nós mesmos, colunas sem tetos,
a despertar de um vil juramento...
De que nesta ilha os amores reluzem
pelas ondas do encantamento.
Vejo-te, porém, sem mãos que traduzem
o teu passado, fecundo rebento...
Jorge Leão
12 de maio de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
A teoria do conhecimento sob o olhar não cotidiano
Os conceitos epistemológicos trabalhados foram: percepção, imagem e
representação. A atividade sugerida nasceu da ideia de realizar uma intervenção
fotográfica no campus Monte Castelo, a partir da releitura do conceito de
espaço, em termos epistemológicos e éticos.
As turmas foram divididas em equipes menores, para melhor divisão das
tarefas. Durante a apresentação das fotos e dos vídeos editados pelas equipes, o
debate girou em torno da relação do cenário em foco, ambientado sob o olhar não
cotidiano, isto é, a captação das imagens possibilitou uma ressignificação da
história e da memória deste espaço.
As questões giraram em torno da preservação do patrimônio e da memória
histórica. Vários aspectos críticos foram apresentados, levando em consideração
os itens em debate. A turma pôde perceber que não nos damos conta dos problemas
que existem na escola, como lixo eletrônico, espaços abandonados, material
escolar sem uso, como carteiras, mesas e peças de valor histórico, abandonadas
pela passagem dos anos e pelo descuido da instituição sobre sua própria
historicidade.
A próxima etapa será levar este acervo audio-visual, e apresentar à direção
geral do campus, a fim de que possam ser tomadas algumas providências e
transformadas as reivindicações dos alunos em projetos que apontem soluções
práticas, inclusivas e sustentáveis para o olhar que estamos dando à nossa
realidade.
Como momento avaliativo, as turmas foram levadas a inserir as teorias
epistemológicas estudadas sob o ponto de vista de uma visão mais acurada de
nosso patrimônio, assim como poder relacionar conceitos como racionalidade,
empiria, dúvida metódica, sensibilidade, percepção e representação de modo
contextualizado e significativo para suas vivências como estudantes e pessoas
que habitam um espaço sem memória histórica (assim como acontece em nossa
cidade).
Os próximos trabalhos serão feitos em relação ao cenário da cidade de São
Luís, em que as turmas dos cursos de Quimica (504), Eletrotécnica (502) e
Comunicação Visual (301), terão como tarefa observar como o tema da pesquisa,
que visa aproximar a leitura da teoria do conhecimento, da ética e da estética,
a partir da cidade de São Luís.
Desse modo, teremos mais dois meses de trabalho para socializar este material
na escola, entre as turmas participantes e alguns professores envolvidos no
projeto São Luís 400 anos de história e o IFMA no cenário dessa história.
Agradecido pela atenção,
Até o próximo relato,
At
Jorge Leão
Professor de Filosofia do IFMA - Campus São Luís Monte Castelo
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Questões filosóficas nos filmes a partir da dúvida metódica cartesiana
Experiências com o cinema no segundo semestre de 2011


sábado, 4 de fevereiro de 2012
Conflitos epistemológicos em "O Nome da Rosa"...

Conflitos epistemológicos em "O Nome da Rosa"...
A trama do filme ocorre no ano de 1327, num mosteiro no norte da Itália. É baseada no livro homônimo, do escritor italiano Umberto Eco.
Um monge franciscano, William de Baskerville (interpretado pelo ator Sean Connery), e um noviço, Adso von Melk (vivido por Christian Slater), aproximam-se de um lugar misterioso, frio e distante de tudo, para um conclave, que iria decidir se a igreja deveria tomar posse de suas riquezas, ou ser pobre, desapegada de bens materiais. Um bom mote, para um cenário de grandes surpresas e conflitos.
Durante sete dias ocorrem sete assassinatos, o que desperta uma investigação cuidadosa por parte do monge e de seu pupilo. No entanto, tal atitude será combatida pelos beneditinos, que comandam o mosteiro, e atribuem as mortes às artimanhas malignas do diabo.
Chega então o Grão Inquisidor, Bernardo Gui, para pôr fim a qualquer suspeita de heresia, cometida em nome das artimanhas do maligno. Este aspecto reconduz a trama para o limite de um conflito entre William e Bernardo, uma vez que este defende a ideia de que as mortes são, de fato, obras de um espírito maligno, que aterrorizava o mosteiro.
A trama se esclarece, quando surge em cena a discussão sobre um livro de Aristóteles, que seria considerado perigoso à doutrina católica de então. É desse modo que William começa a juntar as pedras deste intrincado quebra-cabeça. Tudo por conta do riso. Isso mesmo. Lá, nas páginas de Aristóteles, o riso configura um elemento capaz de oferecer satisfação ao espírito. O que, na interpretação dos beneditinos, constituía uma afronta ao próprio Deus, uma vez que, segundo eles, o silêncio e a prece são condições para uma proximidade com o divino. Qualquer espaço para um cômico deslize, e a alma estaria confinada ao inferno.
Neste caminho de busca por um lado e mistério por outro, surge o caminho que dá para uma enorme biblioteca. O labirinto em que se encontra uma das maiores bibliotecas da Cristandade é um símbolo interessante, na busca empreendida por William e Adso, rumo à descoberta da verdade. Neste labirinto ocorre a dramática queima dos livros. O que nos passa um cenário de destruição, e de tentativa a todo custo de manutenção do poder, por parte da ideologia dominante da igreja.
No fim, Adso vive o drama do amor a uma bela jovem, que vive com ele uma experiência sexual passageira, mas intensa, que o marca profundamente. Ele, porém, resolve seguir viagem com o seu mestre, e continuar desbravando os caminhos do conhecimento.
Neste debate, pude trabalhar com os estudantes temas como: controle ideológico, conflitos de poder no processo da busca pela verdade, dogmatismo ingênuo, racionalismo, nominalismo. Sendo bastante oportuna a compreensão de que havia uma estreita relação entre a situação vivida pela filosofia na Baixa Idade Média (período em que se dá a trama do filme) e sua influência na formação cultural européia no processo de transição do modelo teocêntrico para a racionalidade renascentista, que começava a despontar nos círculos acadêmicos, de modo gradativo e consistente.
Vamos chamar então os professores de História, Artes, Sociologia e História da Ciência, para um debate filosófico sobre "O Nome da Rosa". Penso que será um projeto muito bom para todos que se aproximarem e participarem.
Até o próximo cine filosófico em sala de aula...
Jorge Leão
04 de fevereiro de 2012.

